2005

Highend 2005: De Bw A Burmester



B&W


A B&W 'Vertrieb' não se poupou a esforços para exibir todos os produtos que representa. Podia ter sido a ArtAudio portuguesa, pois as marcas são (coincidência ou estratégia comercial internacional?) as mesmas: B&W, Classé e Rotel.

Estavam lá também as polémicas “Nautilus” (em exibição estática) que tantos corações destroçaram para o bem e para o mal no Audioshow de Lisboa. Sem dúvida que a simples “visão” das “Nautilus” é já por si um forte motivo de atracção.
Espectáculo ao vivo Christie Willisohn, com registo digital em rempo real no stand da B&W


Mas o prato forte foi a espectacular apresentação das B&W801D, integradas num “PA 5.1” com amplificação Classé, servindo de apoio a Christie Willisohn, um bluesman nórdico, que tocou e cantou ao vivo acompanhado por um saxofonista perante público numeroso e entusiasta. O som directo estava excelente.
Equipamento de registo digital do show da B&W


O registo digital em tempo real do acontecimento era depois reproduzido pelo mesmo sistema 5.1. Por definição a cópia nunca é igual ao original. Neste caso, só faltava o calor humano da presença dos músicos...
B&W Custom Theatre 800


Em exposição estática também (ou tocando baixinho) várias propostas de conjuntos Rotel/B&W e algo que eu nunca tinha visto (muito menos ouvido) antes: B&W Custom Theatre 800, um conjunto profissional de colunas para AV: CT 8SW (sub); CT8 LR (main) e CT8 DS (surround).



BEHOLD
Aspecto da sala de Behold


É estranho que ainda ninguém tenha importado a Behold para Portugal. Esta, meus amigos, não é uma marca qualquer. No contentor que lhes serviu de auditório, com amplificação Behold APU 768/BPA 768 a atacar um par de Ascendo M, com um giradiscos Clearaudio como fonte e um andar phono PSD 192/24, que digitaliza directamente para PCM o sinal recuperado pela célula (qualquer célula de qualquer tipo e proveniência), incluindo a igualização RIIA (!), soou muito, mas muito bem. Sem sombra de “digitalite” apesar do “up-sampling” para 768kHz de que não sou grande fanático. O que levanta de novo a polémica sobre as virtudes do LP face aos malefícios do CD. O que está errado? O formato digital ou o suporte?...



BÖSENDORFER



A Bösendorfer parece que leu o que eu escrevi nas reportagens anteriores:



Um grande nome não chega para fazer uma grande produto. Demonstradas sem dignidade e sem profissionalismo.”


Herr Bösendorfer himself


Pois desta vez, a Bösendorfer meteu-se em brios. Não só o próprio Herr Bösendorfer estava presente como apresentou ele mesmo as colunas, e realizou ainda uma curiosa comparação vivo/reproduzido entre um piano da marca, que era tocado na sala ao lado, e o registo digital do seu som reproduzido de imediato pelos diferentes modelos de colunas da marca: VC1, VC2, VC7.
Piano Bösendorfer utilizado na comparação
Bösendorfer VC2 alimentadas a pão de ló, perdão, válvulas...


Curioso ou não, foi a primeira vez que gostei do som das Bösendorfer. Vi por lá um “agente infiltrado” de um conhecido importador nacional. Será que vamos tê-las em breve em Portugal?...


Nota: Se dispõe de banda larga e do Windows Media Player pode ver um curto video da palestra de Hans Bösendorfer clicando no ícone amarelo no topo da página. Deixe carregar primeiro integralmente e clique depois em Play


BURMESTER
Sala da Burmester de porta aberta


É um nome incontornável da audiofilia germânica. Quanto mais não seja porque Dieter Burmester é a simpatia em pessoa. Em Munique, as demonstrações de “porta aberta” não atingiram a classe pura (e muito menos a “atmosfera” de exclusividade) que tinham no Kempinski mas a qualidade das linhas Rondo, Classic, TOP e Referenz é indesmentível.