audioshow 2016

audioshow 2016 - parte 4 -support view



SUPPORT VIEW


Sala Galveias


Unison Research Unico CD Due


Pro-Ject Audio Xtension 10 Evolution


Unison Research Sinfonia


Tannoy Definition DC8 Ti


Nota: ouvir de preferência com um bom DAC/Head amp e auscultadores ou ligado ao seu sistema de som doméstico. Para melhor apreciar as fotos visualize em HD2K ou 1080p e em full screen.

Com um plantel bem estruturado de marcas muito conceituadas no mercado de hifi ao alcance da maior parte das bolsas, ao contrário, hélas, do que sucede com o nicho do highend, no qual os preços atingem níveis irreais, e os produtos são muito apetecidos sobretudo porque quem não os pode comprar (vejam-se as longas filas para os ouvir), a Support View optou por uma exposição estática na Sala S.Bento com modelos acessíveis da Pro-Ject, Cambridge Audio e Tannoy (ver reportagem fotográfica aqui).


Na Sala Galveias, demonstrou o sistema em epígrafe. As gravações com som directo do sistema que pôde ouvir no slideshow acima foram efectuadas no final da tarde de Domingo, quando a sala tinha já pouca gente, a porta estava aberta e o som relativamente baixo.


Na primeira faixa, ouve-se em fundo, não só a música que passava numa sala próxima, como o burburinho de pessoas que conversavam no corredor, e alguém que tosse mesmo atrás de mim. Isto até é uma coisa boa, porque é a prova de que, nesta como em todas as outras gravações, não utilizei qualquer disco ou registo comercial, apenas o som directo tal como chegou ao microfone vindo das colunas de som.


E o que se ouve é um sistema honesto que, se não atinge a relativa perfeição dos supersistemas highend, também não custa os olhos da cara, embora tanto o amplificador como as colunas não custem propriamente ‘peanuts’.


A Unison vem na linha do som quente e afável da grande tradição do áudio italiano, e isso está patente nesta (re)interpretação de St.James Infirmary, uma canção tornada famosa sobretudo por Louis Armstrong, aqui a cargo dos Baba Blues, um grupo sueco pouco conhecido mas com evidente capacidade artística.


O som estava baixo mas a coerência de fase proporcionada pela concentricidade do altifalante full-range da Tannoy, que garante a fonte pontual do som, daí a precisão da imagem estéreo, permitiu-me mergulhar com confiança no palco sonoro.


O woofer, que entra aos 250HZ, é complementado por um modo de carga reflex para mergulhar nas profundezas telúricas e pode, em certas circunstâncias, incompatibilizar-se com a zona de frequência de ressonância da sala, como foi o caso aos 40s da primeira faixa, um conflito acústico que foi rapidamente controlado pelo módulo amplificador/coluna, o que denota um bom factor de amortecimento para um amplificador a válvulas.


Como cada sala é uma sala, a Tannoy fornece tampões de espuma para controlar a saída do pórtico, algo que eu aprendi com eles quando visitei a fábrica já lã vão uns 20 anos. E resulta!


De uma maneira geral, a análise espectral dos registos, expurgada dos efeitos deletérios da sala, permite-me especular que estamos na presença de uma coluna com resposta muito linear e uma extensão inusitada do grave para o porte e dimensão (30Hz!). Não admira que tenha conseguido excitar um modo de ressonância da sala centrado nos 40Hz…


Seguiu-se uma surpresa. O assistente simpático que me acompanhou (não sei o nome, peço desculpa) abriu um LP dos Supertramp ‘Crime Of the Century’, uma reedição da AM Records com a capa ainda a cheirar a tinta, colocou-o no prato do xTension 10.


Logo soaram os primeiros acordes the ‘School’, que me trouxe à memória o tempo em que tinha na minha colecção a versão de ‘Crime of the Century’ da Mobile Fidelity, que ofereci a um amigo e agora vale umas centenas larga de euros. Disparates que fazemos na vida…


As Tannoy DB8 Ti portaram-se à altura, tanto na reprodução da ‘atmosfera’ e ‘ambiência’ da abertura da faixa, ambas recriadas em estúdio, como no desenvolvimento rítmico da percussão sobre a qual galopa uma linha de baixo urgente e sincopada mas ordeira, sem se perder a presença única da voz peculiar de Roger Hodgson. Muito bem.


Não é preciso ser (muito) rico para ser feliz…


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