| 27 Jan 2010 |
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| CES 2010 _ A VERDADE DA MENTIRA - REPORTAGEM DE JVH _ actualizado em 27 Jan _ Referências: Krell, Magico, Lindemann, Luís Pires, Karan, Avalon, Richard Vandersteen, Audio Research, JCorder; PARTE 2 (actualizado em 27 Jan) _ EMOÇÕES VÁRIAS _ Referências:Thiel, Olive, Hansen, TAD, Avalon, Karan, Vivid, Halcro, Vandersteen, B&W, Nola, ProAc, Martin Logan, Quad, King Audio, Soundlab, Krell, Magico, YG Acoustics, Magnepan, DartZeel, Evolution Acoustics, Playback Designs, Sonus Faber, REL, Audio Research, KEF, Pass, LP, AvantGarde |
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| Reportagem videofotográfica com comentários em Português |
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Em registo de folhetim romântico com amores e desamores, traições e abandonos, e muita paixão, por vezes incompreendida, aqui se inicia a verdadeira reportagem da CES 2010, aquela pela qual os meus leitores fiéis esperavam impacientemente.
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Cheguei a Las Vegas, depois de 24 horas de tombos em aviões e apalpões em
aeroportos. Sem contar com hora e meia na fila da Immigration. Sim, que eles querem saber o que eu vou lá fazer há 20 anos por esta altura. Lá expliquei. Ponha aqui a mão no scanner, please. Agora o polegar. Tire os óculos. Olhe para a câmara. Passei no teste.
Eles parecem que se esqueceram que os outros já lá estavam dentro. Trabalhavam, estudavam, tinham residência fixa. Não vieram de fora. Enfim. Eu também me esqueci que tinha posto no bolso um daqueles toalhetes refrescantes. Aquilo vem numa embalagem que contém alumínio. E apitava quando o detector passava pelo bolso.
O que é que tem no bolso? Eu estava constipado, e respondi-lhe: um lenço ranhoso, quer ver? Não se mexa. Agora tire o lenço devagar. Tirei o lenço ranhoso, junto com o toalhete amarrotado. O tipo quando viu o lenço, realmente ranhoso e todo amarfanhado, retraiu-se, mas vi no rosto dele uma expressão de alívio. Eu não estava a mentir. Pode passar, obrigado. Sabe a bolsa destes toalhetes tem alumínio, daí apitar. Sorry, man, you know... Sim, pá, I know, o país mais poderoso do mundo até de toalhetes tem medo...
INFORMAR COM JETLAG
O Hificlube tem um estilo e material próprios e os leitores não deixarão de apreciar o meu esforço no sentido de lhes dar, não o máximo de informação – quem quer ir a todo o lado acaba por não ir a lado nenhum – mas sim mais e melhor informação. E sobretudo informação diferente, apresentada aos leitores por um ângulo também diferente – o da camcorder.
Considero o vídeo uma mais valia, embora entenda, tal como muitos dos meus leitores mais tradicionalistas, que não há nada que substitua uma boa descrição, com uma dose q.b. de subjectivismo e algum humor à mistura.
JVH, pronto para a luta (Venetian Hotel, Las Vegas)
O objectivismo, se é que existe sob o stress do jetlag e o cansaço de quilómetros de corredores alcatifados nas pernas, tende a tornar-se chato e uniforme. E a listagem de produtos por catálogo, com características e preços, ou via show directory por ordem alfabética para não perder pitada, pode ser interessante numa primeira abordagem, mas o material disponível é tanto que corro o perigo de quantificar as árvores em vez de qualificar a floresta.
Pois, meus amigos, aqui têm partir de hoje (tenho de fazer render o peixe que as viagens estão caras...) um regresso à “normalidade”. Mas não percam os vídeos que irei publicando on the side. Se abrirem com soluços, o segredo está em clicar em Pause e esperar que a barra cinzenta se afaste para não se deixar apanhar pela barra azul.
Até porque na maior parte dos casos, pouco há a acrescentar aquilo que ficou registado no vídeo e por isso é óbvio para toda a gente. Assim, sempre que se justificar, farei referência: ou aos vídeos já publicados nas diferentes secções, ou então voltarei a publicá-los, just in case.
