2007

Concurso Hificlube: Textos Premiados Com Menções Honrosas



ÊXTASE


texto de: Edgar Gouveia Valente, Évora



O que nos faz sonhar?



A mim, indiscutivelmente, a música . Com efeito, entendo que a música corporiza um dos últimos redutos da esfera do mágico e do maravilhoso nas sociedades contemporâneas . É que a música não se explica, sente-se, inebriando todos os nossos sentidos e enchendo-nos de plenitude.



O hi fi é (quando não assistimos ao momento irrepetível e arrebatador do espectáculo ao vivo ) o bilhete tecnológico para a plateia desse mundo secreto e íntimo. Já antes o podemos ter vislumbrado, do balcão de um rádio AM , mas só nos sentimos verdadeiramente a assistir ao evento estético musical quando temos acesso a um equipamento que o consiga reproduzir de modo minimamente credível.



Ainda me lembro do êxtase que as minhas primeiras Celestion 3 me proporcionaram. Depois do hi fi vem o high end e é aí que , quando ouvimos música, we are all made of stars. É evidente que, à medida que envelhecemos, tais encantamentos se vão tornando cada vez mais raros, mas é um declínio que devemos combater - como escreveu Rilke: se o quotidiano lhe parecer pobre, não o acuse: acuse-se a si póprio de não ser bastante poeta para conseguir apropriar-se das suas riquezas.



O Hificlube tem sido, nos últimos anos, um companheiro inestimável e útil na busca do santo graal sónico, sintetizando, de forma inteligente e criativa, os aspectos técnicos a considerar para atingir a excelência sónica com uma multiplicidade de referências culturais normalmente tão afastadas do nosso fechado e pequeno mundo audiófilo.



Depois da absoluta desilusão que o último (e para mim foi mesmo o último ... ! ) Audioshow traduziu e considerando a agradável surpresa que foi o Hifishow 2006 (com uma dignidade e seriedades desconcertantes para uma iniciativa tão jovem ) estou certo que este ano ainda nos espera algo de melhor pelo que dificilmente consigo disfarçar a impaciência de chegar ao próximo Sábado...



Como nos disse Borges, que importa o tempo sucessivo quando nele houve uma plenitude , um êxtase , uma tarde...




HÁ MÚSICA E... MÚSICA


texto de: Sérgio Paulo Diogo Fernandes



Há ouvir música e ouvir música, ou seja, duas formas distintas de o fazer: bem ou mal. No mundo do áudio não há meios-termos! A importância que a música tem na vida de cada um depende directamente do valor que representa para si enquanto arte, enquanto elemento inspirador ou simplesmente de contemplação. Para a grande maioria das pessoas o valor que a música tem é baixo, tão baixo que não justifica o investimento em formatos originais, quanto mais em bons aparelhos que a reproduzam. Para outros a música é de tal forma importante que dedicam grande parte do seu tempo a ouvir discos e “aparelhagens”.



Sim, porque ouvir música é diferente de ouvir os aparelhos que a reproduzem, embora estejam interligadas. Uma coisa é ter a atenção focada na música, outra é no meio que utilizamos para a reproduzir. Penso que os melhores sistemas áudio são aqueles que não se fazem notar. É o mesmo princípio dos árbitros. Os melhores são aqueles que passam despercebidos, já que os artistas são os futebolistas e são estes que levam as pessoas aos estádios. No áudio acontece precisamente o mesmo. O sistema deve ser o mais discreto possível de forma a não se fazer notar. Deve deixar a música fluir sem nos apercebermos que existe. O grande problema é encontrar um sistema assim - se é que existe.



É aqui que entra o papel do crítico, o qual tem acesso a equipamentos e a condições de audição privilegiadas relativamente ao público em geral. Daí a importância do teste a um equipamento feito por ouvidos experientes. O acesso simples através de um click a uma opinião pode não ser decisivo mas é com certeza orientador. É assim que vejo o papel do hificlube. Um site orientador para quem acha “piada” a estas coisas do áudio.



