2007

Ces 2007: Cartas De Leitores



IMPOSSÍVEL VER TUDO

Muito boa a sua reportagem sobre a CES 2007. Você disse uma verdade: é impossível ver tudo, tem que se seleccionar. O ano passado estive em las Vegas e vi que loucura, a feira realmente é um espectáculo para todos que gostam de som. Voce vai ser o primeiro a testar o Audio Research 220? E viu o novo Marantz SACD7?...

JVH responde: a Marantz faz agora parte do grupo Denon, que não estava presente no local habitual da Feira.

VINIL ESTÁ NA MODA

Hoje constato a importância que o DNA teve para mim. Na altura não me apercebi, mas criou o tal 'bichinho' que nos move em torno da audiofilia. A faísca de ignição que me fez ultrapassar a inércia foi, contudo, o acesso à banda larga, que coincidiu com a entrada na faculdade, e aos programas de partilha de música. Um acesso fácil e sem limites, deu-me a conhecer muita música que hoje me dá imenso prazer em ouvir, e ensinou-me a valorizar o trabalho dos produtores, o que soa a paradoxo à primeira vista tendo em conta a natureza ilegal desta actividade, mas ensinou-me a separar 'o trigo do joio', fez-me começar a pensar 'se gosto, devo contribuir'. Na minha opinião, o mp3 é amorfo e desprovido de charme, não existe senão sobe a forma de um sinal sonoro quando carrego em play, apesar de toda a investigação que levou à sua criação e ao seu desenvolvimento ser bastante interessante. Deparei por mim então a comprar vinil. O cd está caro e muita da música da qual gosto não é lançada nesse formato. Acabei então por passar os dedos pelos discos dos meus pais, observar as colecções de amigos, e parar nas bancas de usados. Descobri que há muito procurava algo assim, interagir com a música antes de a ouvir, dar atenção ao invólucro, dar atenção à história do objecto enquanto álbum e enquanto símbolo. Disseram-me que 'era moda' mas eu não sabia, hoje constato que está aí em força novamente. Se é moda, ainda bem, há mais oferta...


Francisco B


DICIONÁRIOS CURTOS


Quero antes de mais agradecer-lhe a excelente reportagem que fez sobre o CES 2007. E quero também confirmar, 'humildemente', a minha 'imensa inveja' e verdadeira pena que tenho por nunca poder fazer-lhe companhia, e estar bem de perto do que de mais fantástico temos para os nossos ouvidos e, cada vez mais, para os nossos olhos.


Fico sempre agradado com o seu poder de síntese e humor que, pela troca de galhardetes aqui no 'nosso' site do áudio anima, e muito, a velha história do analógico e porventura do digital.


Eu, como gosto, e sempre hei de gostar, dos dois lados deste 'campo de batalha' fico sempre muito atento às notícias que nos envia e a todas as novidades que saem.


Relativamente à velha questão do analógico e da defesa que muitos ainda justificam com o 'ainda não desapareceu', eu tenho de afirmar e confirmar que, em Portugal, é e pertence cada vez mais a um nicho, e por toda a Europa isto também se está a pegar como que um vírus... Estamos a regredir neste aspecto, e quem compra novos componentes muitas vezes nem sabe que o analógico ainda existe!


Digo isto por ficar pasmado com tantos novos ouvintes de música, das novas gerações, a quem a reprodução de música, nos seus curtos dicionários apenas tem palavras como: codecs, iPod, Creative Zen, Windows Media, WinAmp etc ...


Só o computador neste novo século e para estas novas gerações parece ser útil e capaz de reproduzir boa música e vídeo.


Atenção! Eu contra mim próprio falo, pois fui, desde 1995, e ainda sou, fã da gravação no digital com alguma compressão, para as minhas gravações de rádio ou algumas cópias para levar em viagem ou ouvir quando necessito de mobilidade. Falo do Minidisc de que ainda uso e abuso.


Penso podermos todos estar descansados pois o analógico e o digital ainda vão alegremente conviver por muitos e bons anos. No entanto, cada vez mais em nichos muito específicos de mercado, talvez cada vez mais elitista e inacessível a boa parte das pessoas que, como eu, gosta de reproduzir boa música mas não tem muitas hipóteses de investir a gosto.


A sua reportagem mostra e combate precisamente esta realidade. Consigo todos nós viajamos a Las Vegas e vemos (literalmente!) em primeira mão as novidades! Parabéns a si e um abraço a todos.


