2010

Audioshow 2010_ Sons De Luxo Em Ambiente Requintado: De Audio Team A Zen Audio+vila Galé

Audioshow 2010_ Sons De Luxo Em Ambiente Requintado: De Audio Team A Zen Audio+vila Galé
O PALÁCIO DO SOM
 


 
 
A edição vídeo é lenta, ao contrário da edição fotográfica. Assim, para que os leitores possam ficar desde já com uma ideia do que se pode ouvir no Hotel Palácio, no Estoril, o Hificlube fez uma primeira volta rápida, hélas, sem conseguir parar em todas as estações. À medida que as fotos da salas em falta e os videos estiverem disponíveis serão adicionados de imediato. Volte, pois, com frequência a este espaço, e vai encontrar algo de novo todos os dias, quando não mesmo a todas as horas.
 
Os comentários serão tão breves quanto a minha passagem pelas salas. Visita de médico, diria a minha avó. Bom, hoje em dia, ainda é pior, porque o médico já não se desloca a casa, somos nós que temos de ir ao consultório. E eu fui lá para vos contar como foi.



É também este o meu conselho aos 'pacientes' do aúdio: uma visita ainda que rápida à 'clínica' de luxo do Hotel Palácio. Aqui não há greves de médicos e enfermeiros, e trabalha-se no Domingo.



Há quem saia de lá melhor, porque lavou a alma e limpou os ouvidos; e quem saia de lá pior, porque vai ficar com sintomas de abstinência. Ouvir 20 sistemas diferentes, em curto espaço de tempo, pode dar 'ressaca', especialmente, quando em casa não temos nenhum sistema que sirva de paliativo. Para a curar, nada melhor que voltar lá no dia seguinte. E Domingo, 21 de Março, é o último dia.
 
No Palácio do Estoril, há sons para todos os gostos, embora não, hélas, para todas as carteiras. Como sempre acontece, no primeiro dia, com os motores frios, nem tudo soa de acordo com as nossas expectativas, e quanto mais altos os preços mais goradas ficam. Isto apesar de os distribuidores nacionais serem dos que mais se preocupam com o desempenho real dos sistemas em demonstração. E eu sei do que falo.
 
Assim, ouvi por lá sons muito promissores. Ou, pelo menos, aquilo que se convencionou designar por: de elevado potencial. Um 'potencial' que não é necessariamente sinónimo de... potência. Nada, ou quase nada, é novidade para quem acompanhou a reportagem do Hificlube na CES 2010, em Las Vegas, que está integralmente disponível para consulta. Mas uma coisa é 'ler como toca' (ou ouvir tocar, no caso dos vídeos), outra é poder tocar-lhes... literalmente.
 
AJASOM





 
Nagra PL-L, MSA, Avalon Aspect





O gira-discos estava a rodar em seco: o som tinha origem num disco rígido...




Salas Sintra e Eden, dois nomes bem apropriados para o que se ouvia por ali. O que é notável neste distribuidor, além da excelente carteira de marcas representadas, é a capacidade para apostar simultaneamente no passado glorioso do áudio analógico e das válvulas e no futuro radioso (?) dos servidores como fontes privilegiadas de sinal musical. No Eden cantavam as Avalon Aspect, que já vos tinha apresentado, em Las Vegas 2009, com amplificação Nagra: a novidade eram os amplificadores Nagra MSA, que debutaram na CES 2010.
 







Amarra, Ayre, Modul


Em Sintra, a surpresa das brancas Modul e o fascínio do software Amarra, que me deixou amarrado. O melhor som de servidor do Audioshow: transparente mesmo a 44, 1kHz. Será que me vou converter ao iTunes?...
 



 
Ajasom: presente e passado, válvulas e servidores, e colunas Vivid com design futurista.




 
AUDIO TEAM
 



Rega P-3, Rega Brio, Rega Apollo, colunas XTZ 


 
Só há uma coisa que irrita Jorge Alves: a Cril, ou será a Crel? De resto, a música é o seu refrigério. E o das pessoas que o visitam, e que ele recebe como aqueles farmacêuticos de antigamente, que não vendiam só remédios para o corpo, queriam saber também o que nos ia na alma. O ideal para si é ouvir Ella e Armstrong. Vá lá acima, que eles estão lá. E não é que estavam mesmo!...
 
