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wilson audio yvette

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Lembra-se de Yvette, a voluptuosa empregada do Café do saudoso René, na série ‘Allô, Allô’, interpretada por Vicki Michelle?

Yvette, a nova coluna ‘one-box’ da Wilson Audio, também vai partir alguns corações e suscitar ciúmes à concorrência que canta desafinada como Edith, a engraçada ‘stupid woman’ da sitcom.

Yvette é bonita, elegante e ‘fresca’, tanto no sentido brejeiro do termo como literal. A sua voz é transparente, clara, coesa e muito rica em informação musical e contextual, revelando ainda um registo grave leve e com bom ritmo mas surpreendente de articulação e extensão controlada, só se manifestando quando o processo musical em curso o exige.

Yvette esteve para ser a Sofia IV. Mas o salto qualitativo valeu-lhe um nome próprio e, por certo, será a primeira de uma nova geração de colunas Wilson.

Depois de nos ter surpreendido com a con(sensual) Sabrina, Daryl Wilson aproveitou muitas das inovações tecnológicas desenvolvidas por seu pai, Dave Wilson, durante os longos cinco anos de gestação da ‘mighty Wamm’, e lançou dois marcos importantes na história da Wilson Audio: Alexx, cujo teste publiquei recentemente na HiFiNews (clique aqui para ler), e agora a deliciosa Yvette.

Yvette é uma novidade mundial e, como vai sendo hábito, a Imacustica é um dos primeiros distribuidores a ter um dos poucos exemplares disponíveis na Europa para demonstração, estando a apresentação oficial agendada, em princípio, para Dezembro, quando Peter McGrath voltar a Portugal para uma ‘dobradinha’: Alexx e Yvette, entretanto já com a rodagem completa feita.

Nota: abrir aqui reportagem da sua última visita para apresentar as XLF.

Antes disso, vamos ter nos dias 4 e 5 de Novembro mais um ‘Evento Mágico’, com Alon Wolf e as ‘M3’, a versão ‘comercial’ da exclusiva ‘M-Pro’ (clique aqui para ver a reportagem da apresentação das M-Pro). A não perder, portanto. Marque já na sua agenda electrónica com lembrete para a véspera.

Yvette, a sucessora de Sofia

Assim, à ‘primeira vista’, Yvette parece-se muito com Sofia. Mas são só ‘parecenças’. Yvette tira partido do novo ‘Convergent Synergy Tweeter’ agora utilizado em todas as novas colunas Wilson, incluindo as Wamm, cujo preço rondará (está sentado?) o milhão de euros, tornando-se na coluna de som mais cara do mundo!

O altifalante de médios é o mesmo da Alexia (e um dos médios da Alexx) e o woofer foi desenvolvido para a Sasha II.

Nota: podem ler aqui o teste das Sasha originais publicado no Hificlube em

Na audição, tendo como electrónica associada amplificação Constellation Inspiration (ver teste aqui) e ARC CD9 como fonte, a primeira coisa que ‘salta ao ouvido’ é a coerência de fase, em resultado do alinhamento geométrico de todas as unidades activas.

Deste modo, a Wilson logrou obter com uma coluna de ‘caixa única’ uma performance temporal semelhante à da tecnologia ‘Aspherical Propagation Delay’ das suas colunas de módulos ajustáveis. Sem necessidade de afinação complexa e demorada e com a vantagem de um ajuste fixo de fábrica standard para aplicação universal, que a torna mais rígida e menos propensa a vibrações e ressonâncias.

O ‘Convergent Synergy Tweeter III’, também utilizado na Sasha II e na Alexx e Wamm, é actualmente a principal mais valia da Wilson, e constitui um enorme salto qualitativo em relação ao som mais ‘duro e frio’ da anterior cúpula de berílio invertida do ‘tweeter’ da Focal. Assim como a unidade de médios da XLF, que é também um avanço notável, desde que a marca optou por uma filosofia acústica mais ‘europeia’, introduzida com a Sasha (abrir aqui a sinopse em inglês que reflecte bem a minha opinião sobre esse ponto de viragem do ‘som Wilson’).

A unidade de graves de 10 polegadas é igual à utilizada na Alexia, Alexx e, espanto, Wamm!

Em relação às Sofia, a melhoria ao nível da transparência e resolução é imediatamente identificada (esta Yvette, tal como a de ‘Allô, Allô’, não esconde nada, pelo contrário mostra tudo sem pudor nem falso rubor. Nota: refiro-me, claro, à ausência de colorações nos registos médio-graves, por exemplo, com aquela ‘batida no estômago’ que caracterizava as ‘velhas’ Wilson Watt/Puppies.

Mas há mais: microdinâmica (excelente reprodução do ‘decay’ dos sons até ao agora mais profundo patamar de silêncio); boa projecção das vozes e instrumentos solistas com bom controlo de sibilância e ausência de efeito de ‘sharpness’; notável amplitude e estabilidade do palco sonoro e boa ilusão de profundidade. Nota: mesmo sentado ‘off-axis’, a imagem manteve-se sempre estável.

Com registos discográficos mais ‘secos’, a falsa sensação inicial de ‘falta de corpo’ deveu-se sobretudo à agradável ‘limpeza’ geral do grave, que nunca entra pela gama média acima, permitindo-nos seguir todas as linhas de baaaixo’ sem efeito de ‘overhang’.

E, se me permitem o jogo de palavras, é disso mesmo que se trata aqui: Yvette oferece-nos inteligibilidade e coerência do discurso musical de ‘cima-a-baixo’, num corpinho bem feito e doméstico que não se oferece de mão beijada: + de 30 mil euros o par! ‘Good staff are hard to find’, já dizia René…

Oooh, Yvette…

P.S: Well done, Daryl!

Breve audição em vídeo 4K nas versões You Tube e Vimeo

Galeria fotográfica em alta resolução 4K

Para mais informações:

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Encerrado ao Domingo.

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