Hugo Rosa


A PARVALHEIRA


Num país periférico, embrutecido por 50 anos de provincianismo serôdio e 30 de doutorismo pacóvio, haver um tipo como você, que se dá ao trabalho de ir a Las Vegas (parece que não é só trabalho, mas pronto um homem não é de ferro…) verificar se o que a crítica falante da língua de Shakespeare escreve sobre aquelas coisas todas é verdade (para não termos que engolir tudo o que nos enfiam pelos ouvidos e olhos dentro), devia ser motivo de regozijo aqui na parvalheira. Mas não. Na parvalheira há, como se esperava, muitos parvos que só escrevem parvoíces. O rei D. Carlos é que tinha razão, e por isso levou um tiro. Proteja-se, pá, proteja-se: em especial dos franco-atiradores…


Duque de Sabrosa


JVH responde: um fraco rei faz fraca a forte gente...


SÓ À PAULADA


O povo, na sua sabedoria, tende a expressar-se em frases lacónicas, mas de grande alcance, tais como: “vozes de burro não chegam ao céu” ou “ os cães ladram, mas a caravana passa”. Por favor, não se deixe impressionar por essas vozes provocativas do tipo “quem é que lhe paga?” e continue a ser a voz independente que vem iluminando o caminho da comunidade audiófila. A esses, e sem querer repetir demais outros que já a utilizaram, só à paulada!...



Quanto aos que expressam diferentes opiniões, merecem todo o meu respeito, desde que ajam com honestidade intelectual. Afirmar que você se passou para o outro campo e agora abomina as válvulas e o vinil, nada teria de mal, se não representasse uma grosseira mentira de alguém que prefiro chamar mal informado e que não o lê, ou não o faz com atenção.



Eu, que o conheço bem e há muitos anos, sei que, sem perder a lucidez e a objectividade do ouvinte e do crítico, é um apaixonado das válvulas e do vinil - de boa qualidade, pois claro, porque os há, também, bem maus - e que das suas incursões pelos transístores e CD, sempre regressa, para consumo próprio e para fruição da música, às boas velhas válvulas.



E não é que não existam excelentes aparelhos a transístores e leitores de CD, que os há, e que o crítico tem obrigação de revelar. Aceitar a sua evolução e reconhecer que produzem excelente música e que há muita gente com grande cultura musical, que os prefere às válvulas, não é mais do que reconhecer a realidade, por muito que custe a alguns (muito poucos e auto-convencidos) que teimam em não dar oportunidade aos outros de se exprimirem em liberdade. Mas, o que interessa nesta pequena controvérsia, é que em nenhum momento da sua crónica, bem antes pelo contrário, se pode concluir o que afirma o seu primeiro leitor, bem antes pelo contrário.



Por favor, continue a deliciar-nos com a sua excelente escrita e cultura, que bem poderiam ser utilizadas para outros e diferentes vôos.


João Urbano



JVH responde:


Tenho um romance na gaveta que mete crime e hifi no mesmo saco. Mas continuo à procura do crime perfeito, que, ás vezes, me apetece cometer eu mesmo…


COMPANHEIROS DE VIAGEM


Foi um prazer viajar consigo até Las Vegas. O problema é que ao pedir à minha mulher para ler partes da reportagem para ver se a convencia a deixar-me comprar um amplificador a válvulas, ela foi ler a parte “turística”, do hotel e das gôndolas e tal, e agora quer que eu a leve a Las Vegas. Lá se vai a verba para o sistema…


A minha ideia era um Prima Luna. O novo Dialogue parece-me mais aceitável, só não percebi é se a mesma coisa com outra cara.


Também acho estranho que as Magnepan não tenham distribuidor em Portugal, embora montar aqueles biombos na minha sala esteja fora de questão.


Teria gostado de ler críticas mais completas sobre o som de cada sala mas compreendo que é complicado com tanta coisa para ver e ouvir.


Carlos M. Fonseca


JVH responde:


Pode encomendar as Magnepan através da Imacústica.


SHAHINIAN E BEDINI IGNORADOS


Antes de mais parabéns pela reportagem C.E.S. 2007,que nos deu uma imagem global do que se vai passando e de alguma maneira antecipando,o que de bom nos aguarda em termos de ÀUDIO. O resto é só para entreter...