 



Hello, Ella; Hi Louis...
 


B&W ESPANHA/VIASÓNICA
 






Classé/B&W

 
 




Embora o diamante lhe dê o nome em casamento, foi o grave que melhorou substancialmente na nova série da B&W.
 










 
Noutra sala da Viasónica, ouvi um dos sons mais cristalinos do Audioshow 2010, cortesia de um amplificador integrado Continuum da Jeff Rowland e um par de colunas B&W 805 Diamond. Bom, a fonte era dCs, e isso ajuda - muito...

 

 CENESTESIA
 
 



 
Música das arábias na tenda da Cenestesia
 
A Cenestesia voltou a surpreender pela imaginação. Quando toda a gente tinha de se preocupar com as ressonâncias e os (maus) 'modos' das salas, resolveu montar a tenda no jardim e fez a boda de casamento com o público com música ao vivo, cortesia de um fabuloso sistema que tinha como rosto as belas Sophia.  
 
 



 
João Pedro atento aos desejos do cliente audiófilo. E se ele gosta de LP, maior é o sorriso...
 
 



 
Amplificação Audio Research (e um subwoofer da Descent da ML) para compensar a 'falta de paredes'. Um som transparente, vivo, com dinâmica e alegria, de génese sobretudo analógica que atraía audiófilos como a luz atrai borboletas... 
 
DELAUDIO
 



Numa sala recheada de arte, a Delaudio completou-a com o seu catálogo de arte audiófila: Esoteric, Pass, Monitor Audio. E o segredo de um som transparente: Black Audio Cables.

 
 

 


 


 
Delfim Yanez está apaixonado. Só pode ter sido feitiço: dos Black Audio (Magic?) cables. Acontece que aquilo pega-se: o melhor som da Delaudio em audio e hifi shows. E as PL200 nem sequer são as topo de gama. Os Pass e os Esoteric não precisam de mais elogios, claro. Mas desta vez, fiz algo de muito raro: ouvi um disco meu. E a transparente profundidade da imagem, a precisão espacial, só podem ser magia...negra.
 



DELMAX

 
Uma linha avançada da Imacústica, em Lisboa. Duas salas contíguas com dois sistemas 'compráveis' e agradáveis. Oiça-se com auscultadores e pasme-se com o som do piano. 
 

 
 



As Sonus Faber Liuto c/ amplificação Krell S300i e fonte Audio Analogue Maestro. O som fala por si.

 
 




 



A Micromega volta a Portugal pela mão da Imacústica via Absolute Sounds. Com colunas ProAc Response D 18 . Quando simples não significa humilde...
 
 

Para quem não atingiu ainda 'o ponto de não retorno', que corresponde na medicina audiófila à exposição prolongada a produtos 'radioactivos', como as Magico Q5 e os DarTZeel NHB-458, que tocavam na sala Bridge, este tratamento é quanto basta para a maior parte das situações.
 
Aliás, na ala poente do Palácio, havia curas milagrosas com sistemas minimalistas de preços aceitáveis até pelos padrões da Caixa de Previdência. O que não é o caso do sistema em demonstração na Imacústica. Aqui estávamos perante uma situação de medicina de luxo em clínica privada e exclusiva nos Alpes suiços. Só para quem pode...
 
IMACÚSTICA
 


Magico Q5 (full metal jacket) e DarTZeel NHB-458. Portugal na rota das grandes apresentações mundiais de highend.
 

 
Uma das cabeças de cartaz do Audioshow 2010. Vindos expressamente de Las Vegas, um par de DarTZeel NHB-458 alimentava a pão-de-ló um par de Magico Q-5, na sala de Bridge, que é um jogo de estratégia e inteligência, jogado em equipa.
 



Ricardo Franassovici, Absolute Sounds/Imacústica, dá o corpo e a alma pelas marcas que representa. Passou horas a tocar discos e a dançar ao som da música...

