2006

Krell, Martin Logan E Warner Brothers



A KRELL NÃO PÁRA


Dan D'Agostino não dá tréguas à concorrência. Ainda os últimos modelos da Série Evolution, como o 600, não acabaram a rodagem nos distribuidores por esse mundo fora, e já anuncia duas outras novidades: o Evolution 403, de 3-canais, como o nome indica, para aplicações AV, e o ultrapoderoso monobloco 900 que, diz-me a minha experiência krellística, ou será holística?, é menino para debitar 4KW de potência, numa carga de 2 Ohms! Ambos utilizam fontes de alimentação de 6000VA, ou seja, é coisa para apagar as luzes todas lá de casa quando se acende…


Além claro, da alimentação duplamente regulada, da tecnologia CAST e da topologia patenteada de “Cascata Activa”, que elimina a necessidade de realimentação negativa.
Blueprint do futuro Krell Evolution 707


Na forja está já o Evolution 707, que é a versão de processador multicanal do FBI, com 8.4 canais. E faz o upsampling de todos os sinais digitais para 24 bits com processadores a funcionar a 88MHz! Converte todos os formatos possíveis e imaginários de áudio e vídeo e vai ter entradas e saídas HDMI 1.3…


MARTIN LOGAN


Ainda é segredo de estado, embora um segredo seja uma coisa que se diz a toda a gente em voz baixa com a promessa de que não vão contar a ninguém. No HighEnd Show, de Munique, fui informado, por debaixo da mesa, que Gayle Sanders estava a desenvolver um projecto de electrostática integral para substituir a lendária CLS. Ainda não há fotos, mas o projecto já tem nome: CLX. Vai ser mais pequena (pelo menos mais estreita) que a CLS II aproveitando a maior eficiência dos novos painéis X-Stat. Deve ser uma coisa deslumbrante. Mas não estou a ver como a actual estrutura AirFrame vai impedir cancelamentos de fase nas baixas frequências. Talvez as CLX tenham umas abas laterais, junto à base da coluna. Estou em pulgas para as ver e ouvir em Las Vegas.



WARNER BROTHERS

Em colaboração com a New Medium Enterprises, que apresentou na CES 2006, um DVD de 20-camadas capaz de armazenar 100GB de informação, a Warner patenteou um disco de alta definição com capacidade para editar o mesmo filme em HD-DVD, Blu-Ray e DVD com som multicanal, tudo num único disco! Isto com o preço de fabrico de um DVD normal…



Antes que os leitores comecem a pensar que era bom demais para ser verdade, digo já que têm razão. Primeiro, temos o problema dos direitos: em alguns casos seria preciso negociar com três entidades diferentes. E depois, o disco exige para ser reproduzido um leitor diferente de todos os outros já existentes...


Eh, pá, as multinacionais importam-se de chegar a um acordo e deixar de nos criar água na boca, como a Tântalo no seu suplício!...



Que tal criar uma espécie de ONU dos audiovisuais onde se discute e chega a acordo sobre o que é melhor para a humanidade. Sem guerras,please! Já nos chega o Bush…