2007

Comentários Dos Leitores Ao Artigo 'vivo Ou Morto'



(AO) VIVO OU MORTO?



Na sequência do artigo escrito, apenas adiciono um ligeiro condimento ao cozinhado se me fôr permitido. Nos dias de hoje, a '' Música '', ou espécie de música seja ela ao vivo , ou ao '' morto '' está um pouco como a Lili:



Conservantes, estabilizantes, todos os '' E '' e auxiliares tecnológicos possíveis e imaginários;
Poderão ser encontrados vestígios de música ao natural, bem como algumas peles ao natural, esta última no que diz respeito á Senhora Lili.



Já nada é ao natural, até a música, e imagem são alvos de '' hidrogenização sensorial '' tal como o que se come, ou seja, aos nossos sentidos chegam a Imagem e o Som em forma ''light''. O tratamento sónico, a remasterização, acho eu que é assim denominado, e a digitalização são de tal forma reciclados, cada vez que esses produtos se consomem, de seguida e de uma forma eficaz o tomar de imediato um antiácido espiritual se torna cada vez mais imperioso.



Fernando Barbosa



À sua pergunta 'O que distingue hoje um concerto ao vivo de um DVD?' a resposta parece-me óbvia: em casa podemos baixar o volume!



Depois de ter passado a maior parte de um concerto na Aula Magna, em Lisboa, com as mãos nos ouvidos, cheguei à conclusão de que o melhor é mesmo ficar em casa...



Até o defunto Ballet Gulbenkian padecia da surdez crónica que parece afectar a maior parte da nossa sociedade, desde os bimbos do “tunning” até aos representantes do mais High dos End em diversos Hi Fi Shows por esse país fora.



Resta-nos a velha receita de uma pequena e irredutível aldeia Gaulesa: salsa nos ouvidos.



Ricardo França