Réplica da ponte de Rialto, Venetian, Las Vegas
A CIDADE LUZ DO DESERTO
Las Vegas continua linda, como o Rio de Janeiro, mas sem a insegurança. Não acreditem em tudo o que vêem no CSI. Em Las Vegas nunca tive o mínimo problema com o crime. Pelo menos a horas decentes. O Rui Calado que, este ano não pôde, hélas, acompanhar-me, conta que a partir da meia-noite aparecem uns “zombies” em áreas mais afastadas da strip onde se situam os hotéis turísticos.
E todos os anos há um hotel novo. Mesmo com a crise, lá inauguraram o City Center, que é um empreendimento gigante com arquitectura de ponta. Um misto de Calatrava e Gehry, algo frio no excesso de aço, vidro e pedra, que custou 1, 8 biliões de dólares!
O Encore, de Steve Wynn, é muito mais acolhedor e, junto com o Bellagio, também criado por Wynn, serão os dois hotéis-casino mais bonitos de Las Vegas.
Havendo dólares, em Las Vegas, come-se bem e bebe-se do melhor. Comi garoupa grelhada no Stacks e salmão selvagem no Olive’s. Portanto, essa história de uma semana a hambúrgures e pizzas só é verdade para quem não tem ou quer poupar o que tem para ir gastar em roupa e sapatos de ténis nos outlets.
Ou nos espectáculos, deslumbrantes todos eles, com destaque para o Ka, do Cirque Du Soleil. Isto para não falar no jogo que está por todo o lado.
Las Vegas mudou muito nos últimos anos. A filosofia do resort de férias para as famílias com filhos deu agora lugar ao what happens in Vegas stays in Vegas. Da prostituição ilegal e envergonhada, passou-se para a prostituição ilegal e desavergonhada.
Mas também há muita festa. E casamentos. Noivas de todas as cores e quadrantes. No Olive’s sentou-se na mesa ao lado uma noiva – e o respectivo noivo, apenas os dois – obviamente acabados de casar numa das muitas capelas dos hotéis, com programas que incluem o fim-de-semana no hotel e um voucher para o divórcio...
Ela vinha vestida de bailarina clássica! A noiva, que era anorética, vinha de tutu, juro!...
UMA CIDADE DUAS CES
Press room: no Blogger Lounge, os jornalistas (muitos chineses) trabalhavam sentados no chão
Há duas CES distintas. Aquela que interessa aos media poderosos: a feira propriamente dita, que se realiza no Convention Center e é uma espécie de albergue espanhol da electrónica. Cabe lá de tudo: computadores, telefones, televisões, áudio, vídeo, gadgets inacreditáveis, carros e motos sonorizados e até panelas e frigoríficos mais ou menos robotizados.
Normalmente só lá vou, no último dia, para fugir à avalanche de visitantes. Mesmo assim, não escapei a alguns encontrões. E juro que só lá fui porque queria visitar a B&W (ver video) e a KEF (ver video), que ainda não se decidiram pelo Venetian.
Novidades? Mais do mesmo: LCDs cada vez mais finos e imagem 3D. Fabulosa, diga-se. Claro que ninguém fica indiferente à parafernália de LCDs ultrafinos e ultranítidos, à televisão 3D (com óculos) e outras inovações que se esgotam em si próprias.
Vi um excerto da Roda da Sorte, lá chama-se Wheel Of Fortune, com tal ilusão de relevo e profundidade, que o meu cérebro garantiu-me que era possível caminhar à volta dos concorrentes. As imagens de desporto vão passar a ser mais empolgantes que o próprio resultado. Depois disto, a televisão convencional, mesmo em HD e com a 4ª cor base (o amarelo) agora proposta pela Sharp, não passa de um borrão.
A feira para mim é quase um porno show: equipamentos fantásticos, sem dúvida, com capacidade de fazer coisas do arco da velha, e tão espectaculares que cansam depressa.
O sexo é para usar e deitar fora - a paixão dura. E não me estou a ver durante horas com óculos 3D a ver televisão: eu gosto de jantar a ver o telejornal. Muito menos a ver filmes pornográficos, mesmo que sejam, porventura, em 3D, ainda mais obscenos e aliciantes para quem gosta...
Editei um pequeno vídeo para ficarem a conhecer o ambiente – não do Adult Show mas do show no Convention Center:
CES2010: ambiente de feira electrónica no Convention Center de Las Vegas
Depois há a outra CES, aquela que leva lá o JVH há 20 anos: o High Performance Audio, que se realiza agora no luxo do Hotel Venetian. No fundo, não é muito diferente dos “shows” que temos por cá.
