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JBL Roadshow 2021 – IMACUSTICA-LISBOA

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Em estreita colaboração com a Sarte Audio (Espanha), distribuidora ibérica da JBL, a Imacustica montou um espetáculo de som JBL ao vivo nos seus 3 auditórios (e de som/imagem na sala de cinema), que decorre ainda hoje e amanhã (19/20 de Novembro) para convidados e público em geral.

Fui lá, claro. A JBL é uma marca americana icónica, que faz parte da minha vida. E não só da minha faceta audiófila mais mediática, da minha juventude também, quando eu aproveitava folgas escolares para as ir ouvir à Valentim de Carvalho, ou eram utilizadas para ‘abrilhantar’, como se dizia nos folhetos publicitários da altura, inocentes bailaricos com música rock a abrir, para desespero da vizinhança e queixas dos mais velhos.

A JBL pertence agora ao Grupo Harman que em boa hora se converteu ao ‘revivalismo’, produzindo ‘remakes’ de grandes êxitos dos anos 60/70 com grande sucesso, pois há um público ávido de voltar a experimentar sensações do passado com produtos que nunca esqueceram.

JBL atrai novos clientes

Manuel Dias, da Imacustica, revelou-me que a JBL tem recuperado para os meios audiófilos pessoas que nunca viu entrar antes nas suas lojas de Lisboa e Porto:

Houve mesmo um cliente, até agora desconhecido, conta-nos Manuel Dias, que viu na montra um par de JBL L52 Classic, com grelhas cor de laranja, entrou e comprou-as logo ali, sem sequer as ouvir. Era como se já as conhecesse há muito tempo – e de facto, assim era, porque são a nova versão de um modelo com 50 anos...

Nota: participe no Sorteio de Natal da Imacustica para ganhar um par de JBL L52 Classic.

Recentemente, testei para o Hificlube o Streaming Amplifier JBL SA750, ‘Revivalismo Futurista’, que é a versão moderna do clássico SA600.

O mesmo se passa no departamento das colunas de som JBL, com praticamente todos os modelos dos anos 60/70 e posteriores a serem ‘ressuscitados’, mantendo muito do design e características acústicas do original, mas recorrendo a novos altifalantes, acessórios e componentes elétricos.

O som JBL é inconfundível: vivo, aberto, com elevado contraste dinâmico e grave sólido, tenso e intenso, nos antípodas do chamado ‘som BBC’, que na mesma altura era o proposto pelos fabricantes britânicos neste lado do Atlântico.

Mas quem viveu os anos dourados do rock não troca por nada o som americano mais cru e mais excitante.

É isto que as pessoas procuram agora: a excitação que sentiam ao ouvir LPs de rock puro e duro – e não só - na sua juventude.

Foi isso que as JBL Everest me deram: um banho de rejuvenescimento.

Grande Auditório da Imacustica-Lisboa: as imponentes JBL Everest, com amplificação Dan D'Agostino Progression Preamp/Monoblocks

Grande Auditório da Imacustica-Lisboa: as imponentes JBL Everest, com amplificação Dan D'Agostino Progression Preamp/Monoblocks

JBL Everest 67000

As Everest 66000 originais são de 1983, e inspiradas nas mastodônticas Paragon, de 1957, nos primórdios do som estereofónico, sendo as primeiras a utilizar o princípio de difusão controlada de Richard Ranger.

As novas Everest 67000 mantiveram o excelente casamento do grave de radiação frontal (com carga por reflex) servido por dois woofers de 380mm, mas bandas de trabalho diferentes, com cornetas de carga e difusão bi-radial para o médio-agudo e para o agudo, mas utilizando agora as mais avançadas tecnologias, como as unidades de compressão de médio agudo de 100 mm e o super tweeter de 25mm, ambos em berílio, com frequências de corte aos 150Hz, 850Hz e 20kHz; além da possibilidade de bicablagem.

As Everest 67000 são extremamente sensíveis (96dB 1w/1m) mas gostam de ser alimentadas por amplificadores poderosos.

Dan D'Agostino Progression Preamp

Dan D'Agostino Progression Preamp

E por acaso ou cortesia, pois já testei e conheço bem a eletrónica Dan D’Agostino utilizada (basta clicar sobre os modelos para aceder aos testes que publiquei na revista HifiNews), a Imacustica acolitou-as com os Progression Preamp e Progression Monoblocks.

Dan D'Agostino Progression Monoblocks

Dan D'Agostino Progression Monoblocks

Na linha da frente, a fonte digital dCS One e analógica Air Force Three.

TechDAS Air Force III

TechDAS Air Force III

Art Déco

Tanto no design como no som, as JBL Everest não são consensuais. Mas há quem adore a inspiração Art-Déco, assim como também há quem, depois de as ouvir, ache todas as outras colunas chatas e sensaboronas.

…Everest é o mais próximo que vai encontrar de um PA doméstico…

Se anda à procura de neutralidade e subtileza, esqueça. A Everest é o mais próximo que vai encontrar de um PA doméstico: incrível ataque, contraste dinâmico, velocidade, projeção poder e total ausência de stress, mesmo a níveis de concerto ao vivo.

Ouvidos mais sensíveis poderão confundir ataque com dureza ou agressividade. Mas é assim que a música rock soa ao vivo: dinâmica!

Altius, Citius, Fortius

Caramba, as Everest tocam mais alto, mais longe e mais forte que um atleta olímpico: altius, citius, fortius.

