2011

Audioshow 2011 _ Parte 2: “meio-pesados”: B&w, Delaudio, Exaudio, Hiduet, Imacústica, Viasónica

Audioshow 2011 _ Parte 2:  “meio-pesados”: B&w, Delaudio, Exaudio, Hiduet, Imacústica, Viasónica

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BOWERS&WILKINS
 

 


Mestre Alberto Silva lá estava aos comandos com classe e Classé. E uma escolha eclética de música. Na sala estavam também expostos os novos produtos “lifestyle” da B&W, incluindo os auscultadores P5 apresentados na CES 2010 – uma das grandes apostas da marca num mundo em recessão económica – e eu achei que ficava interessante integrar a exposição no video do sistema para quebrar um pouco a rotina.
 

 


Quer acredite, quer não, o som que se ouve no video, foi registado in loco, e não foi sujeito a qualquer processamento. É incrível como, numa sala sem grandes condições acústicas, foi possível reproduzir a secção rítmica com esta tensão, ataque e definição.



A variação na qualidade do som depende, como é óbvio, da proximidade da fonte: as B&W 802. Mas mesmo na zona de exposição o som do video é bastante aceitável, perde-se apenas volume.



DELAUDIO
 
 



 

A Esoteric e a Pass podiam perfeitamente combater na categoria de “pesados”. Mas as Magnepan “pesam” muito menos no bolso do comprador, pelo que entendi catalogá-las nos “pesos-médios”.


Quanto mais oiço as 1.7, mais feliz fico por ter partido de mim a iniciativa de lhes encontrar em Portugal uma família adoptiva. E o Delfim Yanez também não podia estar mais satisfeito com os resultados. As Magnepan têm uma forma característica de apresentar o som, com um ênfase muito particular na gama média, que as “humaniza”; um agudo que parece ser apenas a continuidade dos médios; e um grave, que não tendo o impacto dos altifalantes dinâmicos, vai tão abaixo quanto necessário para aplicações domésticas.
 
 





 

As vozes, sobretudo, são “spooky”, ao ponto de muita gente espreitar atrás só para ter a certeza que não está lá ninguém escondido. A nova tecnologia quasi-ribbon projecta o som na sala uniformemente e enche todos os espaços com a mesma pressão sonora.


É pô-las a tocar em casa, e esquecê-las, deixando que apenas a música nos faça companhia. Absolutamente imbatível a este nível de preço.


E eu espero ter conseguido no video transmitir esta ideia de janela aberta, de cortina diáfana e transparente que deixa entrar a luz e nos ilumina o espírito. 
 
 






EXAUDIO
 



 
  

É preciso coragem, loucura saudável, ou paixão para, em tempo de crise, apostar numa marca como a Audio Note, que pertence a um nicho dentro de um nicho no mercado. E a sala vazia, na sexta-feira, quando por lá passei, pode não ser mau indício, mas apenas uma coincidência.










Como sempre acontece em toda parte onde a Audio Note se exibe, o som corresponde à fama da marca: quente, repousado, muito musical e sem sombra de stress.  

E não é isso que procuramos, quando chegamos a casa do trabalho, cansados, quantas vezes desmotivados? Há quem se dê bem a respirar oxigénio puro durante 15 minutos. Mas o vácuo também faz muito bem à saúde...



HIDUET


 


Os Carlos são como eu: não desistem, mesmo quando tudo parece correr mal, ei-los que voltam à luta por aquilo em que acreditam: o áudio de qualidade. A vida não está fácil. Mas quem lhes compra equipamento tem a garantia de que será montado com profissionalismo e paixão.


A tocar no quarto tinham as Audiovector alimentadas integralmente por electrónica Nagra, autênticas jóias audiófilas. Terei sido das primeiras pessoas no mundo a ver os amplificadores MSA, que me foram apresentados em Las Vegas, em 2009, pelo próprio criador. Um delicioso brinquedo a transístores que soa como se fosse a válvulas...










Quando entrei, achei o som duro, talvez por estar demasiado alto para o tipo de música seleccionada. Mas quando ouvi o som em casa, tive de engolir um sapo. O meu fiel microfone nega objectivamente a minha impressão subjectiva: som limpo, sólido, com boa dinâmica, excelente estrutura harmónica, muito coeso em todo o espectro.
 
 
IMACÚSTICA

 


Já vimos e ouvimos  as Wilson Sasha e as Magico Q5, superiormente acolitadas por electrónica Audio Research e D’Agostino, na Parte 1 desta reportagem. Mas a Imacústica levou outra grande equipa, composta por Theta, Metronome, Devialet e Sonus Faber Amati Futura, integrada num sistema com projecção de imagem.










Quando fiz o registo video que se segue, ouvia-se apenas música. E que música! Claridade, transparência, detalhe, requinte harmónico. O algodão não engana: oiçam com um bom par de auscultadores, e concentrem-se na sensualidade rouca da voz, no timbre do piano e na míriade de harmónicos dos pratos no final.  

VIASÓNICA


 

Colocar esta artilharia de luxo da McIntosh na categoria de pesos-médios pode parecer absurdo. Afinal estamos a falar do “old blue eyes proudly made in America”. De facto, esta equipa podia muito bem combater nos “pesos-pesados”. Mas apesar de tudo, o sistema como- um-todo “pesa” menos na bolsa que os apresentados na Parte 1.








A McIntosh é, junto com a Magnepan e a Audio Research, uma das bandeiras audiófilas do tio Sam. Temos percorrido juntos, nos últimos 30 anos, os tortuosos trilhos do highend, e nunca me deixaram ficar mal.

Os meus testes do C2200 e do MA2275 estão aí para o provar. É o tipo de marca que se compra para a vida, como os casamentos felizes.


A sala estava muito escura de molde a fazer realçar o brilho azul dos olhos dos mostradores, que são o ex-libris da marca, e o impacto visual era imediato. Mas prejudicou a qualidade da imagem video (muito granulada), apesar da simpatia do José Filipe que “deu à luz” a meu pedido.
 
 


As B&W 800 tocavam Patricia Barber: afinal, estamos num Audioshow e é disto que eles se alimentam. Na minha segunda visita ao templo-azul, cantava-se o fado. No escuro, como mandam as regras, mas não em silêncio (a sala estava cheia e havia muitos comentários no ar).


O som da Barber estava excelente, como seria de esperar, e as B&W 800 limitaram-se a reproduzir a verdade do disco. O de Carlos do Carmo tem altos e baixos - e não me refiro à interpretação do fadista. Trata-se de um registo ao vivo e o som não é tão cuidado. Talvez por isso mesmo, é até mais emocionante que a melancolia jazzística da Patricia.
 








Mas não quis deixar de prestar uma homenagem à Viasónica por ter apostado no fado, e achei que, num sítio, onde quase tudo é importado do estrangeiro, uma produção nacional sempre dá o tom patriótico à reportagem. Parabéns ao Zé Filipe.
 
 
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AUDIOSHOW 2011 _ PARTE 1: OS PESOS PESADOS
AUDIOSHOW 2011 _ PAR 1 : THE HEAVY WEIGHTS
 


Audioshow 2011 Parte 2: “meio pesados”: B&w, Delaudio, Exaudio, Hiduet, Imacústica, Viasónica