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Imacustica no audioshow 2017

Dan D'Agostino Progression monoblok amplifiers (clique sobre as fotos para aumentar)

Progression: o garanhão negro

Os motores dos monolugares Dan D’Agostino Progression já aquecem na pista da Imacustica-Lisboa para a prova do audioshow 2017.

Os amplificadores monobloco Progression são os mais potentes – e também os mais bonitos – que já saíram da linha de produção da escudaria Dan D’Agostino. A semelhança com os Momentum é inegável: o ‘relógio suíço’ no painel frontal e as chaminés de arrefecimento laterais, por exemplo, não enganam.

Contudo, enquanto o cobre-rosa dos dissipadores do Momentum lhe dá uma certa ‘feminilidade’, o alumínio adoptado para o Progression, sobretudo na versão anodizada a negro-cetim, dá-lhe um ar ‘macho’, que se coaduna bem, não só com a concepção de ‘poder’ associada a D’Agostino, mas também com a potência real disponibilizada por este garanhão puro-sangue de 75 quilos: 500W/8ohm, que dobram para 1000/4 e 2000/2, a partir de uma fonte de alimentação com um transformador de 4kW e uma bateria de condensadores com 400 000 microfarads de capacidade, capaz de gerar +60 amperes; exibe ainda um andar de saída com 38 transístores de potência e funciona em modo diferencial integral da entrada até à saída: só aceita cabos balanceados na única ficha XLR.

O novo relógio vuímetro, herdado do Momentum, é mais rápido e sensível (responde melhor à potência utilizada) e funciona num ângulo de 270 graus.

O novo relógio vuímetro, herdado do Momentum, é mais rápido e sensível (responde melhor à potência utilizada) e funciona num ângulo de 270 graus.

Embora não sejam tão caros como os Momentum Master, que continuam a ser a actual referência da marca (pelo menos até chegar o Helius que vai ser do tipo ‘money-no-object’ para fazer companhia às Wilson Wamm), os Progression são cavalos de raça pura e o preço está em conformidade com o pedigree: 50 mil euros o par!

Fui dos primeiros críticos do mundo a ouvir os Momentum mono, ainda em protótipo nas CES 2011, mais tarde em casa já como modelo de produção; e também a testar o Momentum Stereo, que me inspirou a fazer uma longa análise no Hificlube, num misto de (auto)biografia, história, técnica e poesia com a participação de Fernando Pessoa e tudo (ver Artigos Relacionados). Mas o Progression trouxe para a mesa das negociações algo que é essencial para a correcta reprodução de música: potência.

Progression tem ADN do Krell e do Momentum


Permitam-me transcrever um excerto do longo artigo que podem ler na íntegra abrindo o teste respectivo:

‘Num contexto evolutivo, o Momentum constitui um ‘quantum leap’ na obra de Dan D’Agostino. Não é neutro, no sentido de neutralidade que tantas vezes se confunde com a esterilidade associada a medidas de laboratório irrepreensíveis. Em última análise, arrisco-me a posicioná-lo até “on the dark side of neutral”, mas com uma luminosidade interior que permite ver a luz da verdade para além das sombras enganadoras da caverna platónica.

Uma verdade que não choca nem ofusca, antes liberta o corpo e enaltece o espírito, porque ajuda a compreender melhor o mundo musical que nos rodeia. A riqueza de informação é apresentada com uma naturalidade que só se experimenta na vida real com a luz de Veneza, ou o morno aconchego das tardes de Outono, em Lisboa, quando cada pedra nos conta a sua história íntima e os contornos da outra margem aparecem desenhados numa tela gigante pela mão firme de um artista consumado.’


O estilo é, admito, a ‘little over the top’, pelos padrões racionalistas anglo-saxónicos, motivo pelo qual utilizo um estilo mais ‘despido de poesia’ na análise que irá ser publicada na Hifi News.

Mas esta é a vantagem de publicar na minha própria revista online: escrevo ao correr da pena, como, quando e quanto quero, porque não dou satisfações a ninguém, nem tenho limitações de tempo ou espaço – as únicas limitações editoriais, aliás, que aceito na imprensa escrita, são estas, nunca as de opinião. Aí, não pactuo.

