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Audiovector SR3 Super vs. Signature

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Lisboa é uma festa para os audiófilos. Longe vão os tempos em que eu tinha de importar ‘kits’ de colunas da Wilmslow Audio para montar em casa. Tinha um tio marceneiro que me fazia as caixas à medida, e eu fazia o resto queimando os dedos – e os punhos das camisas - com o ferro de soldar.

Hoje temos tudo. Somos um país europeu. É só mandar vir. Não sei até quando, por isso aproveitem. Não há fome que não dê em fartura (e vice-versa). E não são só as colunas e os amplificadores, são as excelentes condições que os distribuidores oferecem para as podermos ouvir. Como escrevi aqui, Lisboa (e o Porto) tem das melhores lojas de hifi da Europa.

Lisboa (e o Porto) tem das melhores lojas de hifi da Europa. Nos anos setenta, em Lisboa, havia a Valentim de Carvalho – e pouco mais.

Nos anos setenta, em Lisboa, havia a Valentim de Carvalho – e pouco mais. Sempre que podia dava lá um salto para ouvir as Quad. A maior parte das vezes acabava a ouvir as Wharfedale, que se vendiam mais, as Quad era só pelo prestígio da loja.

Agora a dificuldade está na escolha. E há fins-de-semana que tenho de visitar mais de uma capelinha, porque há ‘missas’ cantadas por todo o lado. E não, lá porque a Ajasom fica para os lados de Benfica, eu não fui à Catedral, vi o jogo pela televisão.

As Audivector SR3 Super, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos

As Audivector SR3 Super, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos

A Ajasom apresentou no seu excelente auditório da Damaia duas solistas da Audiovector, as SR3 Super e Signature. O objectivo do concerto era comparar o desempenho de ambas, acompanhadas por electrónica Hegel: leitor-CD, DAC H30 e amplificador integrado H190 (leia aqui o teste ao H90), tendo como fonte o ‘Server’ Innuos Zen Mini II, uma versão bastante acessível do Innuos Zenith II, que o Hificlube já testou aqui.

Também já não é a primeira vez – nem será a última, pois a qualidade do som e dos acabamentos o justifica – que o Hificlube assiste a um evento Audiovector na Ajasom (ler reportagem aqui).

A nova linha SR incorpora muitos dos ‘ensinamentos’ acumulados no desenvolvimento da linha Arrete a um preço bem mais acessível. Com uma vantagem importante: o potencial comprador pode investir nas Super (desde €3.400) e fazer mais tarde o ‘upgrade’ para as Signature (desde €4.750), pois a caixa e os ‘woofers’ são comuns a ambas. Só precisa de mudar o ‘tweeter’, o ‘crossover’, o travejamento interno e a ‘coluna dorsal’ de suporte traseiro. Por tudo, paga apenas cerca de mais 20%, ou seja um pouco menos do que pagaria pelas Signature originais.

As Audivector SR3 Signature, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos

As Audivector SR3 Signature, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos

Na audição, só precisei de ouvir uma faixa para estabelecer as diferenças entre ambas (Oleta Adams, ‘Everything Must Change’ - ver video em baixo). Que, curiosamente, são também audíveis no vídeo, isto se o You Tube, entretanto, não o ‘emudecer’, alegando violação de copyright, quando, de facto, isto tem objectivos educacionais, e o Hificlube nunca utiliza cópias dos Cds originais, limita-se a registar som ambiente em eventos públicos. Nota: por motivos de copyright o video não pode ser reproduzido em telemóveis e consolas, apenas no computador.

Na audição, só precisei de ouvir uma faixa para estabelecer as diferenças entre ambas.

A saber:

As Super são mais eficientes, pelo que tocam mais alto que as Signature;

As Super, talvez porque têm menos ‘travavejamento’ interno, têm uma ligeira ênfase na gama média-baixa, que lhes confere a ilusão de mais corpo e volume; a tocarem ambas por trás de uma cortina, eu teria considerado que as Super eram ‘maiores’ que as Signature;

As Signature têm mais resolução, patente na maior riqueza harmónica e extensão do ‘tweeter’, que favorece a dicção e o controlo da sibilância natural da voz;

As Signature são menos ‘coloridas’ (refiro-me ao som, não às caixas: vai ter de pagar mais pelo lacado laranja…), e o som é mais seco, com o grave mais controlado.

Talvez por isso, o som das Super pareça ‘maior’. Contudo, teria bastado subir um pouco o volume para compensar a menor sensibilidade para que estas diferenças se esbatessem e a melhor qualidade das Signature fosse imediatamente evidente.

Posto isto, é pena não haver mais gente interessada em passar uma tarde bem passada a ouvir música, até porque não paga nada por isso. Mas fica o meu testemunho.

Para mais informações, contacte o distribuidor Ajasom (em baixo)

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As Audivector SR3 Super, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos

As Audivector SR3 Signature, actuando no auditório da Ajasom - Damaia, com amplificação e electrónica digital Hegel e Innuos