Mas sinto alguma mágoa por o sr JVH nunca ter mencionado nas suas reportagens qualquer referência,por mais pequena ou insignificante,a dois nomes totalmente ignorados no mundo do áudio BEDINI (John) e SHAHINIAN (Richard). Para quem anda á procura do 'Graal Sónico' (penso eu, todos os seus leitores...) e que teve a felicidade de ouvir a associação dos amplificadores Bedini com colunas Shahinian, acreditem que é uma grande DESCOBERTA!


Em relação á discussão Válvulas/transistores, vou dar uma pequena achega-é uma discussão estéril,por isso não vou alimentá-la...Os amplificadores têm é que ser bons , independentemente da topologia.Vou dar um exemplo prático. Comparei directamente o famoso e altamente considerado Jadis DA 88,e também uns poderosos e imponentes monoblocos da Jadis de 100 W,contra o Power da Dartzeel (um 'marreco' de apenas 100 w)e finalmente ouvi umas Wilson Audio (neste caso as Duette) a tocar. Ficou melhor em tudo! Em definição e (sacrilégio) emoção que , penso eu, é o que todos procuramos na música...


GONÇALO CORREIA


JVH responde:


Enquanto a Shahinian se apresentou no High End Show, de Frankfurt, sempre lhe fiz referência. Creio mesmo que testei um par de Compass, sendo a Shahinian então distribuída por Jorge Alves. Não sei se ainda é, porque o Jorge Alves tem uma opinião pouco favorável em relação ao interesse da crítica e dos críticos. Ora, assim sendo, arrisca-se a que lhe retribuam na mesma moeda…


Na altura ainda não existia o Hificlube, mas pode ler os artigos no arquivo do DN/DNA. Quanto aos Bedini, utilizo o Ultra Clarifier para os meus CDs, e fiz disso ampla divulgação. Os amplificadores, vi-os uma vez em Paris, creio, já lá vão uns anos...


O POVO QUER É CINEMA?...


Escrevo porque, apesar de poder não acrescentar muito à 'polémica', não resisto a uma boa discussão (já me disseram que, por vezes, pelo próprio prazer de discutir).

Ora o que dizer acerca de duas espécies que, tal como o caviar Beluga ou uma garrafa de Pêra Manca, são espécies talvez não em vias de extinção mas quiçá, e seguindo a sequência da 'árvore das classes audiófilas', pertencentes a um género cada vez mais restrito, confinadas a uma espécie de reserva ambiental para espécies protegidas?

Como JVH já referiu numa antiga crónica, 'o povo quer é cinema'. E não interpreto isso como uma afirmação elitista - apenas a constatação de que, na actualidade, a evolução da tecnologia permitiu uma democratização e uma massificação no que diz respeito ao acesso a produtos de som e imagem com uma qualidade razoável. Recordo-me, por exemplo, de um episódio que relatou sobre uma fonte 'secreta' que alimentava um sistema montado no stand da Wilson Audio, na CES 2004... fonte essa que era um iPod! Ou ainda a qualidade que alguns receivers começam a apresentar em termos de 2-canais... Ou por exemplo, a revolução digital com o autêntico 'vírus' que são os formatos de compressão digital (MP3, AAC, OGG, ETC...), sobretudo pelo modo como se propagam pela sua via favorita, a internet.

Agora, tal como aconteceu na massificação e democratização do ensino após o 25 de Abril, os génios, os alunos de excepção, ficaram submersos no meio de tanto aluno 'médio' que, apesar de tudo, tem direito a aceder ao ensino. Os bons continuam a existir, mas obviamente passaram a ser uma 'imensa minoria'. E, mais uma vez, digo isto sem qualquer pretensão elitista.

Deste modo, não vamos tomar a parte pelo todo. Não podemos dizer, olhando para um universo audiófilo democratizado, que o vinil e as válvulas morreram. Apenas passaram a ser um nicho ainda mais restrito.

E concordo com José Trigueiro que afirma que as válvulas e o vinil estão aí para durar. Basta ver como as saudosas (ou talvez nem por isso) cassetes, analógicas e digitais pereceram e o vinil seguiu em frente. Ou, por exemplo, o modo como empresas como a PrimaLuna, a Vincent ou a Advance Acoustic (estas duas últimas com amplificadores híbridos ou leitores de CD com saídas a válvulas) trouxeram as válvulas ao grande público. Aliás a massificação e democratização da tecnologia de som e imagem trouxe benefícios às 'espécies raras': Hoje é possível comprar um integrado a válvulas (o Prologue One, elogiado por quase todos) por pouco mais de 1000€.

