2003

Emails 18



Crítica ao crítico



Depois de ler o artigo que escreveu em relação ao Teac Esoteric DV 50 não consegui deixar de lhe escrever. É que dá a ideia que ou não escreve todo o artigo no mesmo dia e se vai esquecendo do que escreveu no dia anterior, ou não diz coisa com coisa. Senão vejamos:



Começa por falar nuns escandalosos €6000 quando diz que tem um Chord DAC64 que faz 'apenas' conversão e custa «só» €3000!... Entretanto, utiliza para testar o Teac, cabos Valhalla «escandalosamente baratos». Depois, o Denon DVD 2900 faz exactamente a mesma coisa - e bem. Faz tão bem que a mesma marca até tem o DVD A1, escandalosamente caro, para fazer rigorosamente o mesmo. Andam distraídos?...



Mesmo que o Teac faça melhor, tal diferença perde-se nos cabos e no resto do sistema HiFi. Que grande disparate!... Andamos nós há anos a tentar melhorar e equilibrar os nosso sistemas e descobrimos agora que não vale a pena, pois as melhorias perdem-se nos inefáveis bandidos sónicos...



Depois vêm as notas:



Com CDs - acima da média (16 em 20)


Com DVD audio - acima da média (17 em 20)


Com DVD video - não viu nem ouviu nada de negativo. É muito bom, pronto.


Com SACD, só não dá 20 em 20 porque pode aparecer um Denon a custar aí uns 500 euritos a tocar bem melhor...



Afinal o que seria necessário para justificar o preço? Como não dá 20 valores porque corre o risco de aparecer melhor, não me parece pouco! É que assim sendo não faz sentido este tipo de crítica audiófila. Um amplificador de 250 euros faz exactamente o mesmo que um de 25.000 euros. E alguns bem! E uns cabitos de 25 euros também fazem o mesmo que os Valhalla que ligou. Se forem bem ligados põem as colunas a tocar. Finalmente diz que, com SACD, é excelente, excelente, excelente, e que, como audiófilo fanático que é, só isso justificaria o preço. O resto,que é muito, são extras...


Deixe lá tentar perceber. Afinal, justifica ou não o preço que custa? Ou só justifica para si,audiófilo fanático,e não para quem lê as suas criticas?...



Bernardo Mota



Hificlube responde:


Gostei da sua crítica à minha crítica: os críticos não estão acima de críticas...



O «escandaloso» deveria ter saído entre aspas. A ideia era colocar-me na pele de advogado do diabo e dizer aquilo que o leitor médio pensa: afinal qual é a justificação para pedir 5 vezes mais por um aparelho que faz o mesmo que outro? Esta é a pergunta do «senso comum». Depois, pouco e pouco, tento levar o leitor pelo difícil caminho de perceber que há de facto diferenças que podem levar um audiófilo a perder a cabeça... Pelos vistos não consegui. Ou melhor, consegui: você perdeu a cabeça mas não no sentido que eu pretendia...



«Fazer a mesma coisa - e bem» refere-se à função propriamente dita, não necessariamente ao desempenho.



O Chord DAC64 é a minha referência absoluta na conversão de sinais a 44,1kHz. O estado da arte não tem preço...



Eu não disse que tinha um 20 guardado para um Denon. Mas há sempre um leitor-SACD desconhecido que espera por nós. Pode ser Denon, ou Accuphase, ou Krell, ou Theta, etc....



Para um «audiófilo fanático» que tenha um equipamento complementar capaz de «deixar passar» as diferenças, justifica o preço, sem dúvida...



Espero que desta vez tenha ficado mais claro, e agradeço o reparo e a reprimenda.



Tocha que ilumina



Sendo mais um com o bichinho destas coisas, queria dizer que a visita ao Hifi Clube rapidamente se tornou para mim num hábito (vício) regular. Simples de consultar, tem o enorme mérito de ser constantemente actualizada, com conteúdos sempre interessantes, a curiosidade sempre desperta para “ir lá ver se há alguma coisa nova”.



Pena é que o excelente trabalho feito não tenha suficiente continuidade a juzante. Quero com isto dizer que ao salivar após a leitura das suas excelentes crónicas apenas apetece recolher mais informação sobre cada produto. É aqui que a coisa encalha, pois embora lá estejam os links para alguns dos distribuidores e retalhistas nacionais, as respectivas páginas, quando não estão em construção, estão vários furos abaixo em termos de dinamismo, actualidade e nível de informação. As suas crónicas convencem-nos, queremos comprar já, mas falta-nos o resto. Falta-nos preço, falta-nos o convite do distribuidor a vir ouvir no local o som que adivinhámos depois de o ouvir através das suas crónicas, falta-nos a campanha especial só para membros do hifi clube.



Em resumo, a tocha ilumina, era bom que todos os outros andassem um pouco mais depressa.



Nuno Silva



Hificlube responde:


Obrigado, Nuno, pelo apoio. Pedro Henriques, meu filho, e webmaster do Hificlube, está disponível para construir e melhorar as páginas deles também...



Gira-discos desconhecido


Antes de mais gostaria de lhe dar os meus sinceros parabéns pela sua página dedicada ao audio e video. Já li muitos artigos seus, quer por via digital quer por via analógica...diga-se jornal! E é claro são todos lidos e relidos.


Quanto ao assunto que me leva a este mail, recentemente adquiri um gira-discos. Ou melhor, foi-me dado pelo meu Avô que colecciona rádios antigos. Tem já uma colecção com mais de uma centena
de rádios desde 1927 se não estou em erro. Bom, este gira-discos chama-se LAD (London Acoustical Developments) e o modelo é LAD GAJ 942 SP. As únicas informações que eu tenho sobre este gira-discos são fruto da observação directa do mesmo:


Tem tracção directa, célula Stanton 680 EL, um controlo de velocidade, e
pesa aproximadamente 10 kgs.


Já procurei bastante na Internet sobre este modelo e sobre a marca e não
encontrei quase nada. Apenas referências a alguns estudios de rádio que têm
um gira-discos da mesma marca. Quanto à marca em si...continua um mistério. Já me disseram que poderá ser provavelmente um sub produto do mercado interno oriundo da Hitachi. Mas
continuo sem saber mais nada. Sendo assim, ficaria muito grato se pudesse dar-me algumas informações sobre esta marca e já agora as características do gira-discos.


Marcos Costa


Hificlube responde:


Desconheço a marca e o modelo. Pelas fotos parece um produto tipicamente japonês (Hitachi, Technics). Por outro lado, e sendo inglês, também lembra o velho Garrard. Talvez algum leitor possa ajudar...