O Venetian visto do Mirage
DO PORNOSHOW AO AUDIOSHOW
Com a cidade já a abarrotar de gente, realiza-se ainda, também no Venetian, o Adult Show, ou Feira da Pornografia, que arrasta multidões para ver as vedetas dos filmes e pedir-lhes autógrafos – elas não dão beijinhos, e sexo só com profissionais do mesmo métier. Não que eu tenha feito alguma proposta desonesta, baseio-me na minha observação dos factos.
Também nunca me arrisquei a filmá-las, embora haja exemplares de mulheres incríveis (não me ocorreu outra palavra), que vêm sempre acompanhadas por uns tipos ainda mais incríveis com cara de poucos amigos e de chapéu à cowboy. Por vezes sinto que o hall do Hotel Venetian se transformou naquele bar da Guerra das Estrelas onde paravam seres de várias galáxias.
O Venetian voltou a ser o Sillicon Valley. Aquilo era um mar de gente esquisita: loiras espampanantes, negras estonteantes, chinesas exóticas e outras raças avulsas e indistintas, com penteados inverosímeis, brincos incríveis, bustos alarmantes e nádegas avantajadas – to say the least -, cortadas ao meio por fios dentais sob minisaias de tecido transparente; corpos modelados pelo bisturi e tatuados por artistas da agulha, corredor fora arrastadas por matulões de cabeça rapada e musculatura anabolizada.
No meio desta espectacular diversidade humana, a vedeta do Porno Show foi, calculem, uma mulher-robot, que pode ser programada para ser uma menina tímida ou uma puta na cama. Ao que o mundo chegou!...
Não pensem que elas são todas estampas: também há gordas de fio dental. A norma padrão é o culto: do busto nelas, e do músculo neles. Como em tudo o que é americano, há excessos a roçar o doentio...
HORS CONCOURS
A maior parte dos fabricantes que querem fugir aos custos e à confusão da CES assentaram arraiais no Mirage. Antes isso. Dantes tinha de andar pela cidade toda à procura deles. Fui visitar o Dave Wilson. Da visita deixei registo aqui. E a Nagra. A Vivid dividiu-se entre o Venetian oficial e o Mirage oficioso.
A Bowers&Wilkins optou pela feira e o oásis de uma suite. Quem leu as respectivas crónicas já sabe da história toda. E sabe de histórias únicas. Por exemplo, ninguém mais tem um registo áudio/vídeo das colunas secretas da Martin Logan – as Ethos. Ninguém!
Suite da Krell no Mirage
Também lá estava a Krell. Mas Dan d’Agostino, não. Encontrei-o no Venetian. Então, Dan tudo bem? Nem por isso, pá. Estou em litígio com o principal accionista da Krell. Então, não és tu? Não, eu sou só o Presidente. E gosto das coisas à minha maneira. O chinês diz que quem manda é ele. Vamos ver. Tudo se vai resolver. Espeto-lhe com um processo em cima. É por essas e por outras que eu acabei com sócios - aprendi à minha custa, chiça! A revista Audio serviu-me de lição...
Produtos novos da Krell havia com fartura. E tudo com muito bom aspecto, na melhor tradição Krell. Será que a tradição já não é o que era?
Principal novidade, o primeiro leitor Blu-ray da Krell, 555 de seu nome. Tecnologia Sigam VXP, e uma capacidade incrível para ir buscar pequenos detalhes escondidos na imagem; conversores audio Sabre 32/96kHz, HDMI 1.4, enfim a la Krell, com um preço a condizer.
Krell S-350 CD/DVD
O S-350 CD/DVD com arquitectura modular, transporte Teac, DACs Burr-Brown DSD 1793 24/192, 1080p.
Krell Evolution 402e
E ainda: a nova série e, de ecológico. Pode deixá-los ligados a tempo inteiro que só gastam 2W em modo stand-by. Com uma nova filosofia de utilização de feedback, e andar de saída com topologia Active Cascode Quartet.
Havia mais mas ficamos por aqui que os os outros também são gente. Nós tinhamos vindo cá para ouvir música, creio. Venham comigo então para a fila dos elevadores no Venetian:
O que tornou então este show diferente dos anteriores que justifique repetir a experiência ano após ano?
