2009

Highend 2009: Wilson Audio Sasha (includes Interview With Dave Wilson In Hd Video)

Highend 2009: Wilson Audio Sasha (includes Interview With Dave Wilson In Hd Video)






Wilson Audio Sasha
 

Sasha é a última criação de Dave Wilson. Era para se chamar Watt/Puppy 9, confessou-me Peter, mas as diferenças, em relação à longa série anterior, são tão substanciais, tanto aos nível dos materiais como dos altifalantes, que as Sasha estão mais próximas da Maxx 3 e das Alexandria. Assim, Dave optou por Sasha, um nome que estava ali mesmo debaixo do nariz dele, porque não só é o diminutivo de Alexandria, em russo, como é o nome do cão da família... (risos).
 

 




Foto de famíla (obtida a partir do PC de Peter McGrath)


Na foto, em cima, sacada do PC portátil de Peter McGrath, pode ver-se Dave e a esposa Sheryl, no estúdio onde Peter McGrath procedeu às audições comparativas entre as Sasha e as Watt/Puppies. Deitada aos seus pés está Sasha – woof, woof, woof.  De onde pensam que vem a palavra onomatopaica woofer?


As Sasha não estiveram na CES, nem no Highend, diga-se. Apenas alguns jornalistas privilegiados foram informados do seu paradeiro, no discreto e requintado Hotel Marriott, a 10 minutos de táxi do M.O.C. Cada jornalista tentou depois à sua maneira tornar aquilo que foi uma conferência de imprensa quase individualizada num exclusivo, embora a todos tenha sido fornecida a mesma informação por Peter McGrath e David Wilson.

Na era da internet já não há exclusivos. Alan Sircom tinha lá estado antes de mim, e no dia seguinte já estava tudo na net. Mas o que nenhum deles conseguiu foi o “furo” de registar em video HD Dave Wilson himself falando das Sasha, com a paixão que é apenas apanágio dos criadores eleitos e aquela convicção inabalável de quem sabe que deu mais um passo em frente num projecto que, na versão 8, já estava demasiado próximo da perfeição para ser possível melhorá-lo.
 


Equipado para a 'guerra' jornalística, fui recebido em paz e com amizade por Dave Wilson e Peter McGrath 

 

Enquanto Dave Wilson não chegava, fui recebido por Peter McGrath que, sendo ele próprio um engenheiro de som (o disco de Valentina Lisitja tem o melhor som de um piano da minha parca discoteca), conhece a importância fundamental da nuance, da delicadeza, da microdinâmica, numa coluna conhecida pelo poder, pela velocidade e pela capacidade macrodinâmica.

PETER MC GRATH ABRE O LIVRO
 
  



As Watt/Puppies (à esquerda) e as Sasha (à direita), ambas com grelha



As Sasha são ligeiramente maiores que as Watt/Puppies: um pouco mais altas e mais profundas. A principal diferença de filosofia é a de que as Sasha deixam de ser um monitor “stand alone”+subwoofer dedicado e passam a ser uma coluna integral, sem a possibilidade de ser separada. Continua a ser possível “apontar” a cabeça para o ouvinte, levantando-a atrás, mas deixou de ter o crossover lá dentro para poder ser separada da base e trabalhar sozinha.




Sasha: caixa do crossover com acesso externo e dupla cablagem (tweeter e médio)

  

Por isso é que vê aqui um cabo de ligação separado para o tweeter e outro para o midrange. E pode-se fazer o tuning-up com resistências seleccionadas, tal como nas Maxx3, sem necessidade de ferro de soldar.

Conseguimos baixar o patamar de silêncio, dissipando as poucas ressonâncias de caixa que as Watt já tinham, reduzindo-as em 10dB. O baffle é agora mais rígido e espesso, feito de um novo material ao qual ainda não demos um nome, mas no resto utilizamos exclusivamente “X” (composto de resina sintética) e não MDF.
 



Sasha: novo tweeter e médio idêntico ao das Maxx 3 (reparem na 'rampa' na base da caixa)
 
O tweeter e o médio são idênticos aos da Maxx 3. E os woofers, embora do mesmo diâmetro, logo muito idênticos aos da Puppy têm agora motores muito mais poderosos (duplo magneto). Logo, são muito mais rápidos e com maior amortecimento. Como o volume interno também é maior, a resposta desce dos 22Hz para os 20Hz. Não parece muito, mas numa coluna deste tamanho, é algo de notável... Não parece ter mais “baixo” mas tem agora muito mais informação nas oitavas inferiores.

