2006

Nuforce: Habemus Amplificator



1. Highend para iniciados com base em amplificação Rotel e as deliciosas B&W CM1, que voltaram a agradar-me com o seu grave articulado e cantante, médio definido “if slightly laid back” e agudo extenso e informativo;
Sala das CM1
As belas CM1 elogiadas pela Hifi Choice


2. Sala AV com amplificação Classé, colunas B&W804S e projecção DreamVision com processamento de imagem Cinemateq;
Sala de acessórios ArtAudio


3. Sala de acessórios com a novidade de duas novas marcas de suportes, com soluções engenhosas para plasmasc (e não só): Erard (motorizado) e Ionic;



4. Highend para inveterados com fonte Classe CDP 102, colunas B&W e amplificação Nuforce.
Alberto Silva monta o palco para a exibição dos Nuforce
Classé CDP102, prévio e amplificadores ref 9



NUFORCE: UMA FORÇA DA NATUREZA


Confesso que foi a curiosidade de ouvir os Nuforce Reference 9 que me levou lá. Os Nuforce utilizam uma variante de amplificação de Classe D, não sendo contudo amplificadores “digitais”, pois o sinal musical não perde a sua génese analógica. Não é este, contudo, o tempo e o espaço para descrever os aspectos técnicos do seu funcionamento, antes relatar as minhas primeiras impressões de audição:



Durante cerca de uma hora, ouvi vários géneros musicais e diferentes tipos de gravação, e o que me apraz registar é que, independentemente da classe de amplificação, os Nuforce são amplificadores com muita… classe: elevada transparência, sem excesso de claridade ou ênfase, e total ausência de grão (logo de fadiga auditiva: apetece ouvir sempre mais); graves articulados, entrosados e harmonicamente ricos, algo de muito raro em amplificadores com estas características e preço; elevada resolução e luminosidade dos registos médios com definição e recorte perfeitos; agudos informativos, extensos e doces. Aqui e ali notei uma ligeira dureza nos registos médio-altos, que atribuo às gravações e à coloração típica dos altifalantes de kevlar, por oposição ao painel electrostático das Summit, a que tenho os ouvidos talvez demasiado habituados. Também senti falta do poder e extensão do grave do conjunto Krell/Summit. Contudo, os Nuforce soaram-me quase sempre como se estivesse a ouvir os Halcro dm58: a mesma neutralidade e textura uniforme do espectro sonoro, com fantástica reprodução das vozes; maravilhosa ausência de modulação no agudo (no som das flautas, em La Folia, por exemplo), surpreendente riqueza 'cromática' (imagens acústicas ricas de 'cor' e forma) e incrível capacidade microdinâmica. Habemus amplificator!


Para mais informações:ARTAUDIO