HIGH END 2026 VIENNA - IMACUSTICA
Em Viena, a Audio Reference é o distribuidor equivalente à nossa Imacustica. As marcas principais são as mesmas: Dan D’Agostino, dCS, Nordost, Wilson Audio. E algumas diferentes, como a Perlisten e a VTL. Portanto, é natural que vejam alguns casamentos a que não estão habituados, nas vossas visitas aos auditórios de Lisboa e Porto.
Como seria de esperar, todas as atenções se concentraram nos novos amplificadores de Dan D’Agostino, que apresentou a Relentless Z Series e os Progression Neo.
Dan D'Agostino Momentum Z
Dan D'Agostino Progression NEO
Dan D'Agostino Momentum Z pre/power e Wilson Audio Alexx V
Mas, claro, a Autobiography foi uma das presenças mais vistosas de Viena: uma coluna de cerca de dois metros, oito unidades e um preço anunciado na casa dos 788 mil dólares. E eu tive o prazer de me encontrar com Daryl Wilson e posar com ele e a sua nova obra de arte.
Daryl Wilson e as Autobiography. Peça única em exibição.
Acoustic Energy — AE Active: a herdeira analógica da AE1
A grande novidade da Acoustic Energy foi a AE Active, sucessora espiritual da AE1 Active e, de certa forma, uma resposta britânica ao excesso de “inteligência” das colunas ativas modernas. E ainda as AE1 50th Anniversary e as AE320 II.
Acoustic Energy AE Active
Acoustic Energy - Stand
A ideia é simples: menos “app”, mais coluna; menos ecossistema, mais música. A AE Active parece dizer-nos que a modernidade não tem de passar obrigatoriamente por menus, ecrãs e conectividade compulsiva. Às vezes, basta pegar na receita, atualizá-la com critério e resistir à tentação de complicar.
Antipodes Audio — A metamorfose Oladra
A mensagem da Antipodes Audio não foram apenas os produtos novos, mas uma reorganização estratégica: a separação da plataforma Oladra como marca e universo próprios.
Aqui não há streaming integrado, Bluetooth, DSP, assistentes digitais ou aplicações a pedir atualizações de firmware quando só queremos ouvir música. Há, sim, uma coluna ativa compacta, de duas vias, com amplificação Classe A/B, 50 W dedicados a cada unidade, entradas RCA e XLR, fonte de alimentação linear, controlos de tonalidade e uma arquitetura assumidamente analógica.
Oladra Presence
Foram apresentados os modelos Oladra Presence e Oladra Sentia, enquanto a Antipodes mantém a linha Kala e prepara atualizações para a Gen 5. A leitura é clara: a Antipodes quer deixar de ser vista apenas como fabricante de servidores e de transportes digitais, para passar a organizar o digital em termos de desempenho e de arquitetura.
Oladra Sentia
Oladra passa a representar o conceito de topo: fontes digitais concebidas para preservar o tempo, a estrutura, o silêncio e a intenção musical. A linguagem da marca pode ser quase poética, mas a ideia técnica por trás é sólida. No áudio digital, a gestão do ruído e do tempo não é mero acessório: é a matéria de que se fazem os sonhos dos audiófilos.
Audio Research — Made in USA
A Audio Research apareceu em Viena com a aura de quem regressa ao palco principal. Fez parceria com as colunas Acora Acoustics e fontes digitais de alto nível, num ambiente em que as válvulas não eram apenas uma opção técnica: eram uma afirmação de identidade.
Sala da Audio Research (ver video no final)
As novidades mais relevantes foram o Reference 20 e o Reference 80X. O primeiro surge como pré-amplificador de referência da nova fase da marca; o segundo, como evolução do Reference 80S, agora com uma abordagem assumidamente de vácuo também no andar de entrada.
Audio Research Reference 20 e 80X
A sala, como muitas outras no nível 3, deixou a desejar. O calor das válvulas, a acústica difícil, as limitações de espaço e a circulação de público são tudo aquilo que transforma uma demonstração de feira num teste de sobrevivência. Mas há marcas que, até nessas condições, revelam o seu caráter. A Audio Research, quando bem acompanhada, continua a ter aquela capacidade rara de dar corpo, respiração e presença à música. Não é apenas o brilho das válvulas. É textura, é corpo e humanidade.