O hifishow 2007 é acima de tudo uma esperança. Uma esperança de voltar a ver no áudio puro a importância que tem vindo a perder noutras mostras deste género. Uma esperança de ouvir em condições dignas os equipamentos. Acima de tudo a esperança de encontrar o equipamento do nosso contentamento!



Audiofilia, esta arte ávida, a que o coração chama de paixão…


texto de: Edgar Nuno Freitas Rodrigues, Funchal


Desde os antigos egípcios, gregos e romanos, como em muitos outros povos, a música fora sempre uma forma de arte, de expressão… Fora uma sublime fonte de prazer, em que alguns acreditavam na ligação directa desta ao processo fundamental da vida humana. A sua existência fortalece o carácter humano e responde seguramente às necessárias adaptações históricas e ritualistas.



Uns acreditavam que a música possuía poderes mágicos, o que reflectia de certa forma a ordem do Universo. Para os Gregos, a música era a chave para os segredos do mundo, (será!?) em que usavam letras do alfabeto para representar notas musicais.



Enfim, toda uma miríade de sentimentos, ideias, percepções e emoções que não são alheias ao Homem de hoje, dentro do qual me enquadro, ao ponto de afirmar que para além de ouvir música há que senti-la, “abrir” a alma, prepará-la para fluir, levitar entre as notas, sentir a emoção que cada música transmite. O prazer de ouvir música não se resume a escutar, é também deixar-se absorver por ela. Não se sintetiza em ter um Krell, um Mcintosh, um Audio Research, um Air Tight ou um YBA, umas Sonus Faber, umas Soundlab Prostat, ou umas Wilson Audio, um Clearaudio Reference ou um Michell Gyrodec SE, uns AudioQuest Cheetah, terá que haver sinergia entre as parcelas, diria que um equilíbrio, pois a música não deve ser emanada de qualquer forma, nem muito menos ser escutada de qualquer jeito.



Terá que haver uma componente técnica, é verdade mas, aliada à sensibilidade musical que não poderá ser olvidada. Tem que ser apreciada. Como diria Emmanuel Kant “A música é a línguas das emoções!”. Ouvir música, sentindo-a, diria eu, citando o nosso poeta Fernando Pessoa, nas palavras do seu heterónimo Álvaro de Campos, “Sentir tudo de todas as maneiras”, porque de facto a música metaforicamente falando é no fundo sentir tudo de todas as maneiras…



A Alta Fidelidade torna-se assim na minha vida, como uma espécie de um encontro com o Criador, pois que há de mais altivo do que um bom som?! De que uma boa música se bem reproduzida, sem adulteramentos, com uma imagem fidedigna do real?! É como uma espécie de comprimido diário…



Para mim, o prazer de ouvir música, é algo de mágico em que me deixo envolver, é como que um estado de “clímax mental” (diriam alguns amigos meus que sou mentecapto, mas de facto é o que sinto…). É fechar os olhos e tentar ver o palco, os músicos, os instrumentos, o cenário… é retratar tudo isto, tudo o que esta para além de qualquer sistema de som, pois o prazer de ouvir música, não é na minha óptica ouvir o equipamento que tenho, apesar de acreditar que cada equipamento tem a sua “alma”, mas é de facto vislumbrar a realidade que lhe está subjacente, é ouvir a música como ela é, como o criador da obra (de arte) gostaria que fosse transmitida.



Ouvir música e sentir prazer é também poder ouvir aqueles pequenos detalhes que existem em palco, em cena, é ouvir por vezes o “ranger” das cadeiras nalgumas obras interpretadas por Anne- Sophie Mutter em Vivaldi “ Le Quattro Stagioni”; é ouvir o respirar e os murmúrios, o sussurrar da melodia em Diana Krall ao Piano… Enfim é todo um elenco de sons que reconstituem uma imagem, a atmosfera. É como que se eu estivesse cego na Alta-Fidelidade, em que os sons reconstituíssem uma imagem do mundo real e me sentisse bem com essa cegueira!
Do que foi, do que é hoje poderá ser uma terapia, uma forma de relaxamento do espírito, da alma, é assim nesta panóplia de ideias um estimulador do centro do prazer…



