2009

Highend 2009: Nad Master Series M2

Highend 2009: Nad Master Series M2

NAD MASTER SERIES M2 





Sabem como eu tento fugir das conferência de imprensa colectivas, não só porque fico retido e acabo por não ter tempo para ver o resto, como saio de lá com a mesma informação que todos outros 50 jornalistas presentes. Mas a minha presença nesta conferência de imprensa tem uma história engraçada.


Estava eu a almoçar com a minha esposa, quando entra no restaurante do M.O.C. o João Cancela, acompanhado pelo Domingos, que tinha ligado para mim por telemóvel naquele exacto momento, e eis que dá de caras comigo. Ora isto é o que se chama evolução tecnológica – nem no StarTrek: marca-se o número e a pessoa aparece em carne e osso...


Por falar em evolução tecnológica, convidaram-me para assistir à apresentação do amplificador NAD Master Series M2, que a NAD considera ser o mais evoluído amplificador de Classe D do mundo.










Como sabem, o D de Classe D não significa “digital”, até porque a maior parte dos amplificadores de Classe D são, de facto, analógicos: Belcanto, CIA, Jeff Rowland, Nuforce, etc. Contudo, há amplificadores de Classe D, nos quais o D podia até significar “digital”, porque recebem e processam apenas sinais digitais à entrada e só os convertem para analógico na saída: o famoso TACT/Lyngdorf Millenium, por exemplo, é um deles, assim como o Wadia, embora o primeiro que eu tive oportunidade de ouvir tenha sido o Sharp, a que se seguiram outros: Yamaha, Sony, etc.

O NAD Master Series M2 faz parte desta última família de amplificadores de Classe D. Acontece que se baseia numa nova tecnologia desenvolvida pela britânica Diodes Zeotex Semiconductor, que utiliza uma arquitectura DDFA, Direct Digital Feedback.


Segundo a NAD, na prática isto significa que é possível eliminar o jitter com recurso ao feedback digital, que é, no fundo, um sistema de correcção com realimentação do sinal corrigido após comparação com o original - nada de revolucionário aqui: há muitos conversores que utilizam um 'comparador'.










Os jornalistas de língua inglesa têm uma enorme vantagem sobre os falantes da língua de Camões: os press releases, até pelo nome, são todos em inglês, e é só fazer copy paste. Mas os audiófilos portugueses têm uma característica única: falam quase todos, ou pelo menos sabem ler, inglê. Assim, em vez de traduzir toda a informação, forneço-a aos leitores tal como me foi entregue – no original (abrir pdf em Media).

Quanto mais curto é o percurso mais fiel é o sinal. E o circuito de amplificação do M2 é tão simples, tão simples, que elimina vários estágios necessários nos amplificadores de Classe A e A/B. Ora em áudio, menos nunca fez mal ao som – bem pelo contrário...


É curioso que, tendo sido a Esotérico que primeiro distribuiu o TACT Millenium em Portugal, volte agora à Classe D através da NAD com uma solução idêntica mas sem os inconvenientes de falta de potência (250W continuous/500W dynamic power) e uma inacreditável relação sinal ruído de 124dB! Se o silêncio intersticial do Millenium já era negro, este deve ser escuro de breu...
 


Aliás, todas as especificações são de se lhes tirar o chapéu, incluindo o extraordinário damping factor >2000, embora não tenha sido possível comprová-las na audição, pois não houve qualquer demonstração das potencialidades do M2, o que normalmente significa que os modelos de produção ainda não estão finalizados.


Fico pois à espera que a Esotérico me coloque em primeiro lugar na lista de espera...


Nota:


Admito que não testei as versões mais recentes do Millenium, mas eis um bom tema para um artigo: um teste comparativo entre ambos. Aceitam-se apostas.


Highend 2009: Nad Master Series M2