Constellation Audio — O estéreo no seu esplendor
A Constellation Audio apresentou os novos topo de gama Statement a dominar umas Wilson Audio Sasha V, com um stack dCS Vivaldi, gira-discos E.A.T. Fortissimo, cablagem Transparent Reference e pré-amplificação Altair II.
Constellation Progression: casamento no céu com as Sasha V
Para a equipa do Hificlube, este foi o melhor som do ACV.
Sim, havia muita coisa fantástica em Viena. Sim, ouvimos sistemas maiores, mais caros, mais espetaculares, até mais intimidantes, como as ESD Dragon. Mas não ouvimos, em mais nenhum lado, uma imagem estereofónica com esta naturalidade em todos os planos: largura, profundidade e altura.
As Sasha V desapareceram da sala com a facilidade de um ilusionista, projetando um palco holográfico que lembrava a lógica espacial das Linkwitz, mas com muito mais corpo, escala e densidade harmónica.
Constellation Statement
Havia ar, havia foco, havia silêncio entre os instrumentos e havia aquela ilusão rara de que o sistema já não estava a reproduzir uma gravação: estava a reconstruir um acontecimento.
Gostámos tanto que ficámos até ao fecho. E até se ouve, no vídeo abaixo, o anúncio do encerramento do ACV durante o excerto de Júpiter, de The Planets. Optei por não o editar. Fica como prova de vida para quem duvidar que aquele som foi gravado ao vivo, ali, em plena feira de gravador na mão.
dCS — Para lá do estéreo, mas talvez longe demais...
A dCS levou a Viena uma das propostas mais ousadas da feira: o novo MCD 16, o seu primeiro conversor digital-analógico multicanal de 16 canais, integrado numa demonstração imersiva com Trinnov e Perlisten.
Em teoria, era fascinante: alta-fidelidade para lá do estéreo, conversão dCS aplicada a uma arquitetura multicanal, música imersiva tratada com rigor e não como simples cinema doméstico para impressionar vizinhos.
dCS MCD 16 multicanal
Na prática, fecharam-nos numa sala de cinema para ouvir um sistema multicanal de proporções quase militares — 15.8.8 canais — com descodificação e processamento imersivo, colunas por todo o lado e pressão sonora capaz de converter entusiasmo em instinto de sobrevivência. O som estava tão alto que cheguei a temer pelos meus tímpanos. Saí antes do final com os ouvidos a zunir.
E confesso: estando em Viena, cidade de Mozart e Strauss, não teria sido má ideia apresentar esta tecnologia com um concerto de música clássica em alta resolução, em vez de imagens metalúrgicas de má qualidade numa demonstração ultra musculada. A inovação estava lá. A subtileza, nem sempre. Vejam, ouçam e digam de vossa justiça.
E.A.T. — Fortissimo e delicado
A E.A.T. surgiu em Viena sobretudo como fonte analógica em sistemas de alto luxo. O Fortissimo foi usado, por exemplo, na sala Constellation/Wilson Sasha V.
EAT Fortissimo. Peça única.
E está quase tudo dito.
O Fortissimo tem massa, presença, luxo mecânico e aquele sentido de teatro silencioso que só o vinil de topo consegue oferecer. Mas, quando bem integrado, não se impõe à música: serve-a. Na sala Constellation, foi precisamente isso que aconteceu. A presença do Fortissimo ajudou a lembrar que, mesmo numa feira dominada por servidores, clocks e DACs de referência, o analógico continua a ter uma forma muito própria de fazer o tempo respirar. E a nós, suspirar.
Eversolo Streaming Amplifer SA200
Eversolo / Luxsin — O império digital da Zidoo
Em Viena, a Eversolo surgiu em força, numa ofensiva quase de ocupação militar do território digital. A marca não levou apenas um ou dois produtos novos; levou a ideia de um ecossistema completo, composto por 8 (oito!) modelos novos.
