2005

Audioshow 2005: Opinião Dos Leitores 3



LUÍS PATULEIA


Relativamente ao Audioshow deste ano, devo dizer que fiquei um pouco 'insatisfeito' com o ouvi, o mesmo não poderei dizer do que vi (a menina da Linn era engraçada...).



A sala da Artaudio tinha para consumo as 'novas' 802D e esperava bem mais delas. Quer dizer, o som não era mau por assim dizer mas por menos já ouvi mais...

Carlos, o único a ter a 'lata' de nos brindar com aqueles satélites esféricos ali no meio do nada. Por toutatis, aquilo toca!!!



Passando pelo hall encontrei o Carlos da Interlux que diga-se de passagem, é dos poucos importadores/logistas que conheço, e seria mesmo o único a ter a 'lata' de nos brindar com aqueles satélites esféricos ali no meio do nada. Por toutatis, aquilo toca!!!



Depois de 2 anos de ausência, foi com alguma espectativa que entrei na sala da Digisom. Divido a minha 'apreciação' em 3 items: 1º- conceito da sala, espectacular imho ao colocar os equipamentos 'à vista' bem no centro da sala, e para quem gosta destes gadgets como eu, poder estar ali à beira de tão distintos equipamentos é um mimo... 2º- som, tive o azar como já reparei em outras apreciações, ao entrar na sala no preciso momento da actuação da 'senhora-loira-meia-idade-francesa-com-lábios-bonitos-e-olhos-ainda-mais-expressivos' mas que não conseguiu esconder a confusão que existia na 3 últimas oitavas. Já percebi de outros relatos e de quem me ligou no domingo que estaria diferente para melhor. Esperava mais confesso... 3º- imagem, claramente a melhor do evento. Porquê? Porque através de um DVD SD conseguiu deslumbrar-me da mesma forma que outras exibições com HTPC HD.



Passei pela Epson e digo sinceramente, para levar algo assim, mais valia uma demonstração estática do equipamento e a distribuição de literatura.



Chegado à Absolut, e ouvir as Tannoy + Mcintosh a tocar naquela sala teoricamente mais dificil que a da Digisom, dá sempre que pensar. E gostei bastante, não o suficiente para fazer esquecer o Caracol do ano passado ou as Stradivari do Meridien, mas gostei.




Continuando a caminhada, chega-se à sala da QV. Bom, tendo em conta os valores envolvidos e comparativamente às restantes propostas, a QV só tem de estar contente pois tinha um dos melhores sistemas do evento. Gostei bastante, mas aquela 'mania' de colocar o volume quase no máximo ia deitando tudo a perder, especialmente quando se colocou um CD em que quase os tweeters iam parar ao balde de gelo. Gostei da decoração...

SoundEclipse,a F1 estava simplesmente sublime


Mais uma sala e desta vez parámos na SoundEclipse. Fizeram 3 demonstrações, em stereo gostei muito mesmo, achei que quando passaram para as manas Corrs em multicanal, borraram a pintura e depois com conteúdos HD, o Shrek já o vi assim com ligação HDMI noutro PJ e a F1 estava simplesmente sublime.



A Delmax... ah a Delmax... conceito simples, nada de exageros e pronto, 'aquilo' toca sempre bem... preferi no ano passado, mas este ano continuava com um som muitoooo agradável.



Numa das salas da Imacústica ouvi as Martin Logan. Gostei se bem que praticamente sentassem a intérprete ao meu colo o resultado final era muito positivo. Quanto às Wilson que estava na outra sala com hora marcada, não me senti tentado a ouvir por 2 razões: 1º porque já ouvi umas e arrependi-me pelas piores razões (não, não foi com pena de não ter 50k para comprar umas...) e 2º como já alguém disse, por aquele valor elas tinham de me fazer um... café.

Com Bel Canto tocaram muito melhor...


Acabei a visita na sala da JMAudio, e como já tinha ouvido uma vez as Amphion com NAD agora percebo porque ninguém me aconselhou o S200. Com Bel Canto tocaram muito melhor, pena o ruído na sala que não deu para ouvir o sistema com mais calma.



P.S. Junto envio também o link para o meu post no Forumhifi onde tem algumas fotos...



VLADIMIRO MACEDO



Ora então, cá segue um textinho com algumas das impressões com que
fiquei de vários stands. Estive depois a ler a sua reportagem. Vi que
concordamos em alguns, e noutros.. também não. Se ainda tiver algum SACD por aí, não me farei rogado em recebê-lo. Se já não existirem, o prazer da contribuição continua o mesmo.



Tive este ano, pela primeira vez, a possibilidade de ir ao AudioShow.
Propósito antigo, mas só agora satisfeito, com a vantagem adicional de o fazer em excelente companhia de outros amantes do áudio e vídeo, o que proporcionou, para além de uma troca de impressões ao longo do trajecto, sobretudo uma romaria divertida.



