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Ultimate Sessions 2022 – Audiovector R8 Arreté

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Martin Dunhoff, director de vendas da Audiovector, veio a Portugal para apresentar na Ultimate Audio as colunas Audiovector R8 Arreté. JVH esteve lá e fez uma análise auditiva.

Ouvi as Audiovector R8 Arreté pela primeira vez, em Novembro de 2021. Agora jogam na equipa da Ultimate Audio, pelo que voltei com prazer a ouvi-las tocar, desta vez com apresentação do Diretor de Vendas da Audiovector, Martin Dunhoff, com demonstração musical de Miguel Carvalho e, claro, com um plantel completamente diferente:

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Audiovector R8 UAE presentation full front capa

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Boulder 3060

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CH Precision L1

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Martin Dunhoff Audiovector

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Reed Muse 3C

As R8 Arreté são a versão em menor escala das R11 Arreté, com acabamentos sumptuosos em raiz de bétula italiana (pode optar por acabamento Piano em cinza, preto e branco) com painel frontal (baffle) em alumínio escovado e tecnologia de ponta dos componentes: altifalantes com cones de carbono e fibras de aramido e bobinas com formantes de titânio, por exemplo.

Mais do que a vista alcança  

Aparentemente, as R8 são colunas de 3-vias, com tweeter quasi-dipolo AMT Integrator, 3 unidades de médios de 6,5 polegadas (com frequências de corte em escada) e um sistema de sub-graves que sopra sob a base elevada num suporte de design elegante. De facto, são muito mais do que isso.

Configuração isobárica

O grupo de graves é composto não por um altifalante mas por dois: 8'' + 6'', de diâmetros diferentes, em configuração isobárica (tandem); e o grupo de médios-graves é reforçado por uma unidade traseira de médios de 4 polegadas escondida na armadura metálica traseira.

Nota:

Dois woofers em tandem correspondem a um woofer montado numa caixa com o dobro do volume interno. Mas os sistemas isobáricos não se distinguem pela extensão, antes pela tensão e poder do grave.

Freedom Circuit

Novidade aqui é também a possibilidade de ‘escoamento’ para a terra por meio de um filtro e dois cabos longos (Freedom Circuit) do diferencial de muito baixa tensão entre as cestas dos altifalantes.

As cestas são de alumínio mas há sempre impurezas ferrosas que podem criar campos magnéticos causadores de distorção por indução.

Coluna de som com ‘guelras’ de tubarão

A coluna vertebral em metal tem ranhuras (brânquias?) de ‘respiração’ do tipo slot que são parte integrante da configuração quasi-dipolo de todo o sistema, e muito contribuem para a espacialidade e profundidade da imagem.

A ‘armadura’ convexa tem quatro grelhas diferentes para cumprir funções diferentes: a primeira de cinco ranhuras na posição superior para ‘descomprimir’ e deixar respirar o tweeter AMT; a meio, uma grelha de sete ranhuras para a unidade de médios traseira de 4 polegadas, já referida; mais abaixo mais duas grelhas com sete ranhuras que funcionam como ‘pórticos’ reflex, sendo a inferior dedicada ao sistema isobárico. E não esquecer ainda as ‘ranhuras’ da grelha da base que permitem o acoplamento com o ar da sala.

Os três altifalantes têm frequências de corte diferentes, configurados em escada, sendo que o superior têm uma longa sobreposição com o tweeter AMT.

A resposta polar aproxima-se da forma de oito das colunas de painel e eletrostáticas. Ainda que um oito algo irregular, pois a radiação traseira das R8 será no máximo de 1/4 da radiação frontal.

Arreté significa excelência

As R8 Arreté derivam das R11 Arreté. Quando perguntei a Ole Klifoth a origem da designação Arrete explicou:

‘A palavra vem do grego Arete que significa ‘excelência absoluta’ e está associada também a virtudes morais, à coragem e à eficácia. E nós achamos que a R11 tem isso tudo. Estão aqui 35 anos de estudos e experiências. É o expoente máximo das nossas capacidades: Arete, portanto.’

Análise auditiva da R11 Arreté

Esta foi a minha avaliação auditiva das R11 Arreté, em 2017, de que as R8 agora partilham muitas das características:

'Excepcional pureza tímbrica, patente na fluidez e pureza das cordas e das vozes femininas, associada a uma sensação de transparência geral do ar envolvente, a que não é alheia a utilização de dois tweeters AMT ‘open-back’.

Os oito ‘woofers’ montados na ‘quilha’ traseira conferem-lhe notável autoridade macro dinâmica e o efeito de dipolaridade contribui para a tridimensionalidade da imagem, a textura e o ‘corpus sónico’, ao atuar como estrutura acústica que sustenta a grande gama-média isenta de colorações.