Se colocar lado a lado as imagens do ano passado e as de 2010, algumas das histórias repetem-se com as mesmas personagens e o mesmo enredo. Em alguns casos, podia alterar só a data que ninguém dava por isso: as mesmas pessoas, no mesmo local, a ouvir a mesma música com os mesmissimos equipamentos. E com a conversa da treta do costume. Por isso optei por seleccionar aquilo que considerei mais interessante (e verifico agora que foi praticamente tudo, valha-me Deus!...). Se quer saber o resto da história, vá à reportagem da CES 2009. O que vai faltar aqui ao longo da semana está lá – é só mudar a data...
HIGH EXPECTATIONS
As entranhas da Magico Q5, estilo exterminador implacável
No Venetian, a minha primeira visita foi à sala da Magico. Ricardo Franassovici encontrou-me no corredor e disse-me: Mon chèr, il n 'y a plus rien. A Magico, cujas Q5 full metal jacket já foram consideradas as melhores colunas do universo. Acredito piamente mas não com base no que ouvi no Venetian.
As Magico Q5 no Venetian (CES 2010, Las Vegas)
Ao contrário das suas colunas, que são dinâmicas, claras e frontais, Alan Wolf é um tipo tímido e gosta do escuro. As demonstrações das Magico são sempre no escuro de breu. Com a máquina fotográfica, disparo o flash e elas lá aparecem, por fora e por dentro. Com a máquina de filmar, fica tudo granulado. Mas, enfim, o video prova que eu estive lá e ouvi isto que vos apresento agora:
É tudo perfeito nas Q5, do grave ao agudo. Mas eu, como sou um tipo imperfeito, habituei-me se calhar ao toque da madeira e acho aquilo tudo muito seco. Quando começaram a vinificar os brancos em cubas de alumínio com tecnologia de frio, os enólogos tradicionalistas disseram cobras e lagartos. Agora só bebem brancos destes e acham que os tradicionais sabem a palha...
Há, contudo, tipos ainda mais excêntricos. Estes, por exemplo, nem se deram ao trabalho de desmontar a cama. Para poupar num quarto extra, ouviam música de dia e dormiam de noite, tudo no mesmo sítio. Mas pelo menos eram originais: os quartos têm dois níveis. Eles optaram por colocar as colunas em cima e colocar o sofá no sítio onde todos os outros montaram as colunas. Desta nem a nossa Cenestesia se lembraria...
Talvez não tão excêntricos como o Blue Man Group, um dos espectáculos anunciados no Venetian, a par do pastelão operático "O Fantasma da Ópera":
DE CÂMARA EM PUNHO
No Venetian, não ando de mapa na mão. Detesto planos rígidos. Vagueio pelos corredores. Entro aqui. Fico. Ou não fico. E vou ouvindo música. Nem sempre boa, admito.
Follow me, caros leitores
Muitas salas estão vazias. Só lá vive o inquilino.
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Na Lindemann, uma boa marca, muito prestigiada na Alemanha, que estava a tocar muito bem, era o deserto.
Isto só prova como é difícil penetrar no apetecido mercado americano.
O sucesso do nosso Luís Pires, com as sua Alphama, mostra que com qualidade e perseverança há sempre esperança. Difícil é arrancar. Um dia ainda vamos ter o LP com ruptura de stocks...
As salas são tantas que um homem pode ficar baralhado. Eh, pá, já aqui estive hoje. Por vezes há surpresas. Como aconteceu na Karan. Repeti a visita e gostei tanto do som com o amplificador integrado como com os monoblocos.
Excelente performance dos Karan com colunas Avalon Time
A Karan escolheu para parceira a Avalon Time, que já vos mostrei aqui. Tube traps a menos ou amplificador a mais, o que é certo é que estavam a tocar melhor que com os Jeff Rowland.
Nos intervalos da minha actividade crítica, faço de repórter oculto para manter a sanidade. E é assim que apanho alguns exclusivos interessantes. Como registar e mostrar ao mundo audiófilo Richard Vandersteen, himself, a dar a John Atkinson uma aula sobre as vantagens de desenhar crossovers por engenharia inversa:
Ou permitir que os leitores se envolvam pessoalmente no ambiente de confraternização que se vivia na Audio Research. Sala cheia, a abarrotar. São os clássicos que continuam a atrair mais jornalistas. Também é porque já se conhecem todos há muitos anos e vão visitar os amigos, trocar impressões, beber café, aproveitar para enviar emails e, claro ouvir música...