 
 
Nos comandos, Ricardo Franassovici, que fez uma autêntica OPA sobre a Magico, e apostou em força no mercado audiófilo. Ricardo nunca se enganou, e raramente tem dúvidas. Assim, ter a Absolute Sounds (ou a Imacústica, em Portugal) como distribuidor é meio caminho andado para o sucesso de uma marca.
 
As Magico Q-5 são um um tour-de-force e os NHB-458 um touro-de-força, algo que não se pensava possível num amplificador concebido para ser subtil, delicado e fiel aos timbres.
 
Ricardo gosta de carregar no pedal, e os mostradores fluorescentes dos DarTZeel, que nos dão a leitura em tempo real da potência dissipada em RMS e em potência de pico, andavam loucos estrada abaixo, estrada acima.
 
Knock, knock on Heaven's door, the Antony and the Johnsons, soou poderoso ao mesmo tempo que mantinha todas as nuances do timbre peculiar da voz de Antony. Em vernáculo audiófilo, o grave podia ter um pouco mais de tensão e controlo, e o agudo soava algo áspero aqui e ali. Fui dar uma volta, e quando voltei, a porta estava fechada, enquanto os especialistas operavam uma mudança de cordões umbilicais.
 
Tenho de lá ir no Domingo, para ouvir os resultados da operação. Até porque no cartaz ao fundo está uma frase minha (retirada do contexto) onde se afirma que as Magico são...perfeitas.
 
No Sábado, estive ausente. Havia aniversário na família, e a família é o único e verdadeiro sistema highend, aquele que me faz vibrar: a mãe, a esposa, os filhos, a nora o genro e, claro, o neto, todos juntos, em comunhão, são mais importantes que qualquer show.
 



Ricardo Franassovici vive o hifi com a mesma paixão que vive a vida: entrega total e absoluta, na busca do absoluto

 
Mas chegaram-me relatos de autêntico êxtase audiófilo nas audições na Sala Bridge, da Imacústica. Ricardo Franassovici levantou-se às sete da manhã para afinar o sistema e seleccionar a música! E de tal forma caprichou na selecção que houve quem saísse de lá em lágrimas. Bater à porta do Céu deixou de ser uma metáfora poética para se tornar realidade. Pessoas, que considero isentas e até algo arredias em relação ao 'metal', como invólucro da música, confessaram-me off the record que nunca ouviram nada parecido em termos de macro e micro dinâmica.
 



 
Hervé Deletrez: adoro o país, adoro as pessoas, a comida e o som dos NHB-458 com as Magico Q-5. Melhor é impossível...

 
Hervé e Yair, que nunca tinham trabalhado juntos, ficaram surpreendidos com a empatia, a sinergia, a paixão avassaladora do amplificador NHB-458 pela Magico Q-5.
 
Perante tais relatos pessoais, telefonemas e emails, achei que tinha de conhecer melhor, não apenas o amplificador (que, frise-se, vi nascer em Las Vegas em 2009, ainda com o cordão umbilical por cortar) e as colunas (que me tinham 'provocado' na CES2010), mas as pessoas por trás deles. Telefonei a Ricardo Franassovici e marcámos um almoço conjunto no Porto de Santa Maria. Eu dava a provar a Hervé e Yair a o nosso Queijo da Serra, o vinho do Douro e o robalo 'ao sal', e eles retribuíam com uma audição privada antes da abertura do Audioshow, no Domingo.
 



Yair Tammam, Magico: adoro tudo em Portugal, não podia estar mais feliz por ter sido o primeiro país europeu a ouvir as Q-5 ...

 
 
Infelizmente, com enorme desgosto de todos os envolvidos, e eu em especial, não foi possível por razões técnicas não especificadas, garantir o mesmo elevado nível de performance atingido na véspera, e a Imacústica decidiu corajosamente terminar as audições, pelo que logo ali marcámos um encontro audiófilo para o Porto ou para Munique. Tal como os grandes artistas, quando se atinge um patamar muito elevado, é preferível cancelar o concerto a defraudar as expectativas dos fãs.
 