Isto sem falar nos pesos-pesados como a McIntosh ou a Audio Research, que continuam a acreditar nas 'vacuum tubes'. Ou nomes como a Copland, com híbridos e valvulados interessantíssimos.

Agora, um facto é inégável. Somos muito poucos. Os que ouvem, vêm, lêem, discutem, vivem alta-fidelidade. Sejam amplificadores a válvulas com 30W, colunas electrostáticas, amplificadores monoblocos com 1000W, colunas de corneta, gira-discos, leitores de SACD... Todos temos as nossas opiniões, que podem (e devem, para dar mais piada a isto) ser divergentes. Mas vivemos, independente de perspectivas, das posses (nesse aspecto ainda sou um 'audiófilo em potência'), o sonho de ouvir colunas como as Martin Logan Summit (já realizado, felizmente), Sonus Faber Stradivari ou Wilson Audio Alexandria. De ficarmos impressionados com sistemas como Chord-JM Lab Grand Utopia, como aconteceu no Sheraton no Porto. De ouvirmos um disco que pensamos que conhecemos e de repente pensar 'que som é este, não estava aqui!'.

'O povo quer é cinema', mas eu quero áudio. E de 2 canais de preferência.

Ricardo Carvalho


JVH responde:

Concordo Ricardo. Uma vez mais, essa história do cinema é uma expressão irónica. O Hificlube é o último reduto do highend e do áudio puro e duro em língua portuguesa. Aquilo que eu penso das válvulas ficou bem expresso aqui; e o que eu penso dos gira-discos aqui. E para que também lá fora não restassem dúvidas publiquei (em inglês) aqui. Tal como na música, em inglês as 'coisas' soam melhor para muitos portugueses...


A MONTANHA PARIU UM RATO


Como habitual leitor das suas crónicas foi com alguma surpresa e desagrado que li o título de reportagem 'CES 2007: ESPÉCIES EM VIAS DE EXTINÇÃO_ GIRADISCOS E VÁLVULAS'. Surpresa, porque o título parecia indiciar a notícia de uma decisão consumada ou de uma previsão infalível. Desagrado, porque ao ler o texto que se lhe seguia apercebi-me que afinal se dava notícia de um mundo residual do áudio que teima, cada vez com mais força e exuberância, em sobreviver.


Este 'tipo' título de reportagem fez-me lembrar alguns jornais desta nossa paróquia que é Portugal que insistem em utilizar cabeçalhos de notícias bombásticos para, depois de exprimida a prosa que se lhe segue, descobrir-mos que a montanha pariu um rato. Desculpe, mas esta não esperava de si!...


Na sociedade humana cerca de 10% da população tem tendência para o alcoolismo. Parece que idêntica percentagem (11%, julgo eu) tem inclinação para o homossexualismo (nas girafas este número é de 5%). Os que tem propensão para a droga, mesmo sabendo que vão desgraçar a sua vida e a dos outros, também parece que são 10%. O poder do genoma é muito forte e toda esta gente tem direito à vida como os outros.


Pois, no mundo do áudio também há uma percentagem de 'anormais' que gostam de amplificadores a válvulas e outra percentagem (muitas vezes coincidente com a das válvulas) gosta de ouvir a música metidas nas espiras dos discos de vinil. E, tal como a sua reportagem demonstra, estão para ficar e recomendam-se!


Mais - estas duas hordas de 'marginais' estão em vias de se perpetuarem e, quiçá, eventualmente aumentarem com novos elementos vindos das fileiras do MP3. Refiro-me aqueles audiófilos em gestação que torcem o nariz a tudo o que não seja música comprimida a um valor idêntico ou superior 192kHz (ou lá o que for…). Pode crer que daí virão audiófilos. Quem lhe escreve estas linhas não tem peias em confessar que ingressou nas pretensões de audiófilo do estéreo a partir de um conjunto de cinco caixinhas estridentes acompanhadas por um caixote que fazia 'buuumm, buuumm'.


