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Editorial

Delfin Yanez – o tempo e o modo

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Para Delfin Yanez, um sistema de som é apenas um mal necessário. O que interessa é a música. E como não é possível levar os músicos para casa, temos que aceitar o compromisso de reproduzir a música por meios eletrónicos, que devem ser o menos invasivos possível: quanto mais simples e menos elaborado for o circuito, melhor será o som.

Até o mais insuspeito componente introduz a sua assinatura no som: fichas, sim; e cabos também, embora haja muita banha-da-cobra, pois nem sempre os cabos mais caros dão melhores resultados. É preciso ouvir, mudar, experimentar.

É o que Delfin faz, muitas vezes noite dentro, no sossego das horas roubadas ao sono.

…um sistema de som é um mal necessário…

Uma das suas muitas obsessões é a influência das fichas RCA na qualidade de som de um amplificador ou leitor-CD.

É claro que nenhuma medida científica corrobora esta opinião, ao contrário das vantagens da substituição das bobinas originais das Monitor Audio por bobinas Mundorf do mesmo valor, que são mensuráveis e audíveis. Mas Delfin defende que diferentes ligas de metal podem interferir, não na resposta em frequência e amplitude, aquilo que normalmente se mede, mas na resposta temporal.

E para Delfin, na música, o tempo é tudo. É o tempo que rege a gestão dos silêncios; é o tempo que transmite o ritmo; é o tempo que distingue um maestro genial como Solti de outro apenas competente.

…na música, o tempo é tudo…

Delfin Yanez defende também que um sistema barato, que respeita ‘os tempos da música’, é mais agradável de ouvir que um super sistema high end que altera a relação intrínseca entre as notas fundamentais e os harmónicos.

Assim, convidou-me para ir ouvir um sistema relativamente barato, composto por um amplificador Advance A10 Classic, um integrado com andar de entrada a válvulas e DAC integrado (PCM 384 e DSD 256) com 130W/8 ohms (€1790), que alimentava um par de Monitor Audio Gold 200 5G de 3-vias, tweeter de fita e unidades de alumínio com banho cerâmico (€4620).

Um pequeno subwoofer da REL T5x (€825), com o volume no mínimo a meu pedido, suportava a cauda da oitava inferior, sem interferir na boa definição do grave, que é apanágio das 200 Gold.

Um pequeno streamer Advance WTX (válvulas) permitiu-nos navegar no vasto oceano de música disponível na internet.

Delfin Yanez tocou sobretudo música com elevado conteúdo de transitórios muito rápidos para suportar o seu argumento de que é no tempo que reside o segredo de um bom som.

Esta é uma experiência pessoal e intransmissível que tem de ser vivida no local, e não através da escrita ou de vídeos, pelo que, sem mais comentários, vou passar um dos muitos registos que fiz, e que não é representativo do que pode ouvir na Delaudio, mas ainda assim é bastante ilustrativo.

Trata-se de ‘My Bass’, do baixista elétrico Brian Bromberg, que põe à prova a resposta transitória do sistema – nos registos graves, e não só...

Audição na Delaudio

Audição cega

Delaudio: audição cega. Debaixo da capa, está o segredo...

Delaudio: audição cega. Debaixo da capa, está o segredo...

Delfin Yanez tinha ainda outra surpresa: a audição cega de um sistema (tapado com um pano negro) que alimentava um par de soberbas Monitor Audio PL500II. Seria eletrónica da Pass Labs? Eu relacionei imediatamente as características do som com a eletrónica que o reproduzia. Será que você é capaz?

delaudio dez22 Advance MAGold200 sala front

Delaudio: audição cega. Debaixo da capa, está o segredo...


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