Imacustica - Lisboa - A Kind of Magic(o)

Episodio 2 magico Q3

As Magico Q3 no seu habitat natural

Do Auditório 1, onde ouvimos as Magico S1, Luís Campos escoltou-me para o Auditório 2 onde pontificavam as Magico Q3. Aqui já estamos a falar de artilharia pesada. Mas como sempre acontece no highend, qualquer pequeno ganho aritmético, no limite do mesurável e dentro do limite do audível, tem um aumento de custo logarítmico quase ilimitado.


No highend, todos sabemos, a qualidade mede-se em variações inifinitesimais para uns e tão óbvias para outros que, depois de se atingir um patamar mais elevado, é difícil voltar para trás.

O Quarteto de câmara

O Quarteto de câmara

O sistema era composto por:



  1. Magico Q3

  2. Constellation audio centaur

  3. Constellation audio Virgo II

  4. Audio research cd9

  5. Nordost Odin colunas

  6. 2x Nordost Odin xlr

  7. Krell connect stream player

  8. Ps audio Nu Wave dac


Como diria Guterres, “é só fazer as contas”...


As diferenças imediatas mais evidentes ouvem-se ao nível da escala, da pressão sonora (as Q3 movimentam muito mais ar), da solidez da estrutura mecânica e acústica e da textura harmónica. Não havia grande diferença nos timbres, o que é sempre um bom auspício e denota escrupulosa atenção ao mínimo detalhe.

Magico Q3: impressionante presença física e acústica

Magico Q3: impressionante presença física e acústica

As Q3 são construídas como um tanque de guerra. Metem respeito, sem precisar de dar um tiro. Por comparação, as S1 são de uma graciosa feminilidade. Esbeltas, elegantes e... de pêlo na venta. Não se deixe enganar pela cor da pele...(ler Episódio 1: Magico S1, sumo de laranja natural).


As S1 são mais ligeiras na abordagem do processo musical em curso e, por isso mesmo, soam subjectivamente mais claras e transparentes. Também – e não só - porque há menos densidade e complexidade tonal, que resulta da maior simplicidade de meios e da sua arquitectura despojada, quase ascética.


Há ainda a questão do ritmo. Com excepção de um excerto da ária Casta Diva, cantada pela divina Callas (num registo monofónico com 50 anos!), que foi utilizado como denominador comum dos 3 sistemas (irei publicar o video comparativo no final da reportagem), as duas faixas que se ouvem aqui têm naturalmente mais “ritmo” (de reggae, por exemplo, num clássico dos Pink Floyd!), o que não significa que as S1 tenham de pedir desculpa às irmãs mais velhas neste departamento. O andamento das S1 é do tipo allegro cantabile. O das Q3 é mais energico con fuoco.


Aliás, o acoplamento acústico das S1 com a própria sala de visitas faz-se de um modo mais natural e empático, até porque o grave não tem o mesmo poder do das Q3, nem a capacidade de “desestabilizar” a serenidade do ar que se respira lá dentro. Logo, é também mais fácil apreciar o texto e abstrairmo-nos do contexto.

As Magico Q3 e o sistema complementar vistos do ponto de escuta ideal

As Magico Q3 e o sistema complementar vistos do ponto de escuta ideal

As Q3 são do tipo “dominatrix” e, ao contrário das Alexia, não permitiram que eu me concentrasse na doçura valvular dos Constellation Virgo II/Centaur. Ali quem manda são elas! Não é possível sentarmo-nos e ficarmos comfortably numb, indiferentes à sua sólida presença física e acústica.


Ora oiçam:

 'Roberto Bonati with Fulvio Maras, Vittorio Marinoni, Marco Micheli, Rodolfo Migliardi, Pino Minafra, Marco Remondini, Gianluigi Trovesi-Now I Can', sound recording administered by:TheCamJazz 


Watch in full resolution (1080p) for better sound and image                  

Video HD


Apresentamos aos leitores as versões do Video HD, primeiro da You Tube, depois da Vimeo. Queremos saber qual a versão que preferem:



  • qualidade de imagem

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  • facilidade de visionamento

As Magico Q3 no seu habitat natural

O Quarteto de câmara

Magico Q3: impressionante presença física e acústica

As Magico Q3 e o sistema complementar vistos do ponto de escuta ideal