Espécies em vias de extinção são os transístores (V. Ex. já se começou a mentalizar de que a amplificação digital será um mal inevitável na sua casa) e o 'cd'. Este último afunda-se numa lenta e ainda surda agonia, pois navio é grande. Por isso mesmo, de momento, são poucos os que vão a bordo que já se aperceberam do inevitável afundamento. Daí que no interior desse navio ainda se toque e se dance ao som da música de 'cd'. E olhe que, após o afundamento, nem sei se restarão sobreviventes a bordo de um qualquer barco salva-vidas com vista a formarem também uma horda de… 'anormais' do 'cd'.


Quanto aos transístores, o navio ainda está íntegro, mas o iceberg já está em rota de colisão. Aguardemos pelos futuros desenvolvimentos.


Não poderia concluir sem confessar o que já lhe deve ser evidente - pertenço aos 'anormais' das válvulas (em boa parte por 'sua' culpa) e acho que também me vou filiar na horda dos discos de vinil…


José Trigueiro


JVH responde:


O título é obviamente irónico: basta ler a introdução:


'As notícias sobre a morte de gira-discos e amplificadores a válvulas foram manifestamente exageradas. No Venetian - e, em especial, no The Show - havia dezenas de belos exemplares destas duas espécies. Por vezes, a beleza deve ser contemplada sem outros comentários que os ditados pelos olhos da alma. Optei, pois, por publicar apenas as fotos. Assim, cada leitor poderá 'ouvir' o som correspondente sem outra interferência que não seja a da sua própria imaginação. Se quiser partilhar com os outros leitores o que lhe vai na alma, tanto melhor: a nossa cultura audiófila comum ficará mais rica… '


Aliás, o respeito que tenho tanto pelas válvulas, como pelo vinil - e, já agora, pelas electrostáticas, que fazem parte da mesma família - é evidente ao longo da reportagem.


JVH


UMA QUESTÃO DE CORAGEM


Notável capacidade de síntese e coragem opinativa. Ao nível da reportagem da Stereophile com muito menos meios e - talvez por isso - mais coesa. E de longe melhor que a da Enjoy The Music (muito focalizada) e da Audio Federation (montes de fotografias sem critério). Parabéns!


Jorge S. Almeida


UMA QUESTÃO DE ESPONTANEIDADE


Boas fotografias (gostava de ver mais vídeos) e excelente texto, nem sempre tão cuidado como nos habituou mas bem mais espontâneo. E continue a ter coragem para aturar as invejas da paróquia…


Carlos Lacerda


ATRAIR A GERAÇÃO DO IPOD


Faltam coisas que vi noutros lados. E também tem outras que não vi em mais lado nenhum. Portanto há um equilíbrio. Gostei. Sobretudo da coragem de dizer o que pensa. Sou seu leitor desde sempre e acho que o CM/Êxito não é o jornal ideal para si. Mas vende muito e isso é bom para manter o gosto pelo áudio nas novas gerações do iPod.


Licínio Oliveira


ÁUDIO EM PORTUGUÊS


A sua visão do CES 2007 não fica atrás da reportagem da Stereophile e tem a vantagem de ser em Português e com a sintese JVH que eles não têm. Força.


António Mesquita Figueiredo


VINIL, SEMPRE!


Fiquei muito honrado em saber que ainda existem defensores e consumidores de vinis,sendo mais completo,os toca-discos.Que pena que esses belíssimos toca-discos não estão ao meu alcançe.Modestia a parte tenho o meu par de toca-discos Technics mk2 e acredito que no Brasil ainda temos vários adeptos e que buscam ouvir músicas em um aparelho que tenha uma boa ou ótima sonoridade.Parabéns pela matéria e por nos mostrar as novidades que rolam pelo mundo da música.VINIL SEMPRE!!! Até Breve!


DJ Bulldog


O SACO AZUL DO HIFICLUBE


Gostava de saber quem lhe paga para ir passear para Las Vegas. A Sony se calhar ou a Imacústica.


Phantom Kid


JVH responde:


Se tiver a amabilidade de me enviar a morada ou fax, mando-lhe fotocópia das facturas em meu nome: das viagens, dos hotéis, dos restaurantes. E nem sequer posso deduzi-las no IRS. E se quiser contribuir com algum para as despesas, agradeço…


QU(A)D ERAT DEMONSTRANDUM


Uma reportagem equilibrada, engraçada, dinâmica e isenta. Dá gosto ler e reler. Continue o bom trabalho por muitos anos - e nós por cá à espera para o ler ano após ano. A sério que não gostou das Quad? E eu que ia mandar vir um par depois de ler o teste do Ken Kessler…


Pedro Magalhães