A linha apresentada incluía o novo T10 Streaming Transport, os DMP-A8 Gen 2 e DMP-A8 Master Edition Gen 2, o DAC-R8 R2R, o C10 Precision Master Clock, os amplificadores AMP-F8 e AMP-F6, e ainda o integrado de streaming SA200.
E nós tivemos a sorte e o prazer de ter a simpática Eki Shaw a apresentar toda a gama de viva voz e com um sorriso nos lábios:
A mensagem foi claríssima: a Eversolo já não quer ser apenas a marca dos streamers de excelente relação qualidade/preço. Quer ocupar a cadeia completa — transporte, DAC, clock, pré-amplificação, potência e integração digital — com produtos visualmente apelativos, tecnologicamente ambiciosos e, ao que tudo indica, ainda relativamente competitivos face ao absurdo habitual do high-end.
Luxsin
Luxsin BD9 +BH9
A Luxsin, irmã do mesmo universo industrial, completava esta ofensiva com produtos dedicados sobretudo ao mundo dos auscultadores e do desktop hi-fi. Havia um DAC R2R de formato um pouco maior, com saída para auscultadores e AutoEQ, e uma pequena stack de secretária composta por um DAC R2R e um amplificador de auscultadores.
Mas o detalhe que roubou a cena foi a roda de volume destacável, com ecrã integrado, que se transforma num comando remoto. Um daqueles pormenores que podiam ser apenas um truque de feira, mas que, bem executados, transformam uma peça técnica num objeto de desejo. O Pedro Henriques que o diga.
E havia algo mais. Os chineses estão claramente na vanguarda da inovação digital. Vejam a apresentação de Terry Jiang no vídeo abaixo.
Franco Serblin — Elegância italiana in sotto voce
A Franco Serblin Studio apresentou-se em Viena associada a electrónica Nagra — HD PREAMP e Classic AMP — e leitor Accuphase. Quando por lá nos refugiámos para fugir ao excesso de ruído e de decibéis das outras salas, encontrámos as belíssimas Accordo Goldberg. Italia, mia! Ciao, Maximiliano…
Sala da Franco Srblin
Não é uma coluna que entre de frente aos gritos. Entra de perfil, com elegância italiana, madeira trabalhada como se fosse instrumento musical e uma escala que não se mede apenas em graves ou pressão sonora. A Accordo Goldberg tem aquela qualidade rara de parecer ter sido concebida por um luthier, e não por um engenheiro industrial.
Franco Serblin. Há pessoas que nunca morrem...
O som, dentro das limitações da feira, confirmou a intenção estética: delicadeza, proporção, timbre e uma certa nobreza doméstica. Nem todos os sistemas em Viena queriam conquistar o mundo. Alguns queriam apenas lembrar-nos por que razão começámos a ouvir música em primeiro lugar.
Sala da Jadis/Davis no Arcotel
Jadis — Aria e Óde: Chama francesa no Arcotel
A Jadis não mostrou as novidades no ACV, mas sim no HiFi Deluxe, no Arcotel Kaiserwasser, a poucos minutos a pé do Austria Center Vienna. E vale a pena incluí-la nesta crónica, porque Viena 2026 não aconteceu apenas dentro do ACV: espalhou-se também pelas margens, pelos hotéis e pelas salas paralelas onde muitas marcas preferem respirar com mais calma – e pagar menos...
As novidades foram os integrados Aria e Óde.
Jadis Aria
O Aria usa válvulas EL34, entrega cerca de 30 W por canal em push-pull e aponta para uma abordagem mais purista, com entrada totalmente a válvulas. O Óde, por sua vez, recorre a KT120, trabalha em Classe A e fica na ordem de 25 W por canal.
A Jadis continua fiel a si própria: cromados, dourados, transformadores próprios, construção artesanal e aquela estética francesa que não tem medo de parecer luxuosa. Há marcas que disfarçam o prazer. A Jadis não. Acende as válvulas, mostra o brilho e convida-nos a aceitar que a alta fidelidade também pode ter algo de ritual, de teatro e de luz. Som de antigamente? Olhem que não…
Sala da Luxman
Luxman — O centenário em modo Zen
A Luxman mostrou um conjunto de referência centrado nos novos monoblocos B-100C, acompanhados pelo pré-amplificador C-10X. A frente digital foi entregue ao novo D-100C / D-100 Centennial, leitor SACD e DAC de referência, que também podia receber sinal via transporte de rede NT-07. Para os amantes do vinil, havia ainda o gira-discos de referência PD-191, com célula Luxman, ligado ao novo phono E-07.