Conquanto, em prol do prazer de ler, e de dar a conhecer o que de melhor há, e se faz no mundo da Alta-Fidelidade, existe aquele cantinho a que todos nos já nos familiarizamos, o Hificlube, sendo este uma janela aberta para o mundo do aúdio. É como que uma sala de estar, em que os amantes da Alta-Fidelidade, transmitem paixões, e levantam o véu de cada equipamento, passando pelas características técnicas e não só. É, de facto, aquele espaço que alimenta e faz crescer paixões, sendo estas muitas das vezes de cariz insaciável…



O Hificlube torna-se assim a “passerelle”, por onde desfila o que melhor há no mundo do aúdio. Onde prima pela qualidade de informação e pela forma apaixonada e interessada com que o caro José Vítor Henriques transmite o mundo do Hifi, sempre de uma forma séria e dedicada, à qual já nos habituou.



Em jeito de conclusão o Hifishow 2007 avizinha-se. Para os Audiófilos arreigados, eis mais uma “cereja no topo do bolo” para abrir o apetite, já de muito encetado face às experiências anteriores. É porventura um fim-de-semana em que muitos irão abrir os cordões à bolsa, e fazer contas à vida! Para outros ficará apenas a doce saudade de um som mais acolhedor ao espírito, e a esperança de que um velho do Restelo não teime a desolar esse apanhado!…



As expectativas são crescentes à medida que o evento se aproxima, pois o prazer de tocar e ouvir tocar é quase inato, ver de perto os “bichinhos” e poder ouvi-los… A exemplo de iniciativas anteriores, a minha humilde mala de Cd´s e Vinil já se encontra religiosamente pronta para mais um daqueles acontecimentos, que promete fazer correr muita tinta por este país fora e além fronteiras. Porventura muitas críticas já estão preconcebidas mesmo antes de alguns críticos se dignarem a ouvir os equipamentos…enfim para mim não há como ver para crer e ouvir para se deliciar, afinal também nestas andanças o espírito conhecedor faz-se de todas estas aprendizagens…




PORTUGUÊS, FUTURO AUDIÓFILO, 18 ANOS


texto de: Miguel Pinto Ferreira Vargas da Silva, Lisboa



Ainda não sou um audiófilo mas quero vir a ser.



Tenho dezoito anos e espero vir a percorrer o longo caminho para atingir o meu objectivo. Neste momento não sou nada mais que um amante de música e da sua reprodução em qualidade.



Os meus pais sempre tiveram um excelente e variado gosto musical, que vai desde a música clássica ao jazz e a música que ouvi enquanto criança cativou-me e “aguçou-me” os ouvidos. Os anos foram passando, e o meu interesse musical foi-se alimentando dos muitos discos que entraram em casa.



A música tornou-se uma obsessão...a minha grande obsessão! A minha perspectiva musical não se baseia unica e exclusivamente no que oiço (e como oiço) mas igualmente numa perspectiva práctica. Estudo bateria e percussão há já alguns anos e como tal a minha noção musical vem igualmente do que sinto e exteriorizo quando me sento à minha bateria.



Tornei-me uma espécie de “taradinho musical”, constantemente de phones nos ouvidos em qualquer sítio em que me encontre, na rua, na escola, em casa. Sinto uma necessidade constante e crescente de estar em contacto com a minha música. Entretanto ouvir música em phones, por muito bons que eles sejam, é sempre uma experiência muito inferior à de ouvir música numa “aparelhagem”. Assim sendo, “apodero-me” constantemente do sistema de som cá de casa.



Comecei a tentar perceber mais sobre a “aparelhagem”....As colunas, o amplificador, o leitor de CD's, etc. No início foi um mundo a descobrir. Não sabia absolutamente mais nada a não ser o botão em que tinha de carregar para ouvir música!



