2009

Mariza E Jvh

Mariza E Jvh
 


Mariza ao vivo em Freixo-de-Espada à Cinta



 
 
Nunca escondi a minha admiração por Mariza. Aliás, já divulguei várias vezes que utilizo a sua voz única para testar a capacidade “interpretativa” dos equipamentos de som ao lado
de Jacques Brel.

No caso de Mariza, não é só a voz que deve ser reproduzida timbricamente intacta, com as nuances próprias de quem canta até que a voz lhe doa; é a emoção, o sentimento, até o estado de espírito da artista. Transmitir ao ouvinte inefabilidade dos sentimentos da artista é a prova máxima a que um sistema deve responder.


A diferença entre um bom amplificador, colunas, leitor-CD, etc, e um, digamos, menos bom (dos maus não deve rezar a história), reside na ténue linha que separa o corpo da alma. Os melhores equipamentos de som não dão o corpo pela alma.


Essa filosofia é extensiva aos microfones. Até porque são eles o princípio de todas as coisas.


Num press release que me foi amavelmente enviado pela Videoacústica, pode ler-se:


No âmbito de um acordo anunciado pela editora Música do Mundo e a Electrosound, representante em Portugal da Shure desde há mais de 25 anos, a extraordinária voz da artista portuguesa será captada apenas com sistemas de microfone da Shure, nomeadamente com o modelo KSM9, a referência mundial em microfones para vocais.


A marca norte-americana será igualmente responsável pelo fornecimento exclusivo do sistema de monição auricular (som de retorno) de Mariza.







Mariza Live in London





“Dantes utilizava outro microfone e começava a sentir que ele não captava todos os ambientes da minha voz, que também foi criando novas tonalidades – tem dias que está mais rouca ou tem mais corpo…”,
explica Mariza.
“Se houver um bom microfone que consiga captar todas essas nuances, a voz fica sempre bonita, não passam partes feias, tão agudas ou estridentes… Já andava há algum tempo à procura de um microfone que conseguisse captar a minha voz de uma forma mais real, e é o que acontece com este Shure”, concluiu a artista.

 


Shure KSM9


Para Mariza, o KSM9 acrescenta algo à sua interpretação: “A voz tem mais corpo, sente-se o calor mesmo quando fazemos três e quatro concertos seguidos, com a voz mais cansada. O microfone aproveita e ressalta as coisas boas da voz. É o que eu sinto”.


Nota: os leitores podem abrir o press release integral em pdf na secção Media (à direita em cima).


MARIZA, JVH E A SHURE



Salvaguardadas as distâncias inultrapassáveis que separam uma artista de grande nível internacional e um locutor amador, embora no sentido etimológico de que ama aquilo que faz, estou de acordo com Mariza: os microfones Shure captam a voz de uma forma mais real.


Em 1997, produzi e realizei para a extinta e saudosa XFM a “AUDIOFILIA AGUDA”, um programa para audiófilos crónicos e para uma imensa minoria de fanáticos do som. O êxito foi relativo mas ainda assim durou 6 meses, o que significa que foram transmitidos cerca de 24 programas.
 

 



XFM - Audiofilia Aguda (excerto do programa 'Sax ao Vivo - 1997)
 
Na locução utilizei os microfones de serviço, até que a Videoacústica, a principal patrocinadora do programa, me dispensou amavelmente um microfone Shure (não o KSM9, claro).

E eu passei a ouvir-me a mim próprio na rádio, quando antes tinha a sensação de estar a ouvir um “clone” electrónico.


Tenho registos digitais em DAT a 48kHz 16-bit de praticamente todos os programas e ainda hoje ao ouvir-me através do Shure sou capaz de dizer qual era o meu “estado de espírito” no dia da gravação...


Quando Mariza declara: “Dantes utilizava outro microfone e começava a sentir que ele não captava todos os ambientes da minha voz...”, eu sei exactamente o que ela quer dizer.


Agora só me falta realizar um sonho: assistir a um concerto de Mariza no Carneggie Hall, e ver as pessoas ao meu lado de lágrimas nos olhos, mesmo sem perceberem uma palavra do que ela canta.



Porque as almas falam todas a mesma língua...

 


 


Mariza E Jvh