DarTZeel NHB-468
(Quando for grande quero um par destes amplificadores na minha sala de audição...JVH)
 
Felizes os que puderam estar lá no Sábado, ao fim da tarde, quando os DarTZeel e as Magico se envolveram em público, num longo abraço de paixão infinita, a que só alguns privilegiados puderam assistir. Como eu não estive lá, abro esta tribuna aos presentes que pretendam apresentar o seu testemunho.
 
Primeiras reacções:
 

Nem sei como iniciar um relato que para mim apenas teve uma paragem (se bem que visitei tudo) mas um show no meu entender tem a obrigação de surpreender e agradar, no meu caso e com a expectativa que já vinha mantendo há algum tempo, o conjunto H458/Q5, até pode ser um pouco de sugestão mas poucas vezes me senti tão ligado a um contexto audiófilo e tão bonito.



Estive no Sábado toda a tarde ao inicio com um pouco de desilusão estava á espera de algo... mágico, no entanto por volta das 21,00h quando regressei após repasto, algo de grandioso estava para acontecer, a coerência e a beleza era digna do céu, a escolha musical também ajudou “rapsódia húngara, de Liszt”.



Ouvimos também uma deliciosa versão do 'la vie en rose...' , pelo Jack Nicholson fabulosa que eu muito gostaria de ter.



Foi de facto um momento muito especial, por mim valeu todo o show, apreciei também o orgulho e a vaidade incontida do pessoal da Imácustica, que mereceram todos os minutos de satisfação dos presentes que nem eram muitos mas estavam muito felizes.



Já só saí quando me puseram na rua...



Joaquim Verdasca




Eu não saí de lá em lágrimas, mas a chorar de raiva por dentro, por não ter nascido rico. Com eu gostava de ter um sistema daqueles. É que tudo o resto me soou a hifi. Não sabe o que perdeu por não ter estado lá no Sábado, meu caro JVH. Provavelmente foi algum problema com a corrente eléctrica do hotel, porque aquilo batia nos 600W, ou pelo menos era o que parecia surgir no mostrador do sítio onde eu estava!
 
Rafael Lourenço
 
 
A mais poderosa demonstração de potência não-artificial que ouvi em CD. Você costuma dizer que Domingo é dia-santo. Olhe, desta vez, foi no Sábado...
 
 
António Marques
 
   

MEGAUDIO 
 
 




Megaudio made in Portugal by Rui Pinho

 
As colunas Keops são construídas em granito (foi você que falou em controlo de vibrações?), o amplificador é um Megaudio de 60W/ch, prévio C7 (?) a válvulas. Rui PInho é um guru nacional a que msó falta o reconhecimento internacional. Mas isso é um mal de que padece Portugal. O nosso vinhos são óptimos mas nos States ninguém os conhece para lá do Porto e do Mateus Rosé... 
 
Na Megaudio, a música ouvia-se assim:
 



 
Sala da Megaudio ao vivo
 
NAIM AUDIO
 
A Naim Audio já teve vários distribuidores em Portugal, e acabou por ir parar a Espanha. Será este o nosso destino, a Iberia de Saramago?
 



 
Aparentemente o nosso mercado não justifica um distribuidor local. Mas a verdade é que eles vêm cá vender o produto. E até são simpáticos. Tanto que o ajudei a corrigir o cartaz para... português! O som estava um bocadinho 'brilhante' to say the least...
 
 
SOUNDECLIPSE
 



Leema Audio:  Fonte Antilla II, Prévio Pyxis, amplificador Altair IV, colunas Kudos X2

 
 





Leema Audio ao vivo na Soundeclipse



E quando se pensava que o nosso mercado já não aguentava mais marcas novas, a Soundeclipse tira a Leema Audio da cartola. O prévio Pyxis tem algumas características curiosas. Além da entrada USB c/ DAC interno, o sinal é transmitido por meio de cabos especiais ´com a tensão máxima para evitar interferências, sendo atenuado no amplificador.
 
 
SUPPORTVIEW
 



Supportview: um projecto em marcha

 
 
Paulo Cardoso foi a Lilliput buscar a amplificação para provar que os amplificadores não se medem aos palmos. As miniaturas da ProJect não minimizaram o som das guitarras...