As referências são feitas às salas que por um ou outro motivo me ficaram na memória, pois não levei nada em que apontar as impressões da altura. Assim sendo, e como diria Jack, o Estripador, Vamos por partes:



Artaudio
Um sistema que agradava e não cansava.


Quem entrava no AudioShow o primeiro auditório que apanhava era o da
Artaudio com as BW802 e electrónica Classé. Foi a primeira vez que ouvi a combinação e gostei bastante. Sendo que este bastante é a combinação de um gosto relativo com a música que estava na altura em que entrei com um “gostei muito” que surgiu quando se trocou o CD, por um com uma peça de música clássica, protagonizado por uma senhora com uma tessitura vocal que causaria problemas a muito boas colunas que por aí andam. As 802 não se queixaram, os Classá idem e os meus ouvidos também não. Deixei-me estar por ali uns largos minutos a ouvir um sistema que agradava e não cansava.



Interlux



Já tinha ouvido falar das Anthony Gallo e dos seus designs algures entre o original e o extravagante, e tive o meu primeiro contacto com elaslogo ali no meio do corredor, no stand da interlux. Não estavam as Ref III que por muito bem que toquem (e parece que tocam) eu seria incapaz de ter em casa (até porque provavelmente seria expulso de casa no dia em que as tentasse cá meter).Estavam sim, as Nucleus Micro que me deram o primeiro nó na cabeça do dia. Ouvia-se, em pleno corredor, um som encorpado e agradável. Fui à procura da origem do som (que, daquelas bolinhas pouco maiores que um tomate dos grandes, não vinha de certeza). A busca revelou-se infrutífera, e o aproximar do ouvido a uma delas e constatar que de facto era dali que vinha o som, deve ter posto na minha cara um ar de incredulidade seguramente igual a centenas de outros que o Carlos da interlux deve ter visto ao longo do dia. Não tenho pejo em reconhecer que andei a fazer uma certa 'figura de urso' durante alguns minutos. Arrisco-me a dizer que quando quiser umas colunas pequeninas e discretas (tanto quanto uma bola pode ser), não penso duas vezes. Para além de que vêm numa muito maior disponibilidade de cores do que um tomate do mesmo tamanho.



Digisom



Eu quero muito pensar que a coisa estava a correr mal em termos de som na altura em que lá estive. As ressonâncias eram enormes e a qualidade global do som não satisfazia ninguém que estava na sala naquele momento, os comentários do público não davam margem para dúvidas.



Como conhecia já os Macintosh e os subs presentes, sabia que daí não
podia vir o problema. Das Tannoy também não me parecia que fosse, mas
seguramente algo ali estava muito errado. Deixei-me estar algum tempo enquanto me deslumbrava com a imagem do Sim2 C3X alimentado por um Denon A1XV. A imagem era fluida, quente, contrastada e de uma qualidade inegável. Só por isso valeu a pena a visita.



Transom
Ficou a (forte) vontade de querer conhecer melhor

A sala da Transom cativava logo à porta. Estavam em actuação dois
sistemas, um ligado a um plasma Pioneer, se a memória não me falha, e
outro puramente áudio. Foi também a primeira vez que ouvi Linn, e ficou a (forte) vontade de querer conhecer melhor, em especial a combinação áudio.



Absolut Sound/Vision


Novo encontro com os meus amigos MacIntosh, desta vez ligados a umas
outras Tannoy, as Westminster. Sentei-me a ouvir e... continuei sentado a ouvir. Era difícil uma pessoa levantar-se. Estava a ouvir um daqueles que considerei dos melhores sons do AudioShow. Deixei-me estar calmamente a ouvir este conjunto durante uns 15 minutos enquanto expurgava da minha memória a má experiência que tinha tido com material quase idêntico há uns minutos atrás. Esta sala não era uma sala “fácil”, mas o resultado era, mesmo assim, muito bom. E fez com que me reconciliasse com os fabulosos MacIntosh.



Quadros e Ventura

Take I


Depois de tanto “hype” sobre as Von Schweikert (porque é que tenho
sempre que ir confirmar como se escreve o nome do senhor?) chego à
pequena sala da QV munido de uma curiosidade, que viria a ser
substituída por uma certa desilusão. O som não me agradava
particularmente, seria das VR4, ou dos Naim? De nenhum deles, a resposta era óbvia, era porque a música estava aos berros e a sala era pequena e eu estava a ganhar uma valente dor de cabeça. Tratei de referir o facto ao Augusto Quadros que tentava pôr alguma ordem e responder a todas as dúvidas da selva de visitantes que regularmente se formava à porta da sala para tentar ouvir as VS. Dizia ele que lá fora, no meio da confusão, lhe soava baixo e por isso não se teria apercebido. Está perdoado.