Integração perfeita de todas as unidades, com excelente coesão e entrosamento das gamas num todo coerente e linear, que respira a uma só voz: do mais ténue suspiro de uma soprano à explosão controlada dos ‘tutti’ orquestrais.

Imagem estereofónica 3D estável e ampla, com incrível dispersão lateral e boa ilusão de profundidade.

Martin Dunhoff, Director de Vendas da Audiovector

Martin Dunhoff, Director de Vendas da Audiovector

‘A afinação resulta de 50% medidas / 50% audição. Mas a audição tem sempre prevalência’, diz-nos Martin Dunhoff

O poder do dinheiro

Não tenho problema em reconhecer todas estas virtudes das R11 – mas têm um único defeito: o preço de 200 mil euros!

As R8 Arreté não têm a mesma capacidade para movimentar ar, até porque são mais pequenas. Felizmente, para as comprar também não tem que movimentar tanto dinheiro da sua conta bancária, pois as R8 oferecem-lhe 80% da performance das R11 por ¼ do preço.

A gama média das R8 soa um pouco mais ‘recuada’, permitindo uma ligeira proeminência aos extremos de frequência: o grave gosta de mostrar o seu controlo e autoridade sem excitar demasiado a sala; e o agudo, não sendo tímido, é aberto e doce – ainda mais se as ouvir abaixo do eixo do tweeter, porque os AMT têm melhor dispersão horizontal que vertical.

Visão de sniper

O palco sonoro é expansivo, uma característica familiar, que se deve sem dúvida à configuração quasi-dipolo do sistema.

A imagem impressiona mais pela estabilidade que pela focagem, evitando aquela visão pouco natural de ‘sniper' dos solistas. Mas nunca é vaga ou ilusória: os instrumentos e as vozes soam autênticas.

Música, Miguel! 

A sessão abriu com Chantal Chamberlain, cantando ‘Beautiful Life’ do álbum Temptation, a faixa selecionada para o nosso vídeo. Oiça e descubra porquê.

Orquestração simples, com um piano bem definido, baixo e o baterista utilizando o pedal e as vassouras. Voz potente, algo rouca e maior-do-que-a-vida, uma opção da produção, sem dúvida. O sistema permitiu-nos ‘ver’ e ‘sentir’ a cantora.

Arrepios pela espinha

Miguel Carvalho (fiquei a saber que gosta de ‘carregar no pedal’, porque foi disc-jockey na juventude), deu-nos depois a conhecer uma interpretação muito pessoal de Angelina Jordan de 'Bohemian Rhapsody', dos Queen.

Já a tinha ouvido várias vezes no YouTube, mas isto aqui é outra coisa. E pensar que Angelina, na altura, só tinha 14 anos! 

Sends shivers down my spine, body's aching all

The time

Goodbye, everybody, I've got to go,

Gotta leave you all behind and face the truth

Também senti arrepios pela espinha. Quanto a encarar a verdade, admito que só alguns privilegiados podem comprar um sistema deste calibre. Mas podem ir ouvi-lo de borla na Ultimate Audio. 

Seguiu-se ‘You and Your Friends’, pelos Dire Straits, com o sistema a revelar toda a arte de Marc Knopfler, mas também não perdoando a ‘eletronicidade’ típica dos discos do grupo.

Deixa o espinho, colhe a rosa

A culpa não é do sistema, como se provou, quando se ouviu a pureza da voz única de Cecília Bartoli, cantando 'Il Trionfo del Tempo e del Disinganno, Lasisa la spina, cogli la rosa', de Handel:

Lascia la spina
Cogli la rosa
Tu vai cercando
Il tuo dolor
Tu vai cercando
Tu vai cercando
Il tuo dolor

Ego sum abbas

Seguiu-se ‘Dolphy’, de Michel Portal, para exibir o extraordinário poder, controlo e ataque transitório do Boulder 3060 e logo ‘Ego sum Abbas’, da Carmina Burana (versão de câmara) dirigida por Peter Matei, com toda a carga dramática dos textos profanos e a percussão diabólica dos Kroumata Percussion; e fechámos com ‘Gaivota’, de João Loio, em homenagem à língua portuguesa.

Um sistema de grande qualidade, que merece uma audição mais atenta no auditório principal da Ultimate Audio.

As R8 custam uns substanciais €60 000. Contudo, tendo em conta a relação preço/qualidade e também a relação tamanho/performance de graves, posso atribuir-lhes sem receio uma ‘Forte Recomendação’, num mercado onde a competição é forte.

Claro que deve ir ouvi-las antes de as comprar e compará-las com outros modelos equivalentes neste patamar de preços.

Para mais informações:

ULTIMATE AUDIO

AUDIOVECTOR

Audiovector R8 UAE presentation full front capa

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Aqua la Diva

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Boulder 3060

CH Precision L1

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Reed Muse 3C

Martin Dunhoff, Director de Vendas da Audiovector


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