 
 
 
TRANSOM
 



Fonte AMR CD77, Karan KL/450, Canton Reference 9.2

 



AMR CD-77 c/ válvulas no andar de saída e chipset Philips multibit - o último dos Moicanos...

 



 
 
O que mais há a dizer sobre Rui Calado? Quando sistematicamente consegue 'tirar' grandes sons de salas pequenas e atrair os amantes do áudio com uma selecção eclética de música variada, a verdade é que não há coincidências. E não, não é sorte - é trabalho, é saber de experiências feito...
 
 
VIDEOACÚSTICA
 



 
Ken Ishiwata voltou a um lugar onde foi feliz para encontrar os seus discípulos. A importância de um show também se mede pela presença de figuras proeminentes no panorama audiófilo internacional. Sala cheia para ouvir Ken e a sua música.
 
 




Ken Ishiwata durante a sua palestra audiófila. Público atento e ávido de prazer musical. Terão alguns deles lido o meu teste dos KI-Pearl? Espero que sim. Nada como ouvir para confirmar...


 





Na outra sala da Videoacústica, os poderosos McIntosh vestiam a pele sonora do Gladiador que surgiu no ecrã em altissima definição na penumbra matinal, deixando transparecer no rosto de Russel Crowe toda a convicção e angústia que antecede as grandes batalhas. Powerful stuff, indeed!
 
 
 
ZEN AUDIO/RUI BORGES/SONATA


 
Miguel Paes rodeou-se do passado que é presente e do presente que é futuro. De um lado, o classicismo do gira-discos Uno, de Mestre Rui Borges. Do outro, a desconcertante funcionalidade do Sonata Touch, um monitor de controlo de music server, que pode aceder aos arquivos via internet, e coloca a música na ponta dos dedos através do iPod ou do iPhone, por exemplo.







Sonata Touch, a touch of the future

 



 
Wireless digital audio. What else?...
 
Mas, segundo informa o Miguel, não é dele a responsabilidade do Tchaikosky que se ouve no vídeo mas sim de um disco rígido directamente ligado ao DAC Blacknote DSS. Brave new world, indeed!...
E, sim, é verdade que há distorção nos picos por overload do microfone da câmara. E, não, a distorção não é culpa do Lyngdorf e das Giulia.
 

 



Do Uno já falámos muito, até porque é um instrumento musical perene, que não sofre da síndrome do upgrade tecnológico constante, apesar da novidade do braço Reed 2A. De tal forma que o vídeo do Rui Borges a explicar o seu funcionamento é o 2º mais visto de sempre no Hificlube, até em países tão inverosímeis, em termos audiófilos, como o... Líbano!

Mas a “loja” é da Zen Audio e o tradicional som Xavian voltou a tocar à altura das minhas expectativas agora com as Giulia alimentadas por um integrado da Lyngdorf depois de o ano passado terem debutado de braço dado com um integrado da Davidoff, que eu confundi com...válvulas. 


VILA GALÉ


No tempo dos romanos (ainda se lembram do Ben-Hur?) quem se portava mal era condenado às galés e tinah de remar contra a maré. Por opção (ou imposição?) comercial a Delaudio, Ultimate e TopAudio (havia ainda mais uma sala de exposição da SupportView) demonstraram os seus equipamentos no Hotel Vila Galé, que fica ali a dois passos do Palácio.


Em todo o mundo, o “main event” tem sempre mais público que os “side events” (veja-se o caso do The Show, em Las Vegas). Contudo, alguns fabricantes preferem “expôr” por conta própria nos hotéis vizinhos. Sai mais barato e podem optar por salas maiores e, muitas vezes, com melhores condições acústicas. Neste caso, optaram, ou tiveram de optar, por manter-se dentro do “show” mas numa exposição paralela. Achei estranho a TopAudio ter cedido a sala do ano passado, e a Esotérico – um dos distribuidores  “fundadores” do Audioshow - não ter participado nesta edição, assim como a Luz&Som e a GP Audio, de Luís Pires, depois do sucesso da CES 2010 (o video mais visto de sempre no Hificlube), mas qcada um terá as suas razões e não me vou alongar mais sobre o assunto.