Entretanto fui aprendendo as banalidades do mundo que é a audiofilia, no qual me auto-introduzi gradualmente. Hoje utilizo um par de colunas Castle Harlech amplificadas pelo amplificador integrado Rega Elicit, um leitor de CD's Delta da Arcam e os cabos “the wind mk II Hybrid” da Van den Hul, o sistema de som do meu pai.



Gosto muito do som que oiço mas estou sempre “caído” em lojas de som em busca das novidades...a “cultivar” o meu gosto audiófilo por assim dizer. Ouvir melhor, ouvir pior, comparar com ao que tenho, chatear o empregado da loja portanto...



Adoro chegar a casa, ligar o amplificador e ouvir as colunas “cantar” a voz suave de Diana Krall ou o clarinete de Don Byron. É, utilizando a expressão anglo-saxónica, “better than sex”! Bem...não exactamente! Mas quase!! Aliás, redijo este texto ao som de “Exactly Like You” de Diana Krall.



Não sou da época áurea do vinyl mas acho muito interessante todo o ritual de ligar o gira discos e pôr um LP, ajustar o braço, colocar a agulha, sentir a reprodução sonora ali tão perto, isto face ao pragmatismo do CD, que verdade seja dita é o que mais utilizo. Porém, possuo uma extensa colecção de música clássica e contemporânea em vinyl e gosto imenso de volta e meia pôr um ou outro disco mais especial a tocar.



No último ano esforcei-me por aprender mais sobre som mas a ausência de fontes de informação dificultou o meu processo de aprendizagem. Até que...



Durante umas das minhas diárias pesquisas cybernautas, ocasionalmente, entrei no blog “hificlube”. O hificlube era a “ferramenta audiófila” que eu procurava. Notícias, reportagens, informações, acontecimentos, e acima de tudo, a escrita de um audioóilo à distância de um “click”.



Desde então “viciei-me” como leitor assíduo do blog, que se tornou “lugar de passagem” obrigatória a cada ida à internet.



Foi através do hificlube que tomei conhecimento que nos dias 21 e 22 de Abril vai haver um show audiofilo, o “HiFi Show Lisboa 2007”. Eureka!



Finalmente! Este vai ser o meu primeiro “HiFi Show”.Não tenho qualquer tipo de experiência neste género de acontecimentos e como tal as expectativas estão bastante altas.


O ÁUDIO É FIXE


texto de: Leandro Guerra, Águeda




A alta-fidelidade acompanha-me há cerca de 15 anos. Embora não tenha muita experiência em ouvir equipamentos, penso já ter a suficiente. Acho que é do senso comum as pessoas gostarem de música. Mas o que fará com que a “gente” goste tanto? Bem, o melhor é falar de mim, já que este “mundo” é meio “movediço”.



Ou seja, por exemplo, às vezes, só a aparentemente negligenciável ausência de um bom isolamento das vibrações (sendo a influência maior ou menor dependendo do tipo de material do chão das nossas salas), dos nossos equipamentos, impõe uma redução notória na qualidade geral do som, o que torna as coisas pelo menos muito exigentes na atenção, no carinho e na dedicação que é oferecida aos sistemas e calma na análise.



Posto isto, e estando tudo nos “trinques”, o que eu acho que nós todos gostamos ou eventualmente gostaríamos (aqui falo de mim, como referi, mas imagino todos os audiófilos mais “puros e duros” verem/ouvirem as coisas da mesma maneira), é de estarmos confortavelmente sentados nas nossas salas e à nossa frente sentirmos e ouvirmos um literal banho de pressão sonora, rica em dinâmica, pureza de timbre e perfeitamente definida no espaço e no tempo, de forma a efectiva e literalmente presenciarmos os músicos dentro da sala, por vezes de forma assustadora de tão virtualmente próximos deles que estamos, e ao mesmo tempo termos uma perspectiva do local onde foi efectuada a gravação.



