2011

Ces 2011: Qøl, O Cálice Sagrado Do Som?

Ces 2011: Qøl, O Cálice Sagrado Do Som?



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A CES não seria a mesma sem a proverbial banha-da-cobra. Afinal tudo aquilo não passa de uma fantasia, de um sonho acordado.



Um tipo qualquer chama-nos, quando vamos a passar, e diz-nos ao ouvido, quase em segredo: você nunca ouviu nada parecido com isto, é tão simples recuperar o som perdido nas gravações...entre, entre...
 

Eu entrei, e ouvi. E encontrei o som perdido, o Graal?, ou pelo menos foi assim que me pareceu. Ouvi um excerto de um disco de Miles Davis sem e comE com o som tinha, claramente, é o termo, mais claridade, dinâmica, transparência e detalhe.



Soou-me também mais vivo e mais alto. Foi o que eu lhe disse: o som tem mais ganho, sobretudo nos registos médio-altos, é por isso que nos soa mais claro, vivo e transparente. É apenas um truque. Ele respondeu: juro-lhe que não há qualquer alteração nem na amplitude nem na frequência.
 
 
 


Larry Alan Kay, bsg technologies CEO

 

Quem assim falava não era Zaratrusta, era Larry Kay, antigo colega de profissão, que ficou tão maravilhado com a descoberta científica de Goldfarb que fundou uma empresa, a bsg technologies para a comercializar. Se não há nenhuma alteração mensurável, então estamos perante um milagre acústico, pensei. Porque a diferença é óbvia. Mais do que isso: inacreditavelmente óbvia.


Fiz o video da ordem, para vos apresentar como prova documental (e este podem copiar para enviar aos amigos, que eu deixo). Mas no video a diferença não é tão audível como ao vivo. E eu desconfio porquê. Se o aparelhómetro corrige a fase relativa do registo, devolvendo-nos a pureza do original, ao registá-lo com o microfone da minha câmara, voltei a destruir as relações de fase do sinal.
 




Segundo Goldfarb, os actuais microfones registam na perfeição a amplitude e frequência do sinal. Mas quanto à fase, o sinal ou está em fase absoluta ou em fase invertida. Ora, na vida real, os nossos ouvidos localizam as fontes de som, por meio de variações de fase mínimas. Ou, na opinião de Arnold Klayman, citado na brochura da bsg technologies: “os microfones têm a desvantagem de não estar ligados a um cérebro”.

O cérebro consegue apanhar “deixas” temporais e espaciais que os microfones nem sonham que estão a registar. Estas deixas são o resultado de um complexa teia de variações de fase entre 0 e 360 graus. São registadas mas não são reproduzidas, porque os microfones não as processam correctamente.


Gerald Fonte, outro cientista citado na brochura da bsg technologies, defende que: Há quem veja os ouvidos como microfones e o cérebro com um simples receptor. Nada podia estar mais longe da verdade. A audição é um complexo processo mecânico, biológico e neurológico. A auto-correlação entre “deixas” temporais e espaciais é que nos permite ouvir com claridade o mundo que nos rodeia. Não apenas os sons, portanto, mas o espaço físico onde foram produzidos.


A tecnologia QØL, um misto de hebreu e aramaico que significa “som total”, não funciona como um processador binaural ou outro de génese psicoacústica. Não adiciona, nem subtrai nada ao sinal, limita-se a permitir ouvir as relações de fase que estão escondidas no sinal e que antes não conseguíamos ouvir.


Eu sou extremamente sensível a tudo o que se relacione com fase, e é por isso que certos equipamentos me soam melhor que outros, mesmo quando o osciloscópio me diz o contrário. As válvulas, por exemplo. E as colunas electrostáticas.


O QØL cumpre o que promete: transforma o som hemisférico dos microfones no som esférico dos humanos. Mas gostaria de experimentar o QØL em casa, durante algum tempo, para ter a certeza que aquilo que ouvi não era apena um efeito secundário do jetlag...s
 
Há por aí algum distribuidor interessado?

Para mais informações:


Larry Alan Kay


lak@bsgt.com
 
 
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