Aliás, se não houvesse paixão e dedicação pessoal, não seria possível existir a JCorder, uma espécie de viveiro de espécies exóticas, com aves raras como os velhos gravadores de bobinas, que muitos juram são ainda a melhor fonte de música num mundo digitalizado:
JCorder: visita obrigatória, no Venetian
IR PARA/GO TO PARTE 2
CES 2010 _ A VERDADE DA MENTIRA - REPORTAGEM DE JVH _ PARTE 2 (actualizado em 23 Jan) _ EMOÇÕES VÁRIAS _ Referências:Thiel, Olive, Hansen, TAD, Avalon, Karan, Vivid, Halcro, Vandersteen, B&W, Nola, ProAc, Martin Logan, Quad, King Audio, Soundlab, Krell, Magico, YG Acoustics, Magnepan, DartZeel, Evolution Acoustics, Playback Designs, Sonus Faber, REL, Audio Research, KEF, Pass, LP
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| José Victor Henriques |
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| Email: hificlube@netcabo.pt |
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| DAVID WILSON INTRODUCES POLARIS TO HIFICLUBE |
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| CES 2010_HIFICLUBE VIDEO REPORT_PART 1 (updated 26th Jan): A walk on the wild side, Nagra/Verity/Basis, Audio Physics, Audio Valve, Simaudio, Vienna Accoustics, VTL, Morel, Ayon+Legacy, Ypsilon, Acapella, Quad, TAD, EAR, ProAc, Scaena, Hansen Viva, Avalon, Sumiko (AR+SF); Part 2: Raysonic, Eggleston, Wharfedale, Nola, Crystal, Wadia, Audio Research, Gershman Acoustics, LP Alphama, NTT, Joseph Audio, Pass, King, Gamut, Odeon, Wisdom Audio; Part 3 (updated 26th Jan):PS Audio, Meridian, Tidal, Octave, Plinius, Continuum, Boulder, Perfect 8, Crystal, Isomike, Chapter, PrimaLuna, Marten/Vitus, Oracle, Cary, Nordost, Blue Room/Ocean Way |
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| CES 2010_HIFICLUBE VIDEO REPORT _ Part 2 (updated 18th Jan): Raysonic, Eggleston, Wharfedale, Nola, Crystal, Wadia, Audio Research, Gershman Acoustics, LP Alphama, NTT Audiolab, Joseph Audio, Pass, King, Gamut, Odeon, Wisdom Audio |
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| CES 2010: APRESENTAÇÕES ESPECIAIS (updated 17 th Jan): ALPHAMA BY LUIS PIRES, CONRAD-JOHNSON BY LEW JOHNSON, YG ACOUSTICS BY YOAV GEVA, BELCANTO BY JOHN STRONCZER, BURMESTER BY DIETER BURMESTER, AYRE BLU RAY BY ADAM S., PARTE 2: VIVID GIYA 2, JEFF ROWLAND, MARTIN LOGAN, KEF |
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| CES 2010_THE SHOW MUST GO ON? |
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| CES 2010 _BOWERS&WILKINS: DIAMONDS ARE FOREVER |
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| CES 2010_ APRESENTAÇÕES ESPECIAIS _ PARTE 2: VIVID GIYA2, JEFF ROWLAND, MARTIN LOGAN, KEF |
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| CES 2010: MONITOR AUDIO APRESENTA APEX |
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| CES 2010: NAD M2 A REVOLUÇÃO AO VIVO |
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| CES 2010: VIDEO REPORT _ Part 3 (updated 26th Jan): PS Audio, Meridian, Tidal, Octave, Plinius, Continuum, Boulder, Perfect 8, Crystal, Isomike, Chapter, Primaluna, Marten, Oracle, Cary, Nordost, Blue Room |
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| CES 2010 _ A VERDADE DA MENTIRA - REPORTAGEM DE JVH _ PARTE 2 (actualizado em 27 Jan) _ EMOÇÕES VÁRIAS _ Referências:Thiel, Olive, Hansen, TAD, Avalon, Karan, Vivid, Halcro, Vandersteen, B&W, Nola, ProAc, Martin Logan, Quad, King Audio, Soundlab, Krell, Magico, YG Acoustics, Magnepan, DartZeel, Evolution Acoustics, Playback Designs, Sonus Faber, REL, Audio Research, KEF, Pass, LP, AvantGarde |
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