2005

Diário De Bordo: A Vingança Serve-se...quente



Fui com a minha esposa e a minha filha a um dos cinemas do Shopping Beloura para ver «A Guerra das Estrelas». Não que ela precise de companhia, já tem 24 anos, mas «crescemos» todos, nós ainda mais do que ela, a ver as aventuras dos Skywalkers, e esta era a última da série, que afinal era a primeira, que...Bom, lá fomos.



Estariam 10 pessoas a ver o filme numa sala enorme com um ecrã gigante. Primeiro fomos bombardeados por uma série de «trailers» com imagem turva pelo facto de nem todas as luzes estarem apagadas. O som era péssimo. E estava tão alto que, temendo pela minha saúde auditiva, me levantei para reclamar. «Quando começar o filme, o volume baixa...», garantiu-me uma funcionária. Não baixou ou baixou pouco. Pior ainda: os canais traseiros soavam mais alto que os frontais (estávamos sentados nas últimas filas), criando a maior das confusões na compreensão dos diálogos sempre que o som ambiente incluía a reverberação de um espaço amplo: e espaços amplos é coisa que não falta no filme. O (s) canal central era péssimo e tornava tudo agressivo, sibilante e ininteligível: não que os diálogos fossem dignos de se ouvir (pela primeira vez tive que ler legendas). A elevada distorção do sistema de som fez o resto.



O sistema de projecção também não tinha resolução para um imagem tão ampliada. Não que a representação fosse digna de se ver (aquele actor que faz de Anekin só mesmo queimado vivo...): o filme vale pela cenografia, o guarda-roupa e os efeitos especiais.


E ainda bem que a minha filha já tem 24 anos. Porque se tivesse 4 anos, como um miúdo que eu lá vi (!), ficava com pesadelos à noite. Filme para crianças e adolescentes? Quem disse?!...


Tudo isto para concluir o que eu já sabia antes: sempre tive melhor som em casa que no cinema. Agora também tenho melhor imagem!...



O Rui «Gladiador» Calado informou-me entretanto que, numa das salas do Alvalaxia, utilizam a cópia digital original, que eu vi em Las Vegas no stand da Texas Instruments/DLP. E que a imagem projectada por um Barco é soberba. O problema é que eu não sei se aguento uma segunda dose: a força já não está comigo. Passei para o lado negro da crítica...


Ah, já me esquecia: o Mestre Yoda é impagável!...



Nota: mais folhas soltas na secção «Diário» do «Arquivo».