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Reviews Testes

DACMagic

Cambridge DACMagic XS dá nova vida ao som do seu computador.

Sejamos claros: o Magic XS não é a única oferta de DAC miniatura do mercado. Já antes dele o Hificlube tinha testado o Dragonfly, da Audioquest, que ainda consegue ser mais pequeno e mais barato, e os Meridian Explorer, sobretudo a nova versão V2, que é pouco maior, embora o preço seja superior (ver em Artigos Relacionados). Entretanto, já surgiram outros modelos minúsculos, de preço idêntico, com ainda melhores especificações, como LH Geek Out 1000; e está aí para aparecer uma bomba de relógio da Chord, que ainda é segredo (eu sei, porque já o tive na mão, mas prometi nada dizer…), capaz de feitos inauditos, mas bastante mais caro.


O Magic XS é uma caixinha de surpresas, solidamente construída em alumínio escovado e anodizado a preto, que pesa apenas 100 gramas e tem 5 x 3 x 1 cm e um PVP de 149 euros, da vasta família dos miniDACs externos ultraportáteis, que têm vindo a substituir com vantagens bem audíveis os circuitos áudio internos dos computadores, na nobre função de converter sinais de ficheiros áudio digitais e alimentar os auscultadores com som de muito melhor qualidade, graças à tecnologia de conversão Sabre.


Ao contrário do Dragonfly e do ‘Geek’, o ‘Magic’ não se monta no PC como uma pen, espetando a ficha USB no dito, mas liga-se por meio de um pequeno cabo com uma ficha USB micro e outra do tipo A. Na ponta oposta, tem a saída minijack para auscultadores. That’s all folks!


Estes modelos genericamente designados por ‘dongle’, porque ficam pendurados como os porta-chaves do carro, têm a vantagem de evitar acidentes, em ambientes com muito movimento de pessoas, como aeroportos ou transportes públicos, onde um pequeno choque ou encontrão é o suficiente para partir a ficha fêmea USB do PC, cujo arranjo pode sair caro.

A primeira vez que vi o Magic XS foi no Audioshow 2013, na sala da Support View, tendo-me sido apresentado pessoalmente pelo Paulo Cardoso como sendo diferente de todos os outros’ (ver vídeo). E de facto é, embora a principal diferença tenha a função de ser apreciada com os ouvidos, ela salta logo à vista: o ‘Magic’ é o único que tem dois botões de volume (+/-), aliás ‘gigantes’ em proporção, e muito práticos e fáceis de utilizar. Com todos os outros DACs deste tipo que testei, o volume é regulado no PC ou no software do ‘Music Player’ como o J.River, que eu utilizo.


Mas há mais: o ‘Magic’ é o único miniDAC do tipo ‘plug&play’ com o sistema operativo Windows. Liga-se ao PC, é imediatamente reconhecido, e está logo pronto a tocar. Ora, até agora, isto só era possível com ‘Macs’, pois os PCs exigiam o download e instalação prévia de uma drive específica. Contudo, atenção, só com ficheiros áudio de resolução até 96kHz-24 bit e protocolo Wasapi. Para resoluções superiores (176,4 e/ou 192 kHz), vai ter mesmo de instalar uma Asio USB drive, que está disponível gratuitamente online (v.1.67 para quem utiliza Windows 8 ou 10). A instalação é rápida, fácil e sem ‘bugs’.


Configurações


Se utiliza o seu PC como servidor de música em MP3, faz downloads do iTunes (não experimentei, porque o iTunes irrita-me, pronto), é cliente de um fornecedor de streaming como o mauzinho Spotify, a minha preferida Tidal (qualidade-CD) ou ainda melhor a ClassicsOnline, que faz streaming HD de música clássica a 96kHz-24bits e superior, só precisa de ligar o ‘Magic’ com o tal cabinho ao computador, activa-o no Playback Devices do Windows, e já está! O ledzinho acende-se com a cor correspondente à resolução: 44/48 (azul), 88/96 (verde).


Mas eu gosto de ter toda a informação sobre o que estou a ouvir, e por isso utilizo o J.River 21 Media Player, um software excelente que lhe custa apenas 50 dólares. A configuração é simples também, porque o CA DACMagic 1.0 Wasapi aparece logo listado e basta seleccioná-lo em Tools (ou Player).


Nesta configuração, quando tentei ouvir um ficheiro a 176.4 ou 192, o J.River não se negou a reproduzi-los, mas deu-me a informação de que o ‘Magic’ o faria apenas a 96kHz. Assim é que deve ser: nunca se diz que não ao cliente…


Instalado o CA USB Audio Asio Driver 1.67, passou a reproduzi-los na resolução nativa (led de cor púrpura). Do mesmo modo, não se negou a reproduzir ficheiros DSD64 e 128 e DXD de super alta resolução (705.6kHz!), fazendo automaticamente o downsampling para 176.4, sem hiatos, estalos ou clics. So far so good...


Nota: se já tiver instalado o Asio Driver, pode configurar o Playback Devices/Sound/Advanced do Windows para reproduzir todos os ficheiros, independentemente da resolução (incluindo o MP3 da Spotify) a 192kHz (led púrpura permanente), sem necessidade de recurso ao J.River ou outro Media Player.


Audições

DACMagic, magia em miniatura

DACMagic, magia em miniatura

O ‘Magic’ é um mimo. Dá uma banhada no som do circuito áudio do meu PC Asus, que até nem é nada mau, diga-se. O som é mais sólido, tem mais poder, corpo, substância e densidade, soa menos fino, ectoplásmico e artificial, e é também mais agradável de ouvir no longo prazo.


Em relação à concorrência, nomeadamente o Explorer, talvez seja menos transparente mas em contrapartida é mais redondo e doce, portanto ideal para utilizar com auscultadores in-ear, como os Martin Logan Mikros 70, os Focal One e os Audioquest Nighthawk, que alimenta com extrema facilidade e elegância.


Para minha surpresa conseguiu até fazer soar a níveis quase satisfatórios os Hifiman HE-1000 ortodinâmicos de 3 mil euros! Admito que aqui, dada a carga complexa e a superlativa resolução da gama média destes auscultadores planarmagnéticos, precisei de introduzir um Audioquest Jitterbug para obter ainda melhores resultados (ver Artigos Relacionados). Aliás, já não sou capaz de ouvir USB sem o Jitterbug, o upgrade mais barato do mercado (49 euros).


Com o ‘Magic’ o som dos HE-1000 é apenas uma razoável, mas ainda assim verosímel, aproximação do que é possível obter com um amplificador como o McIntosh MHA-100. Mas estamos a falar de 15 quilos contra 100 gramas e 7 mil euros contra 149! Se isto não é magia, não sei o que será...


Nota: o ‘Magic’ aquece com ficheiros HD e quando tem de alimentar cargas de impedância mais baixas. Mas não queima, não se preocupe, fica apenas morninho.


Pelo que aqui se viu e ouviu, considerando a construção, o desempenho e o preço de 149 euros, o Cambridge DACMagic XS leva uma recomendação clara e merecida do Hificlube. E depois digam que eu só escrevo sobre coisas caras e inatingíveis…

Cambridge DACMagic XS dá nova vida ao som do seu computador.

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