Eu diria que soam como as Maxx 3. Até na delicadeza com que transmitem a informação subliminar, que eu sei que está nos meus discos e, sobretudo, nas minhas matrizes, e que poucas colunas reproduzem como as Sasha. Coisas como o pizzicato ou o toque das unhas nas cordas das guitarras ganharam um realismo impressionante. Só não deslocam a mesma quantidade de ar, as leis da física ainda são o que são. Por outro lado, tocam agora muito melhor a baixos níveis também, mantendo a vivacidade e a transparência.






As Watt/Puppies (à esquerda) e as Sasha (à direita), ambas sem grelha

 
O mais extraordinário é que conseguimos baixar o preço em relação às Watt/Puppies 8, cujo preço será revisto, com coisas tão simples como eliminar a pega traseira (já ninguém utiliza Watts a solo como monitores de estúdio, depois de as ouvir com as Puppies...(risos). E também com recolocação do crossover, retirando-o de dentro das Watts, onde precisava de uma caixa de isolamento carissima e, claro, a nossa fábrica tem agora outra capacidade de produção com nova maquinaria: 1 milhão de dólares de investimento.
 




A Sasha é uma coluna maior mas muito mais elegante e estilizada que a Watt/Puppy

Mas o principal segredo está na forma. Todas as alterações na caixa vão no sentido de controlar vibrações e o efeito de difracção e de histeresis. A dissipação das ressonâncias na Sasha é o verdadeiro objectivo das suas formas inspiradas na aerodinâmica dos antigos Ferraris, não são apenas razões estéticas...

DAVE WILSON PRESENTS SASHA TO HIFICLUBE (in video and in English)


Wilson Audio Watt Puppies Vs. Sasha W/p

Sep 11, 2009por José Victor Henriques

For those all over the world who can't read Portuguese, Hificlube offers here a synopsis (not a translation) of the full review also available in Related Articles. I do not advise automatic translation with Google and other similar software. It's not that you might get the wrong idea, you will. This synopsis gives you a much better feeling of the review.

Sasha embodies (or rather, personifies, considering its humanness…) the new spirit of America, one of dialogue between American and European cultures, under the egis of a sincere wish to put aside the too often conflicting approaches to perfection in sound reproduction. 

The upper bass bravado, midrange jactancy and treble alacrity, which by European standards allegedly afflicted earlier generations of Watt Puppies, were all sensibly dealt with by David Wilson in his latest creation. Sasha W/P was, and I quote, brought up in a Viennese environment, and is indeed of a more amiable nature and consensual poise to us Europeans than previous Watt Puppies.

The proverbial Wilson stentorian presentation is henceforth performed with such eloquence and elegance of diction: inflection, intonation and enunciation, all leading to a new level of intelligibility of speech, as to render one flabbergasted by the undisputable success of this impossible task David courageously set himself up to accomplish: the taming of the shrew.

Mind you, this is not just another upgrade, it’s a totally different grade in itself, and as such judged by David Wilson worthy of initiating a new dynasty.

Impressive, outstanding, overwhelming, these are all worn out terms that fail short of encompassing the wave of keen excitement one feels when listening to Wilson Audio Sashas, imparted by their energy and sheer dynamics, so buoyantly delivered and without any kind of inhibition or compression.

To simplify what would be otherwise a complex evaluation, let us say for the sake of argument that it is not easy to decide whether to be amazed at the awesome improvements in timbre accuracy, lack of coloration and spurious resonances, or just marvel at the spectral cohesiveness wrought up by the judiciously balanced tonal quality of this wonderful loudspeaker system.

This is a superb performance even by the most stringent audiophile standards. Listening to Sasha is a compelling, exhilarating experience: the closest I have ever been to a live concert without leaving home. The only diminutive I could find was in the given name: Sasha (short for Alexandria).

The saga is not over yet. This is a never ending story of passion and total commitment to the quest of the Holy Grail, and I hereby take the pledge not to retire until I review the Sasha V… 
  
José Victor Henriques, Editor 
  
http://www.hificlube.net/

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