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CES 2017 - a nova era da Tidal Masters

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A Tidal cumpriu finalmente a promessa e disponibilizou sem aumento de preço streaming HD/MQA.

Robôs, panelas e frigoríficos que nos mandam sms a avisar que a comida está pronta ou que acabou a manteiga; drones que nos sobrevoam o juízo; carros auto-conduzidos; motos que não caem e vão atrás do dono como um cão; óculos de realidade virtual, porque a realidade real já não nos chega; ecrãs planos, curvos e ultrafinos, colunas de som que levitam e pairam no ar ou acompanham o som com luzes.

É isto que as 150 000 pessoas que vão a Las Vegas querem ver, ouvir e tocar. Ninguém vai lá por causa do highend, a não ser os jornalistas das revistas da especialidade e os distribuidores em busca de mais marcas, quando o problema não é a oferta mas a procura.

O Highend é e será sempre um mercado de nicho para empresas especializadas, clientes 'especiais' e críticos 'especialistas'. Quem pensar que, mesmo na América, é possível transformar isto num mercado de massas, esquece-se de duas coisas importantes: a falta de massa crítica...e de massa!...

E ainda a habitual ‘paz dos cemitérios’ (comparado com o bulício da feira) que se fazia sentir no Venetian, onde foi exibido o High Performance Audio, que é a nossa razão de existir, com as versões Mkx dos mesmos modelos de amplificadores, colunas e DACS do ano passado, com algumas honrosas excepções.

Agora todos concordam comigo, de Ken Kessler a Jeff Fritz. O highend na CES acabou! Acontece que eu já tinha vaticinado isso mesmo em 2011! Vejam este video da CES 2010, que mostra como nos corredores e nas salas do Venetian, as poucas pessoas presentes são os próprios expositores, a andar de um lado para o outro e na conversa entre eles para passar tempo...

CES 2017 - foto galeria de Leo Yeh

All photos courtesy of Leo Yeh My-Hiend-com

Costuma dizer-se que o que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas. Ora, acontecem cada vez menos coisas interessantes em Las Vegas. Mas um acontecimento marcou o 50º Aniversário da CES: o anúncio do streaming da Tidal em HD/MQA, sem aumento de preço (por enquanto…) para todos os assinantes da Tidal HIFI.

Assim, preparámos um vídeo de cerca de 10 minutos, onde JVH explica tim-tim-por-tim-tim como se faz para ouvir som de alta resolução com processamento MQA, quer tenha um DAC compatível com MQA, quer não. Sim, porque a Tidal foi simpática e disponibiliza gratuitamente com a App Tidal Masters o software de processamento MQA.

Ora veja:

Nota: um esclarecimento técnico adicional. Tanto faz ter um DAC MQA-ready, ou não? Com um DAC convencional, a resolução do conversor MQA da Tidal App está limitada a 96/24. Com um DAC MQA-ready, o limite é o do próprio conversor. No caso do Explorer V2, é 192/24. Mas há conversores DAC/MQA com resolução até 352/24. Neste caso, o disco será reproduzido via streaming na resolução nativa, desde que o 'Passthrough MQA' esteja activo, ou seja: o software de descodificação da Tidal esteja desactivado, fazendo-se o processamento no DAC (ver video).

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