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Notícias

2014 EM REVISTA

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Também Paris teve de escolher entre Afrodite, Hera e Atena e a coisa não correu nada bem. Como escolher a mais bela entre as belas? Com os olhos ou os ouvidos? O desejo ou a carteira? Com o coração ou a razão?


Terminado o ano, não há editor de jornal, revista ou magazine que não exija aos seus escribas de serviço uma retrospectiva comentada do que mais importante se passou. Enquanto editor de mim próprio, normalmente fujo deste tipo de exercícios pesudointelectuais como o diabo da cruz.


Mas não há fuga possível na actual conjuntura concorrencial, porque há um desejo latente tanto dos leitores como dos patrocinadores: uns querem uma revisão resumida da matéria dada, outros que se faça um mínimo de “justiça” ao esforço de divulgação dos seus produtos ao longo do ano.


As revistas da especialidade, enquanto projectos comerciais puros, apostam na quantidade, tendo ao seu serviço vários “escríticos”, de modo a poderem publicar o maior número de artigos sobre um leque muito abrangente de produtos.


O Hificlube funciona quase como uma página pessoal. Publico pouco e bom, e neste contexto só testo o que merece “texto”. O resto é devolvido à procedência com um pedido de desculpa e um agradecimento.


Não perco tempo a escrever sobre o que não mexe comigo, algo com o qual não sinta empatia, mesmo quando vêm com excelentes cartas de recomendação de outros que, por certo, saberão muito mais do que eu...


Assim, ao contrário dos editores de revistas, no fim de cada ano, não fico com um enorme problema entre mãos, que é o de distribuir os prémios para melhor isto ou aquilo de entre uma centena de produtos, o que obriga a “criar” categorias artificiais para encaixar o maior número de candidatos possível, e assim não ferir as susceptibilidades dos anunciantes.


Aliás, é uma prática comum e até relativamente fácil de concretizar, como provei na reportagem do High End 2014.


Basta criar quase uma categoria por produto, como faz a EISA, classificar por preços como a WhatHifi e TAS, ou por categorias de A a D, como a Stereophile. Se analisarem bem, não há praticamente ninguém que fique de mãos a abanar. E já não falo nas câmaras fotográficas e televisores... (ler aqui o que publiquei sobre os Prémios EISA em 2008/2009).


Na presença de 4 excelentes amplificadores, o que fazer? Simples. Divide-se para reinar. Melhor amplificador a válvulas, a transístores, mono, estéreo, integrado, etc. Na sua categoria, cada um é “O Melhor”.


E os DACs? Portátil. De mesa. Preço acima de X, abaixo de Y. PCM? DSD? Balanceado ou não?


Com as colunas então vale tudo: monitoras, de chão, 2, 3, 4 vias? Full range, anyone, extended bass response, ou nem por isso?


Os auscultadores nem se fala: dinâmicos, electrostáticos, isodinâmicos, híbridos, circum-supra-intra auriculares. Redutor de ruído? Wifi? Bluetooth? You name it. Ou com griffe...


Mas não será esta prática comum mais correcta do que comparar alhos com bugalhos? Como é possível dizer que um DAC é melhor que uns auscultadores ou um amplificador?


E agora pergunto eu: para ser mesmo justo, não seria necessário então a mesma pessoa ouvir todos os DACs do mundo e compará-los nas mesmas condições, com o mesmo equipamento “no escuro”? E quem diz DACs, diz amplificadores ou colunas. Cabos? Bom, só os cabos davam pano para mangas...


Quando eu alego que o iFI Micro DSD DAC é o “Melhor de 2014” não significa que é o melhor DAC, ou sequer o melhor som que ouvi em 2014. Significa apenas que, com base na minha experiência limitada, por 500 euros não era possível conseguir melhor em 2014, em termos de especificações, flexibilidade, funções e performance. Só isso. Nada mais. E já é muito. Se preferem, digamos que é um 'Best Buy'.


Se o génio da lâmpada me desse - e a si também - a possibilidade de concretizar todos os desejos, claro que eu teria preferido um Dan D’Agostino integrado, ou o estéreo, o McIntosh MC275 50Th Anniversary ou o ARC GS150? Um Devialet até! O Trinity DAC, uns auscultadores Audeze LCD3 ou os Oppo PM-1, uns amplificadores Halcro ou Constellation, umas colunas Marten Supreme II ou as Wilson XLF? As Raidho, Vivid Giya, Estelon Extreme, ou até as exclusivas Sonus Faber Ex3ma? As Zero da Avantgarde? Por absurdo, já que vale tudo, e porque não as incríveis Magico Ultimate III de 600 mil euros?


E seria tão fácil dar um Best Product Of The Year a cada um destes (e outros) componentes que tive o prazer de ouvir em 2014...


AS 'REVIEWS' DE 2014 REVISTAS POR JVH

Reviews/Testes 2014


JVH NA HIFI NEWS – REGRESSO AO FUTURO (pdf in English)










A B&O é uma marca-“griffe”, e isso tem um custo. O preço dos H6 não reflecte só a qualidade, é também reflexo do logotipo que ostenta.


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iFI Micro DSD 'Best Buy 2014'

iFI Micro DSD 'Best Buy 2014'

MELHOR DO ANO


iFI Micro iDSD DAC: O POLVO DIGITAL


Colocado em set 29, 2014, por José Victor Henriques


Um Opta-DAC excêntrico, barato, que não custa milhões, e dá para ouvir Spotify em DSD e PCM384kHz-32 bit!...


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Clones Audio 25i





Quando a cópia é melhor (e muito mais barata) que o original.



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Oppo PM1/HA-1: upa, upa Oppo! Parte 1: Introdução; Parte 2: Design; Parte 3: LCD-3 vs- PM-1




A Oppo não brinca em serviço: os auscultadores PM-1 estão entre os cinco melhores do mundo!



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Oppo HA-1: o seu bilhete de entrada no espectáculo da alta resolução em áudio




Análise polémica de JVH à boleia da “review” do Oppo HA-1 publicada pela Hifi News.


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Devialet: Play it again, SAM!




Lisbon, June 13th, St. Antonio’s Day (guardian of good marriages): JVH blesses SAM and Sophia marriage under the aegis of Venus (Venere 2.5)


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Advance acoustic X-i60: há vida para além do highend




Rodeado de futebol por todos os lados, JVH utiliza metáforas futebolísticas para analisar o promissor ponta-de-lança X-i60.


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MCINTOSH MC275 LE 50 TH ANNIVERSARY: MAGIC TIME




A McIntosh é um ícone da cultura americana. E o MC275 LE é uma obra de arte.


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Chord Hugo HD DAC: brinquedo para gente grande




Hugo is a toy that sounds like a big boy, é a proposta de slogan de JVH.


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NAD D 3020: democracia audiófila pró menino e prá menina




O conceito é o mesmo que esteve na génese do 3020 original: responder às actuais necessidades básicas do povo audiófilo por uma quinhentola.


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B&W CM10 CHEZ VIASONICA – Parte 1: Introdução




A CM10 é fruto da história, da cultura, da tradição e da engenharia genética da Bowers&Wilkins.


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B&W CM10 CHEZ VIASONICA – Parte 2: Audição e análise técnica




Subir de CM9 para CM10 vale o dobro, no preço e na qualidade de som.



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Asus Essence III. DSD nativo? Yes, it can!




JVH confessa publicamente um flirt informático com o Asus Essence III USB DAC, depois de décadas de relação sólida com o highend.


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