audioshow 2017 - full report

audioshow 2017 - parte 6 - final

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Ole Klifoth era um homem feliz. As suas Audiovector R11 Arreté pareciam estar a ter enorme sucesso junto de um público eclético que tanto apreciava música clássica, como dançava ao som dos Led Zeppelin, e isto independentemente da idade.

‘As pessoas não vêm só para passar o tempo. Gostam de apreciar, querem saber coisas sobre os produtos, mesmo quando é óbvio que não têm capacidade financeira para os comprar. Mas já é um começo…’

‘Porquê ‘Arreté’?, perguntei-lhe porque estava a pensar no termo francês ‘arrêté’ e não fazia lá muito sentido para mim, pois seria a acção de parar um movimento.

Riu-se com a simpatia de um professor que tira uma dúvida ao aluno:

‘Ah, isso, pois, a palavra vem do grego Arete que significa ‘excelência absoluta’ e está associada também a virtudes morais, à coragem e à eficácia. E nós achamos que a R11 tem isso tudo. Estão aqui 35 anos de estudos e experiências. É o expoente máximo das nossas capacidades: Arete, portanto.

‘Adoro os ‘tweeters AMT, fizeram algumas alterações ao original?’

‘Sim, a patente AMT está agora aberta, pelo que ajustámos a tecnologia de transdução aos nossos objectivos, nomeadamente as câmaras abertas para dar mais ‘ar’ ao agudo. ~

Numa caixa elegante em forma de lágrima para eliminar paredes paralelas, optámos por montar 8 woofers em linha, porque consideramos que é a melhor forma de acoplamento com a sala e é esteticamente muito mais discreto.

Estas são vermelhas, mas pode-se encomendar em cor de madeira natural, ou em acabamentos titânio e alumínio. E são feitas à mão na Dinamarca' – e não na China, daí o preço de 200 mil euros, pensei.

Sven Boenicke posa junto das W11 e W5.

Sven Boenicke posa junto das W11 e W5.

Sven Boenicke é um jovem suíço desde sempre ligado à música, quer como músico clássico, quer como produtor de discos.

Quando falei com Sven Boenicke, tinha acabado de assistir à apresentação das suas colunas W11 e W5 na sala da Ultimate Audio. E escrevi na altura na reportagem do Hificlube:

‘…a surpresa veio das liliputianas W5. Parafraseando o genial Carlos Tê, cantado por Rui Veloso, na Valsinha das Medalhas, nunca (ou)vi ‘uma coluna tão pequena e com tantos peitos’…

A W5 é uma coluna de 3 litros, que pôs toda a gente à procura do ‘subwoofer’ na sala. As W11 também já tinham enchido a sala. Mas, enfim, essas sempre têm um ‘woofer’ montado na parede lateral interior. Agora as W5 onde vão buscar aquele peito todo? Ao ver o labirinto interno das W11 exposto sobre uma mesa, ainda pensei: ‘Espera, isto deve funcionar como uma linha-de-transmissão’…

‘Não, tanto as W5 como as W11 são do tipo reflex’, explicou Sven. ‘A matriz interior tem duas funções: aumentar a rigidez e eliminar ondas estacionárias. Aliás, a W13 até é do tipo fechado com baixo-activo’.

Com amplificação Classe D, claro?, quis saber.

‘É verdade, utilizamos os módulos da Powersoft, uma companhia italiana, são os melhores’ afirmou Sven, quando lhe perguntei se utilizava os Hypex ou NCore, como toda a gente.

Curiosamente, os Powersoft são os mesmos módulos utilizados no amplificador digital Wadia Intuition 01 de que eu gostei imenso (clicar no nome para ler teste).

‘Sim, são muito bons e não só para o grave, para o médio e agudo também…’ concordou Sven.

A próxima pergunta era inevitável. Porquê a madeira no cone dos altifalantes de médios? O que se procura hoje em dia com os novos materiais não é o máximo de rigidez e o mínimo de massa?

‘Bom, a massa é muito reduzida, pois a madeira é leve. Já quanto à rigidez eu acho que o caminho é exactamente o contrário, como a B&W já chegou à conclusão também. Um cone flexível funciona como, e cito, ‘a band mode radiator’ e não com o proverbial ‘movimento de pistão’. A principal vantagem é que não se torna direccional à medida que a frequência sobe: ‘no beaming with rising frequency’. O tweeter atrás completa a resposta polar. Quando ouvimos lateralmente, a imagem mantém-se estável ‘because the back tweeter takes over’.

E quanto aos acabamentos, Sven, há outras versões?

‘Nós temos as versões standard e as especiais, mas isso tem a ver com o ‘tuning’ interno, as especificações são as mesmas. Nas versões superiores da mesma coluna, até utilizamos acessórios da Harmonix, que são muito caros. Mas já achamos, por exemplo, que o polimento e o verniz externo prejudicam o som…

Conclusion: ‘Sven Boenicke thinks out the box to achieve an out of the box sound’.



Sorteio do Hificlube

Até às 23h59 de hoje, dia 12 de Março, ainda pode candidatar-se a um dos 7 prémios oferecidos pelo Hificlube, com a amável colaboração dos principais distribuidores nacionais.

Clique aqui para ler o regulamento e conhecer os fabulosos prémios que temos para si.

Sala Ajuda III Ajasom Ole Klitoth e as Audiovector 11 Arrete (1)

Sven Boenicke posa junto das W11 e W5.