2009

Ces 2009_pág 6_ Gira-discos E Válvulas: De Redwine A Ypsilon

Ces 2009_pág 6_ Gira-discos E Válvulas: De Redwine A Ypsilon
REDWINE









Red Wine Isabella





Já tinha gozado com esta marca, por me ter lembrado daquela história da água polarizada do Peter Belt, que se bebia antes da audição e tudo soava melhor, segundo Jimmy Hughes, que, segundo consta, também consumia “fumos” polarizados. Um dia propus ao Peter Belt - num desvario intelectual, apoiei-o durante algum tempo - que optasse por tinto em vez de água. Mas na Red Wine não havia tinto, nem vivalma, o que havia era um curioso prévio a válvulas com fonte de alimentação a baterias chamado Isabella e o DAC, também a baterias, de seu nome Isabellina.
 
 



WLM Acoustics Sonata


 
 
Contudo, o que estava a tocar quando eu cheguei era o integrado WLM Acoustics Sonata, também a válvulas (mas não a baterias, claro...) com Autobias, e as colunas La Scala. Tá visto que na Red Wine se gosta de tinto Chianti e de nomes de italianas. Mas nem isso atraiu os clientes. Da próxima vez que alguém disser que os nossos shows têm poucos visitantes, eu mando-os dar uma volta a Las Vegas, em especial ao The Show...

ROGUE AUDIO





Rogue Audio Apollo+Eggleston 9




Apollo, assim se chamam os novos monoblocos que alimentavam as Eggleston 9. Sala tratada, som elegante. Nada mal para uma marca cujo nome em tradução livre será, no mínimo, “malandro”. Assim sendo, esta é mais uma crónica dos bons malandros...




ROKSAN RADIUS 5
 
 


Roksan Radius 5
 


Visual transparente, e o som também, com a ajuda da famosa célula Decca/London Jubilee. No video podem ver-se ao fundo as montanhas de Las Vegas, com os cumes cobertos de neve. E nós no calor do Venetian a ouvir música...

 
 
THORENS
(Ver video em Media)
 
Há quem diga que uma marca só se pode considerar highend quando atinge a maioridade. Ora eu já conheço a Thorens desde os tempos em que passava as tardes na Valentim de Carvalho, isto muito antes do incêndio. O distribuidor agora é a Delaudio. Em Las Vegas apresentou o TD550, com chassis suspenso e braço com saídas balanceadas por apenas...11 000 dólares. Abra o video em Media para o ver girar e cantar...





TRANSROTOR
 
 



Transrotor Dark Star




Dark Star, assim se chama este garanhão negro de raça analógica. Estava apenas em exposição estática. Quanto basta para ficarmos com uma ideia do som: fogoso?... 




UNISON


 
 



Unison Giro






Sala Unison/Opera



Giro, não o das bicicletas, mas o dos discos de vinilo. Um gira-discos clássico e manual. Deliciosamente simples e elegante. Girissimo.




VINCENT


 
 



Vincent TAC V60





 


Sala da Vincent/TAC

 
 
TAC, não é tomografia, é Tube Audio Company. Assim se chama a nova companhia associada da Vincent. E o integrado TAC V60 é uma das sua primeiras propostas. Também lá estavam os powers híbridos Vincent SPT-800 que Dick Olsher, da TAS, considerou candidato a Produto do Ano. Não que eu me importe muito com o que o Dick diz, mas estavam a tocar muito bem.





VON GAYLORD

 





 
Uma das marcas mais esotéricas presentes no The Show. Lembram-se dos amplificadores com válvulas em jacuzzi de líquido de arrefecimento? Bom, Von Gaylord foi mais prosaico agora. Mas os amplificadores soavam igualmente...eh...líquidos...



VTL








Sala VTL/dCS/Verity








dCS Paganini

 
 
Mais uma grande marca americana (da famíla Manley). Havia VTLs em várias salas: na Scaena, por exemplo, e aqui com as Verity e fontes dCS Scarlatti e Paganini. O desempenho dos VTL é sempre acima da média mas - pelo menos com esta faixa, que se ouve no video - o som estava um pouco sibilante.





WAVAC
 




Wavac 833A tube
 


Desta vez estava tudo mais calmo (no The Show vivia-se a calma dos cemitérios), por isso tive tempo e sentei-me calmamente na sweet spot, na companhia do Rui Calado. Falta qualquer coisa naquele som (vida, energia, poder?), mas também há qualquer coisa no som que falta aos outros (!). Há quem diga que objectivamente é apenas distorção - muita. Subjectivamente, dá-nos uma visão interior do processo musical em curso que é rara e especial. Ver video em Media.




WIN ANALOG

(ver video em Media)



Inspiração oriental com sede na Califórnia, de Schwarzenegger. O prévio é o LS845a. Os amplificadores monobloco WA833A utilizam, como o nome indica, as estranhas 833A, do mesmo tipo das utilizadas pela Wavac. O som é, contudo, diferente da Wavac: mais vida exterior, menos substância interior. A válvula parece um saquinho de soro hospitalar. O balão de oxigénio necessário neste mundo de som comprimido? Este país não é para velhos...

YPSILON




Sala Ypsilon/Rockport
 

Os imponentes amplificadores verticais SET-100 alimentavam um par de colunas Rockport Aquila.






Ypsilon SET-100 (ao centro SET 100 VS)




O SET-100 é  um amplificador híbrido (apenas uma válvula 5842 no andar de entrada, o resto está a cargo de Mosfets – 16 pares em paralelo a funcionar em Classe A pura). Muito bom som, aliás as Rockport terão sido em grande parte responsáveis pelo resultado.








Black Box





A novidade residia na fonte: a Black Box, da Blue Smoke Systems, talvez o sistema computador/DAC com o som mais coerente da CES09. Ouvia-se Eric Clapton em Old Love. O som estava tão bom e diferente do habitual que eu acho que era o amplificador ao centro – e não os SET 100 híbridos - que estava a tocar: refiro-me ao SET100VS (valve stereo), 40W single-ended, com base em válvulas pouco usuais GM70.
 



Sala da Nordost/Ypsilon
 


A Nordost também utilizou um amplificador Ypsilon SET 100VS para alimentar as colunas Raidho Acoustics Ayra que são cabladas internamente com cabo Valhalla! O som estava igualmente muito bom. Eu diria mesmo estava excelente. Todos sabemos que os cabos não passam de banha-da-cobra e que os preços que pedem por eles são, no mínimo, escandalosos. Mas já que se paga que nos sirva de proveito: oiçam por vós próprios (o video é curto mas elucidativo) o que o deus Odin pode fazer pela música...
 
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VIDEOS DA CES 2009
 
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