Luxman L-100 Centennial
Mas talvez a peça mais sedutora, pelo equilíbrio entre herança e desejo doméstico, tenha sido o L-100C / L-100 Centennial, integrado comemorativo do centenário da marca. É um amplificador integrado em Classe A pura, com 20 W por canal sobre 8 ohms, circuito LIFES 1.1, controlo de volume LECUA1000, entrada phono MM/MC e os inevitáveis vuímetros iluminados que parecem respirar ao ritmo da música.
A Luxman tem esta qualidade rara: não há agressividade visual, não há “bling” gratuito, não há necessidade de parecer futurista. Há alumínio escovado, comandos de precisão, mostradores analógicos e uma sensação quase ritual de longevidade.
E, num ano em que a marca celebra cem anos de existência, Viena serviu-lhe de palco ideal: uma cidade onde tradição e sofisticação ainda sabem andar de mãos dadas.
Sala da Magico: S7 2026 (ver video no final)
Magico — S7 2026: A laranja mecânica
A Magico apresentou a nova S7 2026, uma das estreias europeias mais importantes da feira. É uma coluna de três vias e cinco altifalantes, com tweeter de berílio revestido a diamante, unidade de médios Nano-Tec Gen 8 e três woofers de 10 polegadas, tudo montado numa caixa selada de alumínio.
A S7 não é uma coluna para decorar uma sala. É arquitetura de precisão. Pesada. Exige espaço, eletrónica associada e compromisso na montagem. Mas, em troca, promete aquilo que a Magico tem vindo a aperfeiçoar há anos: velocidade, controlo, silêncio estrutural e uma capacidade quase microscópica de revelar o que está na gravação.
Houve quem a apontasse como um dos melhores sons de Viena. Percebe-se por quê. Mas a nova S7 não parece andar à procura de agradar. Quer, antes, impor uma ideia de autoridade: graves sem gordura, médios sem romantismo artificial e agudos de alta definição, com o tipo de transparência que tanto pode maravilhar como expor, sem piedade, o resto do sistema. E a sala…
Sala da Martin Logan
Martin Logan — Neolith em vermelho flamante
As Martin Logan Neolith, em acabamento vermelho flamante, eram impossíveis de ignorar. Estavam acompanhadas por dois subwoofers Martin Logan Depth 250 e por um sistema de luxo que incluía EMM Labs, J. Sikora, DS Audio, Innuos, Kimber e IsoAcoustics.
Com um Innuos Nazaré como fonte digital, não podia tocar mal. E tocou bem, sem deslumbrar.
A apresentação tinha escala, dramatismo e aquela assinatura eletrostática híbrida que só a Martin Logan consegue oferecer: rapidez, transparência e uma forma muito particular de projetar vozes e instrumentos no espaço. Mas não ficou em primeiro lugar na categoria. Como o Benfica…
Ainda assim, era uma sala para ver, ouvir e filmar. A cor ajudava, a dimensão impressionava e o sistema mostrava que a Martin Logan continua a saber fazer espetáculo sem perder totalmente a elegância. Acho que o Manuel Dias ainda tem um par da mesma cor. Aproveite para as ouvir em melhores condições.
Metronome Kalista Dream Collection
Métronome / Kalista — Luxo francês com design moderno
A Métronome/Kalista hospedou-se no Arcotel Kaiserwasser, onde apresentou, em estreia mundial, os Kalista DreamPlay S e DreamPlay SC.
O conceito é muito francês, no melhor sentido: transformar o streaming num objeto de luxo, tratado com a mesma solenidade que, durante décadas, se reservou ao transporte de CD. O DreamPlay S é uma fonte dedicada ao streaming; o DreamPlay SC acrescenta conversão digital-analógica de referência, criando uma solução integrada para quem quer manter o ritual, o desenho e a nobreza material da Kalista no mundo da música em rede.
