2012

Elitexpo Madrid 2012_os 3 Magníficos De Portugal. New Videos: Linn Dsm, Highend Is All About People And Music, Parte 3: B&w The Power Of Love





Esta foi a primeira incursão do HIFICLUBE em terras de Castela. E não será a última, apesar de, no primeiro dia do EliteXPO, chegar a temer um desastre, simbolizado pela obra de arte moderna de desconstrução automóvel, exposta no átrio do Hotel Auditorium, devido à fraca adesão dos audiófilos espanhóis (corredores vazios, salas tristes e sons frios). 


Mas nuestros hermanos têm o seu próprio ritmo, e a coisa compôs-se para o final da tarde e, sobretudo, no Sábado, com boa afluência e muito interesse dos visitantes.


O mito enraizado nos portugueses de que os “espanhóis vêem com a ponta dos dedos” é, afinal, verdade: eles não gostam só de ouvir tocar os equipamentos, gostam de lhes tocar; fazem perguntas pertinentes, querem saber sempre mais.


Ouviu-se de tudo um pouco, claro: desde som audiófilo a som horriófilo. Hombre que já não podia ouvir a gorducha da Adele, que berrava num sistema AV de porta aberta e cabeça perdida.


É óbvio que fui a Espanha pelas pessoas e não pelas coisas: não havia novidades, que já não tivessem sido, no mínimo, abordadas no HIFICLUBE em outras reportagens.  


Mas, tal como no Real Madrid, havia 3 jogadores de topo portugueses a jogar na EliteXPO, num plantel composto por 25 salas: Ajasom, Audioelite e Ultimate Audio. E se eles jogaram bem! Ora, se eu era homem para ir a Madrid ver jogar o Ronaldo, por que não ver “jogar” os Antónios, o Nuno, o Jorge, o Júdice, os Ruis e o Miguel?...


AJASOM: A BELEZA DO SOM 



A sala da Ajasom estava linda, como se prova pelos documentos videofotográficos juntos, e fui testemunha de declarações entusiasmadas de visitantes espanhóis, que saíram de lá encantados com o que ouviram.   E a minha esposa incentivou-me a investir numa casa com uma sala adequada para instalar um par de Vivid G2, em vez do tugúrio onde eu me refugio em audições solitárias, com discos e cabos pelo chão...


   


António Almeida, que participa no EliteXPO, desde a primeira edição, e Nuno Cristina optaram por demonstrar apenas as duas marcas com representação ibérica da Ajasom: Nagra e Vivid Audio, autênticas obras de arte.


  


O ambiente era quase religioso, místico, para o qual contribuiu também a selecção musical. O som estava relaxante e cativante e as pessoas entravam de mansinho, como quem entra numa capela durante o acto litúrgico.



 
AUDIOELITE: ALUMÍNIO QUE SOA COMO OURO


   


A Audioelite apresentou-se também com duas marcas de representação ibérica: ASR e YG Acoustics, acolitadas pela americana Emm. Na segunda parte da partida, o ASR substituiu o Karan 600.


     


 


Como convidados de honra, o nosso ilustre Rui Borges, com o gira-discos Uno, e Kerry St. James, da YG Acoustics.


 


Os novos altifalantes da YG Acoustics, utilizados nas colunas Kipod II Signature, são um salto qualitativo enorme e imediatamente audível.


O som é de extrema neutralidade, sem o mínimo “toque” de caixa. Da consistência estrutural (coluna de alumínio integral), resulta uma notável...eh...integridade.


   


A selecção musical, a cargo de Jorge “Maître” Gaspar (digital), com utilização intensiva de faixas em alta resolução, cortesia de um servidor Aurender, e Rui Borges (LP) esteve acima de qualquer crítica.


 


Assim, limitei-me a registar alguns momentos musicais para os leitores do Hificlube, e deliciei-me a ouvir música o resto do tempo e a conversar, porque é a falar que nos entendemos.


ULTIMATE AUDIO: ESTÁDIO CHEIO  


 


A participação da Ultimate Audio na EliteXPO 2012 saldou-se por êxito retumbante. O Miguel, o António e o Rui estavam felizes com os resultados: o som imponente das Evolution e a elevadíssima resolução e musicalidade das TAD CR1, as bancadas sempre cheias, os contactos comerciais e os elogios abundantes e merecidos. Tudo se conciliou para um fim-de-semana proveitoso.   Claro que eu só lá fui ouvir a música, eles é que carregaram o piano...


       


 


A instalação tinha a mão de outro dos raros mestres audiófilos nacionais, Rui “Gladiador” Calado, e contou também com o inestimável contributo de Rui Borges, que apresentou a sua obra máxima, o gira-discos Unico, de 150 quilos!, que deixou os castelhanos – e não só - rendidos ao seu engenho e arte.


   



Enquanto Miguel Carvalho, de Ipad na mão, servia iguarias em alta resolução, Rui Borges tratava-os a bolachas de chocolate negro com o Unico. Ainda ouvi alguns discos pedidos de gosto inenarrável, mas em Espanha sê espanhol...


 


Com electrónica TAD e servidor Aurender, com o papo cheio de boa música, amplificação Karan Asi (asi, si, hombre!...), cablagem Stealth e Kubala-Sosna, colunas Evolution Acoustics e Tad Reference CR1, e artes mágicas by Holger Stein (voltaremos a este tema com uma entrevista exclusiva), fiquei cada vez mais convencido que a diferença entre digital e analógico é agora mínima, se bem que não inexistente.



Talvez o analógico (depende do disco) tenha mais harmónicos, sobretudo no topo do espectro audível, patente no ressoar das cordas do piano, por exemplo.


AS PESSOAS DA ELITEXPO 2012 _ MADRID


   
Em tudo na vida, o importante são as pessoas...    


 


LINN DSM AKURATE SYSTEM 


   


Andreas Manz, da Linn Ibérica, apresentou ao Hificlube a novidade Linn DSM Akurate, um conceito multimédia ao sabor dos tempos: integração total entre fontes áudio e vídeo, sistemas e salas na casa toda, tudo na ponta de um dedo que toca um iPad ou iPhone, e vai buscar informação preciosa a partir da internet, discos ópticos, rígidos ou memórias. Simples e eficaz.


   

Andreas Manz, Linn Ibérica divulga e demonstra o sistema DSM Akurate para os leitores do Hificlube


   
HD video version for iPad users  


Honra seja feita à Linn, nada disto a fez abandonar o projecto que lhe deu o prestígio audiófilo: o lendário Linn LP12, que, como se pode ver (e ouvir) no HDvideo abaixo (resolução de visionamento até 1080p), o LP também pode entrar na festa digital da DSM Akurate.


Ai do povo - e da empresa - que renega as suas memórias (e não me refiro às memórias flash...), mesmo quando todos dizem que estão ultrapassadas.


Muito bem Linn.  


Agora só falta à Linn estar mais atenta ao mundo editorial que a rodeia, ao Hificlube, por exemplo, que, tal como a Linn, cedo compreendeu para que lado girava o mundo do áudio - e não é, por certo, para o lado das revistas em papel...


Também em Portugal, as pessoas querem saber hoje - e não daqui a dois meses - o que se passou ontem.


Amanhã já é demasiado tarde...