O Progression alia a ‘luminosidade interior’ do Momentum ao ‘fogo interior’ da Krell, trazendo-me à memória modelos de antanho, sobretudo o KSA100MkII. No longo percurso de Dan à frente dos destinos da Krell, perdeu-se esse ‘espírito de cruzada’ algures na tradução da complexidade tecnológica do ‘plateau biasing’ e da ‘CAST.

Com o Progression, o poder regressa agora montado no cavalo alado da classe A/B e do engenho da nova topologia SuperRail que, contrariando o senso comum e a racionalidade técnica vigente, aplica uma tensão mais elevada no andar de entrada que no andar de saída.

Talvez seja por isso que o Progression é tão ‘cool’, tanto quanto o KSA100 era ‘hot’ (até tinha ventoinhas de arrefecimento).

Progression+Wilson Audio Alexx no audioshow 2017

Progression e Alexx, o duo que vai actuar na Sala Campolino do Pestana Palace, no audioshow 2017

Progression e Alexx, o duo que vai actuar na Sala Campolino do Pestana Palace, no audioshow 2017

Os Progression foram ouvidos em várias sessões, no âmbito da análise a publicar na HiFiNews, sempre com o prévio Momentum e fonte dCS como acólitos. Numa primeira fase, com as colunas Wilson Audio Alexx, ou seja, exactamente o mesmo sistema que a Imacustica irá apresentar no audioshow 2017, assim a Sala Campolino lhes possa proporcionar as condições acústicas que merecem.

Momentum Preamplifier, uma obra de arte audiófila

Momentum Preamplifier, uma obra de arte audiófila

Tivessem os Progression estado disponíveis quando avaliei as Alexx para a HifiNews (ver teste em Artigos Relacionados), e eu teria subido a parada um a dois pontos, tal é a sinergia, em termos tímbricos, tonais e dinâmicos, o que só prova a relatividade de toda e qualquer avaliação crítica subjectiva.

Martin Logan Neolith: nem as caprichosas e belas Neolith conseguem colocar os Progression de joelhos

Martin Logan Neolith: nem as caprichosas e belas Neolith conseguem colocar os Progression de joelhos

Numa segunda fase, os Progression ‘domesticaram’ os extremos de frequência das fabulosas Martin Logan Neolith, que são muito belas, de olhos claros e transparentes, mas têm a ‘bunda’ avantajada como uma mulata brasileira. Os Progression funcionam aqui como um cirurgião plástico, colocando tudo no sítio; além de ultrapassar com uma perna às costas os problemas causados pela baixíssima impedância das Neolith nas altas frequências, que as podem tornar ‘estrepitosas’ com amplificadores menos dotados.

Nunca ouvi as Neolith assim. Tenho dito.

O amplificador monobloco Progression é, até prova em contrário, o melhor amplificador que Dan D’Agostino já desenhou (forma e conteúdo), sobretudo em função da relação ‘watt-qualidade-beleza-euro’.

Para mais informações:

IMACUSTICA-LISBOA

Coordenadas GPS:
Latitude: 38º 45' 36' N
Longitude: 09º 08' 09' W
Morada:
Avenida do Brasil, Nº147, B
1700-067 Lisboa
Telefone: 218408374
Telemóveis: 918537460 e 912268894
Email: imacustica.lx@imacustica.pt

IMACUSTICA - PORTO

Coordenadas GPS:
Latitude: 41º 09' 16' N
Longitude: 08º 35' 56' W
Morada:
Rua Santos Pousada, 644
4000-480 Porto
Telefones: 225194180 e 225377319
Telemóveis: 912268896 e 917520721
Fax: 225194189
Email: imacustica@imacustica.pt



Dan D'Agostino Progression monoblok amplifiers (clique sobre as fotos para aumentar)

O novo relógio vuímetro, herdado do Momentum, é mais rápido e sensível (responde melhor à potência utilizada) e funciona num ângulo de 270 graus.

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Dan D'Agostino Master Series Progression review

Hifi News June 2017 review by JVH