Take II

Já no final da visita ao audioshow, ao passar de novo em frente à QV
não resisti a entrar novamente. Desta vez a música estava ao nível
adequado. As colunas tinham-se transfigurado e davam gosto ouvir. Tinham um som agradável (há quem me diga que acha “agradável” um elogio fraco). Para mim não, pois não são tantas quanto isso as colunas que verdadeiramente me “agradam”, e estas agradaram). Prova que, por muito boas que sejam as colunas, quando se tentam levar aos níveis de distorção, a coisa corre mal. Estas Von Schweikert VR4 foram o perfeito exemplo disso. Umas horas atrás estavam a causar-me dores de cabeça, e agora, apenas me fui embora porque tinha os restantes confrades de romaria à minha espera no bar, pois por mim, lá ficava a ouvi-las em condições, como devem e merecem ser ouvidas.


Faço votos para que tenham sucesso, pois merecem, e a ver se a QV se
entusiasma e começa a trazer os “pesos pesados” VR-NúmeroMaiorQue4,
porque, com esta amostra, quero-as ouvir.



Epson



A Epson lá estava, numa sala pequenina e escondida, com apenas um
projector e uma telazinha e, a julgar pelo que vi, se fosse a eles,
tinha escolhido uma salinha ainda mais escondida.



Delaudio


A Delaudio apresentava electrónica “Made in China” (o que é que não é,
hoje em dia?) que prometia som High End a preço Low End. Não os consegui ouvir em condições, mas, se cumprirem metade do que prometem, ao preço a que estão, estou-me a ver a fazer uma visita à Delaudio em breve.



Imacústica

O melhor som que ouvi no AudioShow


Não tive hipótese de ouvir as Wilson Alexandria que foi, a meu ver, a
minha grande falha. Levando isso em linha de conta, consegui ouvir as
Martin Logan, que foram, para a minha opinião e gosto, o melhor som que ouvi no AudioShow. Em termos de envolvência, clareza e “conforto” (se é que isso existe) de som. A Martin Logan ganhou, para já, um fan confesso.



JM Áudio



Finalmente temos Bel Canto por estas bandas. Ouvi-os um bocadinho e
confirmei a boa ideia que tinha deles desde que alguns conhecidos os
tinham importado directamente para as suas casas. Um louvor à simpatia do representante e à sua enorme paciência para responder a todas as perguntas e mais algumas.



SoundEclipse

Um protótipo de um projector de alta definição que me deu a ver a melhor imagem projectada da minha vida.


A SoundEclipse presenteava os visitantes com uma apresentação
tripartida, que nos era dada por um simpático e um bocadinho nervoso
apresentador. Ainda estou para perceber quais as razões para aquele
nervosismo, pois com uma apresentação dessas, meu caro, tinha mais era que descontrair e apreciar as caras de espanto da plateia.


A primeira parte estava a cargo de umas Vienna Acoustics, com
electrónica Audionet. Um bom som, um pouco alto demais para o meu gosto, mas que não prejudicou em nada o desempenho das colunas. Se gostei de as ouvir assim, ainda mais gostaria de as ouvir a um nível “normal”, o que é bom sinal.



Depois uma apresentação de sistema A/V com um projector que não fixei o nome/modelo. Apenas que era muito pequenino e tinha uma luminosidade soberba, principalmente vinda de uma coisinha daquele tamanho. E finalmente, a cereja no topo do bolo era a jóia da coroa, um protótipo de um projector de alta definição que me deu a ver a melhor imagem projectada da minha vida. A clareza da imagem era fantástica. Parte da apresentação recorria a imagens de Formula 1, e, aquando de uma recolha às boxes um piloto levanta a viseira do capacete. No seu olho podiam ser vistos alguns dos capilares vermelhos devido a uma ligeira irritação que o mesmo teria na vista. Um detalhe completamente inimaginável com uma imagem “normal”. Como me dizia um amigo “É como se estivéssemos lá a olhar através de uma janela”. Parte desta aposta da SoundEclipse esteve também em ter lá os fabricantes para responder a perguntas da audiência. Bom trabalho!



Em notas soltas ainda de referir a presença da Pioneer, com os seus
sempre bons ecrãs, desta feita a passarem imagens de alta definição
(estive a ver um bocadinho de um jogo de andebol, vi depois parte da 2ª parte num Hitachi na Delaudio). A Quadratura com os receptores de HDTV Quali-TV, que se viam em tudo quanto era stand com ecrãs HD, e um projector da Barco, também com excelente qualidade, mas provavelmente a precisar de uma mãozinha de afinação, pois já vi modelos inferiores da Barco a dar melhor imagem.




Um abraço,


Vladimiro Macedo (ForumHifi)


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