…o poder das Everest é visceral, literalmente, porque em várias ocasiões senti as vísceras a dançar…

Ao contrário do agudo, cuja extensão é aparentemente ilimitada, o grave não desce mais que os 30Hz, mas o poder das Everest é visceral, literalmente, porque em várias ocasiões senti as vísceras a dançar ao ritmo do pedal da bateria e do rosnar do baixo, com Rudy, dos Supertramp, por exemplo.

A imagem é excecionalmente focada e estável, com perfeita visão do ‘interior’ das misturas de estúdio. Nada lhes escapa: nem um fio de cabelo.

Guilhermino Pereira dá banho de rejuvenescimento a JVH

Mestre Guilhermino Pereira mostra a capa do álbum dos Sheiks (1966). Na outra mão, tem o álbum dos Supertramp, Crime Of The Century, que também tocou a níveis de concerto ao vivo.

Mestre Guilhermino Pereira mostra a capa do álbum dos Sheiks (1966). Na outra mão, tem o álbum dos Supertramp, Crime Of The Century, que também tocou a níveis de concerto ao vivo.

Guilhermino Pereira veio do Porto municiado com alguns LP dos anos 60/70 da sua vasta coleção e, ao ouvir os Sheiks a cantar ‘Missing You’, senti-me de novo um adolescente a dançar com a namorada no baile dos Bombeiros Voluntários, ao som de um dos mais famosos grupos musicais da época, que tinha na sua formação Carlos Mendes e Paulo de Carvalho (as vozes que se ouvem na vídeo abaixo, que foi registado diretamente no auditório da Imacustica).

…senti-me de novo um adolescente a dançar com a namorada no baile dos Bombeiros Voluntários…

All my dreams are finished
I think that I'm gonna perish
Just because
I'm missing you, oh, oh

É esta capacidade para nos fazer viajar no tempo e voltar a viver experiências que marcaram o nosso imaginário musical, que justifica uma visita ao Auditório Principal da Imacustica.

A cereja no bolo (segunda faixa do vídeo), foi I Put a Spell On You, dos Creedence Clearwater Revival, assim mesmo cru, puro e duro, com a ‘abençoada’ distorção benigna dos amplificadores de guitarra Marshall a válvulas, que tornavam cada audição numa experiência galvanizante.

Nota: Como é norma nos nossos vídeos, a imagem (em 4K) e o som (94/24) são registados em separado, com o microfone colocado na sweet spot em posição estática, para evitar problemas de fase com o movimento da câmara do smarthpone. É por isso que não vai ver o disco a girar no prato. Mas a gravação do som foi feita 'ao vivo' diretamente das Everest. A qualidade de som, que já não é famosa no LP original, é apenas ilustrativa - e não representativa - do som real das Everest. E o algoritmo de compressão e normalização do YouTube também não ajuda. Sorry, mas vai mesmo ter de lá ir ouvir pessoalmente...

Esqueça os preconceitos audiófilos e deixe-se levar pelo som selvagem, excitante e inesquecível das JBL Everest: They put a spell on you.

JBL para todos os gostos (e preços)

Para acalmar da excitação das Everest, passe pelos outros dois auditórios para uma sessão de chill out.

Auditório 2 da Imacustica Lisboa : JBLS4770, com fonte dCS Bartók e amplificação Krell K300i

Auditório 2 da Imacustica Lisboa : JBLS4770, com fonte dCS Bartók e amplificação Krell K300i

Auditório 2

No Auditório 2, um par de JBL S4700 tocava ‘Boleros’ acompanhado por dois componentes de eleição bem nossos conhecidos:

Krell K300i

dCS Bartók

Auditório 3

Finalmente no Auditório 3, a forma mais económica (e clássica) de levar o som JBL para sua casa:

JBL L100 Classic 75ºAnniversary, com amplificação Audio Analogue.

Auditório 3 da Imacustica-Lisboa: JBL L100 Classic 75, com amplificação Audio Analogue

Auditório 3 da Imacustica-Lisboa: JBL L100 Classic 75, com amplificação Audio Analogue

As JBL L100 Classic 75, sem grelhas, exibindo os altifalantes e o controlos de tonalidade.

As JBL L100 Classic 75, sem grelhas, exibindo os altifalantes e o controlos de tonalidade.

JBL L100 Classic 75 com grelhas (cinza).

JBL L100 Classic 75 com grelhas (cinza).

O JBL Road Show 2021 vai continuar hoje, Sábado, 20/11, na loja da Imacustica-Lisboa. Absolutamente a não perder. E ainda apresenta um espetáculo de Cinema em Casa, também com colunas JBL, ao qual, hélas, já não tivemos tempo para assistir.

Imacustica JBL Roadshow 21 JBL Everest wide left capa

Grande Auditório da Imacustica-Lisboa: as imponentes JBL Everest, com amplificação Dan D'Agostino Progression Preamp/Monoblocks

Dan D'Agostino Progression Preamp

Dan D'Agostino Progression Monoblocks

TechDAS Air Force III

Mestre Guilhermino Pereira mostra a capa do álbum dos Sheiks (1966). Na outra mão, tem o álbum dos Supertramp, Crime Of The Century, que também tocou a níveis de concerto ao vivo.

Auditório 2 da Imacustica Lisboa : JBLS4770, com fonte dCS Bartók e amplificação Krell K300i

Auditório 3 da Imacustica-Lisboa: JBL L100 Classic 75, com amplificação Audio Analogue

As JBL L100 Classic 75, sem grelhas, exibindo os altifalantes e o controlos de tonalidade.

JBL L100 Classic 75 com grelhas (cinza).


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