Atingir este objectivo torna-se complexo ou, digamos, raro, porque a força e delicadeza têm que estar presentes de um modo que uma não ofusque a outra. Quantas vezes chegamos ao fim do dia “fartinhos” de conciliar e equilibrar, na luta para ganharmos o nosso estimado “guito”? Será que vale a pena tanto suor e lágrimas e ainda por cima gastar pequenas fortunas? (bem pelo menos ficamos com um curso de mediador ou será casamenteiro?).



Sim, porque se bastasse ser muito rico, ou seja, se fosse só comprar as peças mais caras e já está, era fácil. O que nos faz então literalmente mover montanhas?



Claro que é preciso gostar “disto”, mas “isto” faz com que, quando temos discos em que a qualidade de som foi posta em primeiro plano - eu diria que foi “pensado” para soar nos nossos sistemas, como efectivamente soou quando foi capturado (e aqui infelizmente, não temos a abundância de qualidade que devia ser normal, por muito que me custe dize-lo), a audição da música desse disco ganhe novas perspectivas e até se torne “viciadora”, mesmo que a música não seja da nossa maior preferência, atendendo aos factores (e aqui estou sobretudo a pensar em instrumentos acústicos) que penso que todas as pessoas apreciam em maior ou em menor grau, ou com mais ou menos consciência quando ouvem ao vivo - a pureza do timbre do instrumento, a sua natural pressão sonora e o impacto que nos transmite, a ausência de distorção que nos faz ouvir durante horas sem fadiga, a ausência de grão electrónico, etc.



E é isto que faz a diferença quando ouvimos música num sistema “normal” comparado com um sistema de “topo” totalmente optimizado. Num, ouvimos música, noutro, além de ouvir, percebemos se os músicos “acreditam” ou não no que estão a fazer e/ou estão a soar como soaram ou como esperariam, ou seja, já não é só ouvir musica, é muito mais: é a emoção de, num determinado momento, a nossa sala entrar em metamorfose para um estúdio ou sala de concertos - fixe, não?



O Hificlube é a referência nacional (para mim pelo menos), apesar de você até nem fazer muitos testes em sua casa. Mas quando você quer mostrar o “fundo do tacho” todo, como penso que deveria ser o objectivo último da maior parte dos testes, não há muitos que sejam capazes de o fazer tão bem. Não faltam sítios em que depois de ler um teste, chegamos ao fim e dizemos mais uma vez para nós próprios - bem, mais um teste!...



Nestes casos a missão não “chegou lá”. Quem o leu tem que chegar ao fim e “tirar” alguma coisa que lhe seja útil, que lhe ofereça uma referência para as suas decisões. E isso é quase dever do crítico proporcionar. Quando as “coisas” se colocam na perspectiva certa em relação aos equipamentos concorrentes (dependendo do preço do produto, mas também independentemente do preço), e à realidade em si (o som de verdadeiros instrumentos ou de um sistema de referência), aí tudo é fácil, enriquecedor, útil, saboroso, empolgante, etc. Olhe, não páre!



São excelentes as iniciativas que nos permitem ver e ouvir. Mas sobretudo neste caso onde ao que me parece estamos na área do áudio puro. As salas são sempre muito importantes. A maneira como podem negativamente interferir com o som, é enorme, mas “elas” não podem tirar os defeitos nos graves de um cabo sem pretensões por exemplo. Por isso com algum jeito na sala mas apostando no “recheio” consegue-se oferecer a quem participa boas e instrutivas demonstrações do que é possível actualmente, além daquelas em que se mostra o melhor disponível, que habitualmente nos põe logo de seguida a pensar no nosso próximo “upgrade” mesmo que este ainda se encontre muito longínquo.



Que se mantenham e floresçam. E você continue a comentar o som das salas deste tipo de eventos como o Hifishow, mesmo que outros digam que não se deve fazer com salas “avulso”. Mas também não como alguns em que está sempre tudo “fixe”, mas o objectivo da alta-fidelidade é de uma maneira ou de outra fazer com a gente fique fixe, por isso, mesmo estes, e os que têm iniciativas tipo “feira de mobiliário de escritório” (e de casa de banho já agora…) estão desculpados…