É uma resposta interessante a uma pergunta que muitos fabricantes ainda não resolveram: como tornar o streaming emocionalmente desejável? A Kalista responde com metal polido, transparência, precisão artesanal e uma encenação quase escultórica do digital. Não é apenas tocar ficheiros. É devolver o ritual ao ato de escolher música.
Sala da ProAc (ver video no final)
ProAc — DB1R e D20R: Escola britânica
A ProAc esteve em parceria com a Aesthetix Audio, com as colunas DB1R e D20R, amplificação híbrida integrada Aesthetix Mimas, DAC/CD Romulus, gira-discos Origin Live, cabos AudioQuest e rack Finite Elemente.
A grande novidade era a DB1R, versão com tweeter de fita da compacta DB1. Uma ProAc pequena, sim, mas não tímida. O grave surpreende, a escala também, e a gama média conserva aquela tradição britânica de dar prioridade à voz, ao corpo instrumental e à coerência geral.
Nós ouvimos a DB1R. Boa escala para uma coluna de pequenas dimensões. Muita informação no agudo — talvez demasiada para alguns gostos ou salas. Quem preferir uma apresentação mais macia poderá optar pela versão com tweeter de cúpula de seda. Mas a gama média e os graves impressionaram. A DB1R domina o meio-campo como o Vitinha: pequena no porte, enorme na inteligência posicional.
Wilson Audio — Flores nos jardins de Viena
As Wilson Audio estavam por todo o lado, como flores nos jardins de Viena. E tocaram bem em todos os lados onde as ouvi.
Wilson Audio Watt Puppy 50th
Wilson Audio Alexia V
Wilson Audio Sasha V
Constallation Audio Statement e Wilson Audio Sasha V
Já vos confessei que o som de que mais gostei foi o das Sasha V com amplificação Constellation Statement, e expliquei por quê: porque, finalmente, ouvi um par de colunas relativamente acessível — em termos audiófilos, claro — a reproduzir uma imagem estereofónica que normalmente só associamos a sistemas muito maiores e muito mais caros.
As Sasha V conseguiram desaparecer, projetar a profundidade, a largura e a altura, e criar aquele tipo de palco que nos faz esquecer a geometria da sala. Foi, para mim, o momento estéreo mais convincente da feira. Por obra e graça dos Statement, pois claro.
A Audio Reference jogou aqui os trunfos todos. E empatou. Porque não é possível transportar toda esta artilharia para um sala desconhecida e montar o sistema em dois ou três dias para conseguir um resultado perfeito. Há sempre algo que falha...
Mas tenho de admitir que é difícil bater a espetacularidade acústica do super-sistema, de cerca de três milhões de euros, montado num auditório exclusivo, com entrada por convite.
Foi melhor do que as Sasha V? Em espetacularidade, sim. Em monumentalidade, sim. Em impacto físico, sem dúvida. Mas a memória afetiva da feira, essa, ficou dividida: de um lado, o grande auditório da Audio Reference, com tudo no máximo; do outro, a sala Constellation, onde as Sasha V fizeram as paredes desaparecer.
Nota: Por mero acaso, as equipas do Hificlube e da Imacustica estiveram presentes nessa audição simultaneamente.
As Alexx V FX, alimentadas por eletrónica VTL Lohengrin, mostraram também aquilo que o high-end faz quando deixa de pedir desculpa por existir: escala monumental, dinâmica física, graves com autoridade sísmica e uma sensação de sala grande que nenhum sistema pequeno consegue simular por completo.
Sala da VTL com colunas Wilson Audio Alexx V (ver video no final)
Video geral
Viena foi isto: luxo, excesso, engenharia, vaidade, música, calor, ruído, descobertas e alguns momentos de verdadeira graça. No fim, como sempre, não ganham apenas os sistemas mais caros. Ganham os que nos fazem ficar mais tempo sentados. Já há uma app para nos contar os passos (18 mil por dia!). Agora, vou pedir ao Pedro uma app para contar o tempo que passamos sentados numa sala. Ganhou a da Constellation: ficámos sentados até o ACV fechar...


