Só lá pude ir no Domingo, e havia ainda assim um número razoável de visitantes, portanto parto do princípio que quem participou ficou satisfeito com a opção que fez.


DELAUDIO





Colunas Monitor Audio Silver RX6, Primare I 21, CD30, Thorens TD309, célula Denon DL103.

 


A razão da aposta da Delaudio na Primare salta aos ouvidos. Digamos que a Primare se encaixa bem na categoria de highend acessível: a construção, a imagem do produto, a funcionalidade e o som completam-se. Para pôr a tocar e ouvir sem outra preocupação que não seja o “sentir-se bem”, mesmo – ou sobretudo – quando se ouve “blues”...
  
ULTIMATE AUDIO

Quando se pensava que o mercado estava saturado, a Ultimate tornou-se muito rapidamente num dos pesos pesados da distribuição nacional de componentes highend, aproveitando algumas das poucas grandes marcas que ainda não eram (ou tinham deixado de ser, como é o caso da Kuzma) distribuidas em Portugal.


A surpresa foi a opção pelas belas e poderosas TAD Reference One (em associação com a Pioneer) em detrimento das Ascent, que tão bem tinham tocado no Still Vinyl 2009.
 
 



Novidades na Ultimate Audio: AMR, Vitus Audio, Sorensen, Kubala-Sosna

 
 
Apesar da inegável qualidade da Ascendo, sobretudo o ribbon tweeter, as TAD estão, de facto, noutro patamar, em termos de macrodinâmcia e escala do palco sonoro, e foram muito bem acolitadas, via cablagem Kubala-Sosna, por outra novidade no nosso mercado, a electrónica Vitus, de origem dinamarquesa.




 
Com o menu alargado de fontes à escolha, ouviu-se LP com o conjunto Kuzma Stabi XL/FourPoint/Dynavector XV1S, prévio phono PH77 da AMR; CD/SACD com o Playback Designs e matrizes digitais de alta resolução (até 24/192 via Playback Designs), cortesia de um Media Center Sorensen Digital, do nosso Lynn Sorensen, um arquitecto do som.
 





Não sei se foi instalado algum upgrade no Playback, desde que eu o testei, mas foi o som de que gostei mais. Claro que isso depende do momento, dos discos, da nossa localização na sala, mas, contrariando a maior parte dos visitantes, e à revelia de experiências anteriores, eu desta vez preferi marginalmente o CD ao LP. Alinhamento, VTA, carga da célula Dynavector?

TOPAUDIO


Com propriedade se pode dizer que a TopAudio foi mandada para um “exílio dourado” no Vila Galé.





Exposição conjunta da Bladelius



A sala era enorme, tendo parte dela sido aproveitada para exposição e demonstração por um parceiro espanhol, distribuidor da Bladelius (não tive oportunidade de ouvir).
 
 



Sistema Chord/Focal Scala Utopia

 
No outro extremo estava aquilo que me levou lá: o sistema Chord/Focal, tendo como fonte o versátil Indigo, em cujo peito bate um coração digital DAC64 (última versão com um poder de computação inimaginável há apenas alguns anos). Ficou agendada uma audição “hands-on”.
 





Um público atento ouvia Stimela na sala da Topaudio


A sala não sofria de aparentes modos de ressonância. Terá Jacques Mahul incorporado em segredo os conhecimentos acústicos obtidos com a tecnologia EM, em princípio só disponíveis nas Stella Utopia EM e nas Grande Utopia EM, também nas deliciosas Scala Utopia? De facto, não havia bum nem “boom”. Ou então foi o resultado da arte que as Scala têm de “dobrar a espinha”, em respeito ao ouvinte, e à semelhança da mãe Utopia, que espreitava os rebentos, calmamente encostada nos cantos da sala.


Amplificação Chord 4000E/6000 Ref, cablagem Harmonic Technology.


 



Audioshow 2010 Sons De Luxo Em Ambiente Requintado: De Audio Team A Zen Audio+vila Galé